Nos amamos
Ciclos que Amamos
Por Diane Leite
Os ciclos da vida têm uma forma peculiar de nos ensinar aquilo que, muitas vezes, não conseguimos compreender sozinhos. Entre as lições mais valiosas, algumas vêm na forma de um olhar puro, quatro patas e uma lealdade inabalável. Para quem já teve a bênção de compartilhar a vida com um cachorro, entende que eles não são apenas animais. São professores silenciosos, anjos de pelos macios que nos mostram o valor do amor, da presença e, sobretudo, da aceitação.
Husky Siberianos, Bull Terriers, vira-latas — não importa a raça, o porte ou a cor. Cada um deles carrega em si uma pequena eternidade de aprendizado. Quando chegam, filhotes, tudo é caos. Roupas destruídas, móveis arranhados, noites mal dormidas. É como se o universo testasse nosso amor em sua forma mais crua, e nós passamos com louvor. Porque o amor pelos cães é sempre maior do que o desconforto. Eles crescem, se tornam jovens brincalhões, depois adultos companheiros. Até que, como tudo na vida, também nos deixam.
Os ciclos que nossos amigos de quatro patas nos ensinam são emblemáticos. Eles chegam para nos lembrar da importância de amar sem reservas, estar presente nos momentos compartilhados e, principalmente, de saber dizer adeus com coragem. Perder um cachorro é perder um pedaço da própria alma. É como fechar um capítulo de um livro querido, sabendo que não haverá outro igual.
Lembro-me de Laica, uma Bull Terrier doce que desafiou todas as expectativas. Disseram que seria feroz, mas ela foi puro afeto. Viveu intensamente, nos amou incondicionalmente, deu trabalho, alegrias e, ao final, partiu. Deixou um vazio. Mas também deixou memórias — boas, ruins, engraçadas, ternas. Ciclos.
É sobre isso que a vida nos fala o tempo todo: inícios que nos enchem de entusiasmo, meios que nos ensinam a apreciar o presente e fins que nos desafiam a abraçar o inevitável. A despedida nunca é fácil, mas é necessária. É a forma do universo abrir espaço para algo novo.
Amar um cachorro é aprender sobre o amor em sua essência mais pura. Eles são leais mesmo quando somos falhos, nos amam mesmo quando estamos perdidos em nossas sombras, permanecem ao nosso lado até o último instante. Quem nunca ouviu histórias de cães que esperam anos pelo dono que não volta? Eles não têm medo do fim. Eles nos ensinam que a presença e o amor são eternos, mesmo quando o ciclo termina.
Hoje, por escolha própria, eu não tenho mais cachorros. Não por falta de amor, mas por reconhecer o impacto emocional que eles têm. Entendo que, para ter um animal, é preciso estar disposto a tratá-lo como um membro da família, com respeito, cuidado e amor. Se não for assim, é melhor não ter.
Ainda assim, nunca passarei impassível diante de um animal maltratado. O amor que eles nos dão de forma tão gratuita merece ser retribuído, mesmo que apenas com um gesto de proteção.
Os ciclos da vida são assim: começam com entusiasmo, passam por momentos intensos e, inevitavelmente, chegam ao fim. Nossa tarefa é amá-los enquanto duram, aproveitá-los ao máximo e deixá-los ir quando for a hora. Não importa se o ciclo é de um animal, uma amizade, um amor ou um capítulo de nossa história. Tudo tem seu tempo. O segredo é respeitar cada etapa com amor e gratidão.
Que nossos cães, anjos de quatro patas, continuem nos mostrando como amar, viver e, quando for preciso, como deixar ir. Porque, no final, não são eles que nos deixam; somos nós que ficamos com tudo o que eles nos ensinaram. E isso, por si só, é eterno.
A saudade é traiçoeira
brinca com a alma da gente.
Faz a ausência de quem amamos
se tornar a cada dia mais presente…
"" Outros rumos não nos levam para longe de quem amamos,
apenas mostra que a vida segue vários caminhos
É como a música, ora alegre , por vezes triste.
Ainda bem que quem manda no radio é você...""
“Antes de iniciar uma aplicação de Reiki, podemos recordar de uma pessoa que amamos profundamente, nosso cônjuge, nossos pais, nossos filhos e netos, etc. Permita que a energia desse amor invada e ative o seu chacra cardíaco, de forma que você possa canalizá-la pelas mãos para outra pessoa.”
Nós nos amamos loucamente, mas também acabamos machucando uns aos outros. Essa imaturidade de esconder sentimentos quando o que sentíamos era extremamente intenso foi nosso principal erro. Não posso dizer que eu estou bem, pois ainda não consegui te perdoar...e acho que você também não. Está sendo tão difícil seguir em frente, é como se uma parte da minha vida estivesse ligada a você.Porém, apesar do que eu ainda sinto, não vou mudar quem eu sou, e muito menos perder meu tempo mais uma noite com você pois já sofri o suficiente.
" Nos sabemos que amamos a outra pessoa porque o coração é nosso; e ficamos inseguros em relacao ao outro que diz que nós ama, porque o coração é dele e só temos a presunção. Isto é motivo para muitos atritos"
A sensação de impotência diante dodesconhecido que afeta aqueles a quem amamos e cujo destino ansiamos é um eco lancinante que ressoa em cada fibraeco lancinante que ressoa em cada fibrade nosso ser. E é nesses momentos que oamor se revela em sua forma mais pura einabalável.
Trecho do Livro : Explorando Autismo e Síndrome de Rett , autora Valdira Abreu Magalhães Nina Lee de Sá
"A gratidão só existe em corações que foram lapidados pelo amor. Quando amamos, podemos sentir gratidão, mas não esperamos a gratidão do outro. Neste caminho, desejamos o amor do outro, mas não precisamos dele, porque nos amamos e somos gratos em qualquer circunstância. Será feliz e terá uma jornada longa na Terra aquele que se ama, que aprendeu a viver de uma forma que o torna feliz, que não depende de realizações para sentir efêmeros prazeres que não suprem o desejo da alma humana. O único caminho para o amor está dentro de cada ser humano; a felicidade se constrói a todo instante, a cada segundo. Ela é o segredo contido na prática, e não no conhecimento."
O que nos mata por dentro não são as palavras proferidas, é a indiferença daqueles que tanto amamos.
