Nós Mesmos

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Aprendi que a solidão não é a falta de alguém, mas a falta de nós mesmos em certos momentos.

“O amor verdadeiro é o que nos devolve a nós mesmos, sem nos possuir.”

M. Arawak

Enquanto formos maus aos outros
Seremos piores para nós mesmos

Rosa de Saron

Nota: Trecho da música Reis e princesas.

''A solidão esconde tesouros que só podem ser encontrados em nós mesmos. É no meio da solidão que você é genuíno e autêntico''.

"Não devemos culpar as pessoas após elas nos desapontarem, e sim a nós mesmos por esperar demais de quem não queria nos oferecer nada além de mentiras e falsidades."

A limitação é um inimigo invisível arquitetado por quem melhor nos conhece: nós mesmos.⁠

Quando não podemos mudar uma realidade, talvez seja o momento de mudar a nós mesmos.

Livres de Portugal, mas reféns de nós mesmos, seguimos enredados na teia da corrupção. Neste 7 de setembro, marchamos no escuro: uma caminhada cega e sem rumo, onde a celebração da pátria virou apenas o eco de um povo que esqueceu por que luta.

O obstáculo que vemos no nosso caminho, somos nós mesmos.

Minha Verdade não se Negocia


Para sermos nós mesmos, é necessário deixar de lado as hipocrisias e ir direto ao ponto. Não é porque sou escritora e trabalho meu lado espiritual que preciso agradar a todos e engolir seco tudo o que vem pela frente.
Ser escritora ou buscar a espiritualidade para ser melhor não significa que eu tenha que ser boazinha e permitir que as pessoas pisem em mim, ou aceitar aquilo querem que eu seja. Não.
Ser nós mesmos e buscar o crescimento espiritual, é reconhecer que existem leis e direitos. Que existem regras. Que precisamos ser justos, bons de coração. Que as coisas precisam ser boas para ambas as partes, e não apenas para um lado.
Quero deixar registrado que não é porque escrevo sobre a vida – seus percalços, suas incógnitas, seus mistérios – que devo deixar de lado a minha verdade, os meus desejos e as minhas emoções.
Buscar evolução não significa aceitar desrespeito.
Bondade não é fraqueza.
Compreensão não é submissão.
Existem limites.
Existem direitos.
Existe verdade.
E eu não deixo a minha de lado para caber nas expectativas dos outros.


Rita Padoin

Os julgamentos são cartas que enviamos a nós mesmos, só que em envelopes com o nome dos outros.

(Douglas Duarte de Almeida)

" Somos lembranças de alguém e memórias próprias de nós mesmos. "

O SUAVE SENHOR.

"AMAMOS ASSIM, POR NÓS MESMOS."
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

"Mau servo que fui, pois fiz apenas o que o meu suave e manso Senhor me pediu."

Existe uma forma de amar que ainda negocia. Ama enquanto é amado; serve enquanto é reconhecido; perdoa enquanto não é profundamente ferido. É um amor legítimo em seus primeiros passos, mas ainda condicionado pelas expectativas do ego.

Jesus, porém, inaugurou outra medida.

Seu amor não aguardava reciprocidade. Não florescia porque o mundo era bom; florescia porque Ele era bom. Sua misericórdia não dependia da conversão imediata daqueles que o perseguiam. Seu coração permanecia fiel à Lei Divina mesmo quando os homens lhe ofereciam ingratidão, abandono e a cruz.

É por isso que o Evangelho apresenta a imagem inesquecível do pai que jamais entrega uma pedra ao filho faminto:

"Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?... Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem." (Mateus 7:9–11)

Que extraordinária revelação!

Jesus não está apenas ensinando sobre a bondade de Deus. Está convidando cada consciência a tornar-se semelhante ao Pai. O discípulo aprende que o bem não deve ser resposta ao comportamento alheio, mas expressão natural do próprio Espírito.

Amamos assim, por nós mesmos.

Não porque o outro mereça.

Não porque haverá recompensa.

Não porque seremos compreendidos.

Mas porque, ao amar, preservamos a paz da própria consciência.

Quem odeia permanece ligado ao objeto do seu ódio. Quem alimenta o ressentimento torna-se prisioneiro da ofensa que desejava esquecer. O perdão, portanto, não absolve apenas o ofensor; antes de tudo, liberta quem perdoa.

Sob a luz do Espiritismo, compreendemos que toda ação moral grava-se no Espírito. Cada gesto de benevolência fortalece nossas faculdades superiores. Cada renúncia ao orgulho enfraquece antigas imperfeições. O beneficiado imediato pode até ser o próximo; contudo, a transformação mais profunda acontece naquele que pratica o bem.

Por isso Jesus não mandou amar apenas os amigos.

Mandou amar os inimigos.

Esse ensinamento seria absurdo se dependesse da simpatia. Porém, torna-se perfeitamente lógico quando entendemos que o amor cristão não é sentimento de preferência, mas decisão consciente de jamais responder ao mal com o próprio mal.

O Cristo sabia que ninguém prejudica mais a si mesmo do que aquele que alimenta o ódio.

Quando estendemos a mão ao caído, não enriquecemos apenas sua caminhada. Iluminamos a nossa.

Quando consolamos alguém, nossa própria alma aprende a linguagem da esperança.

