Nos teus Bracos Depositarei
Miligrama de verso II
Alcandoradas esperanças!
Viajo pelo Universo nos teus rastros
À procura das bem-aventuranças.
Do encantado tesouro dos teus braços
Somos partes de um todo
Senão por que a sede e a fome
Devoradores das minhas entranhas?
Causas estranhas
Que não me deixam inerciar
Vivo a trovejar
Para o infinito o meu grito
Que ressoa pelos séculos.
Pois meu amor por ti é milenar.
SAUDADES...
Oh! Saudades do ontem que
Eu tive teus olhos pedintes voltados para os meus
Lábios e seios.
Até pareceu-me ser amada
E sonhei sentindo uma dolorida agudez
De desejos quase realizados.
Não pude alcançá-lo, pois no instante seguinte
Partias. Nunca mais deixaste a poesia
Dos teus olhos derramar esperanças
Pros meus tristonhos.
Sepultei nossos abraços suspensos no
Meu pensamento febril
Beijos lúdicos ficaram espremidos na minha
Boca ressecada de tristezas.
E a saudade se ajeitou no meu peito
E nunca mais quis existir sem mim.
meus sonhos morreram na escuridão dos teus olhos,
nunca mais esquecerei que tudo não passou de uma noite,
para olho inerte para escuridão que processionou,
meu desespero e agonia fazer parte do meu infortúnio,
todos estão num espelho de vaidades deixadas,
pela tua luxuria, assim me magoa com tuas ilusões,
nunca acabaram com que restou da minha alma,
mesmo despedaçada sou feliz suas migalhas
jogadas aos ventos dos morros uivantes,
não acredito exista esperança...
me consumo em lembranças paralisadas
dentro da minha mente doentia,
olho para imensidão não tem que esperar
alem da morte mesmo que acha um amor eterno,
o desespero já tomou conta dos maiores desejos...
o coração é apenas um músculo que bobeia
minhas grandiosas paixões perdidas numa fração...
muitas vezes não consigo sentir mais está vida,
lembro me tudo pode ser pior,
que já sobrevivi a terremotos piores,
na minha constelação de magoas
só a mais um espaço vazio que nunca...
será preenchido por completo.
como ar que respiro nada pode completar...
mesmo em pequenas frases deixo meus sonhos.
passarem de forma que as correntes que arrasto
sejam as marcas profundas que deixou.
Nesse frio tudo o que eu queria era os teus pés entrelaçados aos meus, juntos com as juras tão silenciosas;
Os toques tão cheios de eu-te-quero, e a sua voz tão doce servindo pra embalar a noite.
(sonhar não mata)
Ah meu bem! Quem diria que ia dar nisso?!
de um sorriso amigo pra uma paixão...
Préludio
Teus olhos
São um exercício prévio
Dá introdução e precisão na canção.
Preeminentes em cada nota
Sol bemol ou sol de verão
é polissilabo, policromia, plurilateral.
É também agonia, alegria, ventania em qualquer estação.
Mais ainda é prematuro, produtivo, inseguro é profusão.
É as flores de abril, fadados a desabrochar e predestinado a mim.
Se nos teus caminhos os laços são fortes
Os atos valentes e os abraços francos
O retorno se torna fecundo
E quando deixas de ser essencial
Torna-se … especial
RECIFE CIDADE AMADA - João Nunes Ventura.
Recife luz divina de beleza
A doce mãe dos filhos teus,
De atrativos e sonhos meus
Cidade bela meus encantos,
Eu me apaixonei assim te vi
Terra querida jardim de flor,
Que por ti eu morro de amor
Por ti espalho meus cantos.
Quando olho nos teus olhos, posso te dizer mil coisas, mas uma de todas elas você tem clareza da verdade:
A que eu te amo!
Rio e mar se completam, se difundem...flores e vinhos se misturam...são meus olhos e os teus quando se perdem um dentro do outro e juntos embriagam-se e entregam nós.
"_
Eu consigo ver o brilho dos teus olhos além das estrelas, consigo ver o tamanho do seu amor por mim .. Está escrito além, além da minha mera compreensão. "
Me acaricia com tuas palavras e me encanta com teus versos, me apunhala com atitudes e me escarra verdades sordidas.
Reforça teus alicerces mesmo em dias de bonança pra quando a tormenta chegar não levar teu mundo embora.
Tens uma alma translúcida e linda, é ela que através das lentes dos teus olhos, reflete a beleza em mim.
Meu batom ainda é cúmplice da tua boca na minha, sob a fina camada carmim, ele tenta esconder teus beijos.
Qual o mistério dos teus lábios dionisíacos, que me entorpecem, quando subitamente toca os meus, e num murmúrio de vagos segredos, me deixa embriagada sem vinho?
Adoro quando nossos lábios se encontram, e os teus maliciosamente sussurram teu desejo em minha boca.
