Nós Mesmos
A cultura ainda é o que nos salva da loucura de uma vida sob nós mesmos (ainda que também seja o que nos entorpece).
Melhor a cultura que a falta dela, vivida apenas com o desespero dos jovens, adultos e idosos e de uma vida seca, amargurada e vazia..
Que porre inimaginável, amigos, se não tivéssemos acesso à arte, música e cultura em geral gratuita! (Idas à cinemas, museus e shows inacessíveis à uma grande massa que tanto ainda precisa dela)!!
só não reclama de pouca cultura, cultura inacessível ou falta de cultura, quem não conhece o peso de por muitos anos, ter crescido sem poder ter tido acesso facilitado à ela!
Com ingressos que hoje que pago, a criança e família que tive, não poderia ter me apresentado nunca nem mesmo ao mpb, que determinados lugares cobra inclusive cover 'por cabeça'!
É genocídio cultural pensar mal da cultura gratuita (tudo deveria ser bom, eficiente e gratuito? Sim, em especial o principal de educação e saúde também).
Ainda assim a cultura não tem esse motivo pra ser deixada de lado, jamais.
Hoje, sonhei com nós dois.
Sonhei que éramos mais do que nós mesmos, mais do que meros instantes, mais profundos do que desejos contidos, mais do que perguntas
sem respostas.
Sonhei que éramos o próprio
fascínio, a concretização dos desejos na matéria.
Sonhei que o tempo se curvava ao nosso redor e o espaço se encolhia para nos abraçar.
Hoje, meu sonho foi sobre nós dois.
A pior mentira é fingir para nós mesmos que tudo está bem, quando está mal, porque de tanto fingir acabamos acreditando! Vivendo de ilusão....
Quando ferimos a Cristo, ferimos a nós mesmos, a cruz é a cicatriz indelével que iremos carregar no dia que o olhar do outro nos despir, no dia que a língua do irmão nos açoitar
Eu sei que te magoei. Sei que estamos ambos atormentados por essa distância que nós mesmos criamos. Mas, sinceramente, o que mais podemos fazer além de admitir que somos melhores juntos?
Eu queria poder carregar o seu sorriso guardado dentro do meu coração como um amuleto. Nos dias ruins, é ele que me faria acreditar no amanhã; porque hoje, sem você, o presente é incerto e o futuro parece vazio.
Eu admito: você estava certa o tempo todo. Você acreditou em nós por tanto tempo, e eu demorei para entender o que estava em jogo. Eu estava errado, muito errado. E dói admitir que precisei ficar "completamente sem amor" para entender que você é o meu lar.
O que sou eu sem você? Apenas alguém perdido em noites longas e solitárias, procurando por você em cada pensamento. Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar. Não existe um jeito fácil de dizer isso, e cada dia que passa fica mais difícil, mas eu preciso que você saiba: eu quero que você volte e me leve para casa.
Por favor, não deixe que seja tarde demais. Eu não sou nada sem o seu amor.
[19/3 15:09] Alinny de Mello: Se a gente não tiver em paz e não for feliz por nós mesmos, ninguém vai conseguir fazer isso acontecer.
[19/3 15:10] Alinny de Mello: Eu já sou feliz.
[19/3 15:10] Alinny de Mello: Independente de tudo
A maturidade só é possível quando nos encontramos dentro de nós mesmos. Porque é somente então que as coisas começam a mudar, juntamente conosco.
Em A Inveja do meu Eu. A Pior Inveja é a que Sentimos de Nós Mesmos.
Na minha visão, longe das ilusões otimistas que preponderam: "A felicidade,
como ideal absoluto, não existe. Penso que existe um estado de aceitação —
como o meu agora. Este é o único momento de plenitude e segurança para mim,
ou para qualquer ser humano, sem exceção. Toda construção exige esforço; a
felicidade tem um custo. Logo, a plenitude não existe em estado bruto; o objetivo
é a tranquilidade. A tranquilidade — é para mim a mesma coisa — reside ou
surge naquele instante em que compreendemos que as coisas e as pessoas são
exatamente como são, e não temos por obrigação mudá-las."
Há uma satisfação profundamente saudável em saborear um fruto que nós mesmos plantamos, cultivamos e colhemos.
"Façamos nós mesmos o nosso destino, sem esperar que os outros decidam por nós. Temos as ferramentas, basta sabermos usar."
"Não devemos culpar as pessoas após elas nos desapontarem, e sim a nós mesmos por esperar demais de quem não queria nos oferecer nada além de mentiras e falsidades."
Minha Verdade não se Negocia
Para sermos nós mesmos, é necessário deixar de lado as hipocrisias e ir direto ao ponto. Não é porque sou escritora e trabalho meu lado espiritual que preciso agradar a todos e engolir seco tudo o que vem pela frente.
