Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O passarinho canta porque está feliz, ou está feliz porque canta? Não importa! O que importa, é que ele canta e nos encanta.
Canto translírico
Eu canto teu canto,
tu cantas comigo.
Eu canto um pranto
se dividido contigo.
Eu canto.
Eu canto o tempo
que me resta
nos teus olhos.
Eu canto a sina
tua, minha
nos meus versos
findos.
Eu canto ainda.
BATALHAS
Eu travo minhas batalhas,
Grandes batalhas todos os dias.
Eu quero ir ali, ali na esquina.
Ir perto daqui e voltar...
Voltar ao meu lugar.
Eu vou, mas me persegue uma sensação triste;
Aquela persistente sensação que talvez não retorne.
Penso que se tiver sorte....
Não encontro com a morte,
Um encontro que não marquei.
Mas, talvez inerte volte sem saber o que aconteceu.
Difícil jeito de viver!
(en)canto
no cerrado canta a cigarra
quer o (en)canto dum par...
canta, numa tal algazarra
até o teu peito estourar...
e neste som de guitarra
baila, seduz, sem parar...
de carência ou garra
a cigarra quer casar...
é sofrença ou farra
ou carma a carregar?
neste mantra se agarra
até a lua raiar...
é fanfarra
é verão à anunciar...
então, canta cigarra
a vida tem de continuar!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
outubro de 2019
Cerrado goiano
Você pode até cantar muito bem, mas enquanto não tiver um bom plano de Marketing, sempre estarás no anonimato.
A GENTE FICA
A gente fica cauteloso,
Contando os dias
Que já se foram.
A gente fica medroso
Esperando o que
Não se sabe que se vem.
A gente fica nostálgico
Curtindo saudades...
E revivendo lembranças.
A gente vive e fica melhor
Sorrindo, correndo...
Celebrando a existência!
Deus me livre da dor e do carma de viver sob remédios
Deus me livre do pesar e da angústia
Deus me livre ser a consequência e sofrer por uma
Deus me livre dessa dor que carrego por ti que tão pouco se importa
Deus me livre dessa dor que sempre que aperta me faz lembrar-te
Deus livre a mim, meus amigos e inimigos
Aqueles que amo e aqueles que não conheço
Pois isto, a ninguém desejo
E que Deus me perdoe por a ti ter tanto desprezo
Mas que um dia tu possa mudar
E todos a ti amar
E mesmo se ainda não se importar
Estarei sempre a lamentar
Por ser essa bendita consequência.
Menina da rua
que vive na lua
pisando este chão
Menina poeta
vive inquieta
ouvindo o coração
Menina faceira
a vida inteira
nunca diz não
Menina da rua
poeta faceira
são versos pra lua
a canção primeira
Menina faceira
tombou na ladeira
na madrugada fria
Não viu mais a lua
sua companheira
sua alegria
Silenciou para sempre
o canto fremente
da menina levada
Que viveu como um canto
no encanto da lua
no canto darua
da rua, o encanto
da madrugada!
“Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta”.
(do livro "Viagem", 1939.)
Eu sei que preciso tomar uma direção. Eu sei que tenho uma canção a cantar. Eu sei que há uma declaração que precisarei fazer. Mas, não posso fazer o que não posso...
“ O pássaro...
no canto de uma árvore,
a cantar um conto, ouvi
cantou a tristeza e aflição
da cinza e desbotada paisagem
que teve suas cores apagadas
pela insensibilidade e não mais sorri. “
Viviane Andrade
O pássaro engaiolado dificilmente canta, perde o encanto. Quero que cantes e me encantes com teu canto. Canto de liberdade.
É em casa, no meu canto que fico sempre a pensar.
Renovando os pensamentos para me organizar.
Peço a Deus a direção para que me faça ter,
atitudes que me leve a prosseguir e a crescer.
Conhecimento sempre é bom, pois nos trás mais confiança nesse vida sempre temos que ter muita esperança!
Eu sei que eu sou feliz, por isso eu canto alto
Quando eu tô contigo aqui, danço descalço
Simples, mas a vida é assim
Canto da dor
Quando a dor é muita
o medo desaparece,
e o caminho que se mostra
diante do perigo, o abismo,
passa-nos despercebido.
Quando a dor é muita
sufoca por dentro e por fora,
e o sentimento que banha o âmago
é uma amarga desesperança.
Quando a dor é muita,
a música mais ouvida é um soluço
não reprimido, é um gemido aflito
gritando forte no coração ferido.
Quando a dor é muita,
sangra o coração
e o espírito aflito
se angustia.
Quando a dor é muita
aniquila a alma enferma,
anula a razão e a fantasia,
ceifa a essência da vida.
Umbelina Marçal Gadêlha