Quando perdoamos, quebramos correntes invisíveis que nos prendiam ao passado.

Quando servimos, diluímos lentamente o orgulho que, durante séculos, sustentou nossas quedas.

Assim, o amor deixa de ser favor concedido ao próximo para tornar-se necessidade espiritual daquele que ama.

Amamos assim, por nós mesmos.

Porque desejamos conservar limpa a consciência.

Porque não queremos carregar o peso da amargura.

Porque escolhemos permanecer fiéis ao Cristo, ainda que o mundo não compreenda.

Porque servir ao bem é servir à própria evolução.

Talvez seja esse o sentido mais profundo das palavras do Mestre quando afirmou:

"Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração."

Sua mansidão jamais foi fraqueza. Era o domínio completo de si mesmo. Sua humildade jamais significou submissão à injustiça. Era a perfeita consciência de viver inteiramente unido à vontade do Pai.

E nós? Ainda caminhamos.

Tropeçamos muitas vezes. Confundimos amor com dependência, perdão com esquecimento, caridade com reconhecimento.

Mesmo assim, seguimos.

Cada esforço sincero aproxima um pouco mais nossa alma daquele Modelo e Guia que jamais ofereceu pedras quando lhe pediam pão e que, mesmo recebendo espinhos dos homens, continuou distribuindo esperança.

Se algum dia pudermos dizer que amamos sem exigir recompensa, servimos sem esperar aplausos e perdoamos sem contabilizar ofensas, então teremos compreendido uma pequena parcela da grandeza do Evangelho.

Nesse dia, talvez também possamos repetir, com humilde gratidão:

"Fiz apenas o que o meu suave e manso Senhor me ensinou."

E descobriremos que, ao amar o próximo, jamais fizemos um favor a ele. Fizemos um bem, antes de tudo, à nossa própria alma.

Fontes

Bíblia Sagrada: Mateus 5:43–48; Mateus 7:9–11; Mateus 11:29; Lucas 6:27–36; Lucas 11:11–13; Lucas 17:10.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente os capítulos XI (Amar o Próximo como a Si Mesmo) e XII (Amai os Vossos Inimigos).

O Livro dos Espíritos, questões sobre a lei de amor, justiça e caridade (629, 886 e correlatas).

Quando não somos fraternos recaímos estacionários em nós mesmos.

Eu sei que te magoei. Sei que estamos ambos atormentados por essa distância que nós mesmos criamos. Mas, sinceramente, o que mais podemos fazer além de admitir que somos melhores juntos?
Eu queria poder carregar o seu sorriso guardado dentro do meu coração como um amuleto. Nos dias ruins, é ele que me faria acreditar no amanhã; porque hoje, sem você, o presente é incerto e o futuro parece vazio.
Eu admito: você estava certa o tempo todo. Você acreditou em nós por tanto tempo, e eu demorei para entender o que estava em jogo. Eu estava errado, muito errado. E dói admitir que precisei ficar "completamente sem amor" para entender que você é o meu lar.
O que sou eu sem você? Apenas alguém perdido em noites longas e solitárias, procurando por você em cada pensamento. Se eu te ligasse agora, o que você diria? Eu não quero mais esperar. Não existe um jeito fácil de dizer isso, e cada dia que passa fica mais difícil, mas eu preciso que você saiba: eu quero que você volte e me leve para casa.
Por favor, não deixe que seja tarde demais. Eu não sou nada sem o seu amor.

A Dor de se Deixar para o Final


Pensar nos outros antes de nós mesmos não é apenas um ato de bondade; muitas vezes, é uma dor silenciosa que sangra por dentro sem que ninguém perceba. É carregar o peso do mundo nos ombros enquanto o nosso próprio chão está desmoronando. Passamos anos alimentando a alma alheia, secando as lágrimas de quem nos cerca e estendendo a mão para salvar quem nunca se moveu por nós. E o que sobra no final do dia? O cansaço, o vazio e a sensação devastadora de ser invisível na nossa própria história. Que a gente aprenda a ser prioridade para nós mesmos, não por egoísmo, mas para curar a ferida de termos nos abandonado. É hora de recolher o amor que distribuímos por aí e começar a nos dar o colo que tanto precisamos.

Que a gente aprenda a ser prioridade para nós mesmos, entendendo que cuidar de si não é egoísmo, é sobrevivência espiritual. ✨🙌

Seguir adiante é uma promessa que fazemos a nós mesmos e ao futuro que queremos merecer.

A depressão não é apenas uma tristeza profunda, é o luto de uma versão de nós mesmos que ainda não morreu, mas que se recusa a seguir em frente, nos obrigando a carregar o corpo de quem fomos como se fosse uma bagagem pesada e necessária para atravessar o deserto.

O silêncio é o único lugar onde as mentiras que contamos a nós mesmos perdem a utilidade. Durante o dia, a sucessão de tarefas nos concede a ilusão de que ainda pertencemos ao mundo; à noite, porém, quando tudo se cala, resta apenas a consciência diante do próprio vazio. É nesse instante que as ausências deixam de ser lembranças e adquirem consistência, como se os mortos, os perdidos e todas as versões de nós mesmos que fracassaram resolvessem regressar ao mesmo tempo. Não existe escuridão mais profunda do que aquela produzida pela lucidez.


- Tiago Scheimann