Ser escritora ou buscar a espiritualidade para ser melhor não significa que eu tenha que ser boazinha e permitir que as pessoas pisem em mim, ou aceitar aquilo querem que eu seja. Não.
Ser nós mesmos e buscar o crescimento espiritual, é reconhecer que existem leis e direitos. Que existem regras. Que precisamos ser justos, bons de coração. Que as coisas precisam ser boas para ambas as partes, e não apenas para um lado.
Quero deixar registrado que não é porque escrevo sobre a vida – seus percalços, suas incógnitas, seus mistérios – que devo deixar de lado a minha verdade, os meus desejos e as minhas emoções.
Buscar evolução não significa aceitar desrespeito.
Bondade não é fraqueza.
Compreensão não é submissão.
Existem limites.
Existem direitos.
Existe verdade.
E eu não deixo a minha de lado para caber nas expectativas dos outros.
Rita Padoin
Quando os Passos Conversam com a Alma
Quanto conversamos com nós mesmos?
Aprendi, ao longo das minhas caminhadas, que algumas das conversas mais importantes da minha vida aconteceram quando eu estava completamente sozinho. É no silêncio de uma estrada, entre um passo e outro, que encontro espaço para pensar naquilo que, no barulho cotidiano, muitas vezes não consigo enxergar. Quando surge um problema familiar, uma dificuldade no trabalho, uma preocupação financeira ou um desentendimento com alguém, costumo fazer uma caminhada longa. Não caminho para fugir do problema, mas para encontrá-lo de frente. Enquanto meus pés avançam, minha mente volta ao que aconteceu, às palavras que disse, ao tom que usei e às atitudes que talvez pudesse ter evitado.
Nessas caminhadas, procuro não pensar primeiro no erro do outro. Procuro pensar no meu. Pergunto a mim mesmo: “Eu precisava ter falado daquela maneira? Por que me alterei? Será que escolhi o momento errado para dizer aquilo? Eu havia prometido alguma coisa e não cumpri?” Essas perguntas nem sempre são confortáveis, mas aprendi que reconhecer os próprios erros exige muito mais coragem do que apontar os erros de alguém. Depois de alguns quilômetros, a raiva começa a perder espaço, o orgulho diminui e a razão volta a respirar. Muitas vezes, quando retorno para casa, procuro a pessoa com quem tive o desentendimento e digo simplesmente: “Eu pensei muito sobre o que aconteceu e reconheço que errei. Não deveria ter falado daquela maneira. Quero lhe pedir desculpas.” E faço isso sem cobrar do outro a mesma atitude. O erro dele pertence a ele; o meu, a mim. Se ele também reconhecer seus erros, melhor ainda. Se não reconhecer, preciso seguir em paz, porque não posso carregar nas costas aquilo que pertence à consciência de outra pessoa.
Foi caminhando que também compreendi que conversar conosco mesmos não é sinal de solidão, muito menos de loucura. É uma forma de organizar os pensamentos, compreender as emoções e enxergar melhor aquilo que estamos vivendo. Marco Aurélio, imperador romano e filósofo estoico, fez de suas próprias reflexões um exercício permanente de autoconhecimento. Em suas *Meditações*, conversava consigo mesmo para encontrar serenidade diante das dificuldades. Talvez todos nós precisemos, de alguma maneira, aprender essa arte. A forma como falamos conosco pode nos destruir ou nos fortalecer. Em vez de dizer: “Sou um idiota porque errei”, podemos dizer: “Eu errei, mas posso aprender e corrigir.” O erro deixa de ser uma condenação e passa a ser uma lição.
Hoje compreendo que caminhar não é apenas colocar um pé diante do outro. Para mim, caminhar é também entrar dentro de mim mesmo. Há caminhos que percorremos pelo mundo e outros que percorremos silenciosamente dentro da alma. Alguns nos levam a lugares que nunca imaginamos conhecer; outros nos devolvem àquilo que havíamos perdido dentro de nós. E talvez seja essa uma das maiores descobertas de um peregrino: **nem todo caminho nos leva a um destino. Alguns caminhos nos levam de volta para nós mesmos.**
Quando termino uma caminhada, nem sempre encontro a resposta para todos os meus problemas. Mas quase sempre encontro um pouco mais de serenidade, humildade e compreensão. E talvez seja isso que realmente importa. Porque, quando aprendemos a conversar com nós mesmos, descobrimos que nunca estamos verdadeiramente sozinhos. Enquanto nossos pés percorrem a estrada, nossa alma também caminha. E, muitas vezes, é justamente nesse encontro silencioso entre o homem e sua própria consciência que começa a nascer uma nova maneira de enxergar a vida.
Força! Caminhe mais! Conheça-se melhor!
A caminhada é um espaço de silêncio, reflexão, autoconhecimento e reconciliação.
Peregrino Nino Carneiro
