Nós Mesmos
"Façamos nós mesmos o nosso destino, sem esperar que os outros decidam por nós. Temos as ferramentas, basta sabermos usar."
Quando os Passos Conversam com a Alma
Quanto conversamos com nós mesmos?
Aprendi, ao longo das minhas caminhadas, que algumas das conversas mais importantes da minha vida aconteceram quando eu estava completamente sozinho. É no silêncio de uma estrada, entre um passo e outro, que encontro espaço para pensar naquilo que, no barulho cotidiano, muitas vezes não consigo enxergar. Quando surge um problema familiar, uma dificuldade no trabalho, uma preocupação financeira ou um desentendimento com alguém, costumo fazer uma caminhada longa. Não caminho para fugir do problema, mas para encontrá-lo de frente. Enquanto meus pés avançam, minha mente volta ao que aconteceu, às palavras que disse, ao tom que usei e às atitudes que talvez pudesse ter evitado.
Nessas caminhadas, procuro não pensar primeiro no erro do outro. Procuro pensar no meu. Pergunto a mim mesmo: “Eu precisava ter falado daquela maneira? Por que me alterei? Será que escolhi o momento errado para dizer aquilo? Eu havia prometido alguma coisa e não cumpri?” Essas perguntas nem sempre são confortáveis, mas aprendi que reconhecer os próprios erros exige muito mais coragem do que apontar os erros de alguém. Depois de alguns quilômetros, a raiva começa a perder espaço, o orgulho diminui e a razão volta a respirar. Muitas vezes, quando retorno para casa, procuro a pessoa com quem tive o desentendimento e digo simplesmente: “Eu pensei muito sobre o que aconteceu e reconheço que errei. Não deveria ter falado daquela maneira. Quero lhe pedir desculpas.” E faço isso sem cobrar do outro a mesma atitude. O erro dele pertence a ele; o meu, a mim. Se ele também reconhecer seus erros, melhor ainda. Se não reconhecer, preciso seguir em paz, porque não posso carregar nas costas aquilo que pertence à consciência de outra pessoa.
Foi caminhando que também compreendi que conversar conosco mesmos não é sinal de solidão, muito menos de loucura. É uma forma de organizar os pensamentos, compreender as emoções e enxergar melhor aquilo que estamos vivendo. Marco Aurélio, imperador romano e filósofo estoico, fez de suas próprias reflexões um exercício permanente de autoconhecimento. Em suas *Meditações*, conversava consigo mesmo para encontrar serenidade diante das dificuldades. Talvez todos nós precisemos, de alguma maneira, aprender essa arte. A forma como falamos conosco pode nos destruir ou nos fortalecer. Em vez de dizer: “Sou um idiota porque errei”, podemos dizer: “Eu errei, mas posso aprender e corrigir.” O erro deixa de ser uma condenação e passa a ser uma lição.
Hoje compreendo que caminhar não é apenas colocar um pé diante do outro. Para mim, caminhar é também entrar dentro de mim mesmo. Há caminhos que percorremos pelo mundo e outros que percorremos silenciosamente dentro da alma. Alguns nos levam a lugares que nunca imaginamos conhecer; outros nos devolvem àquilo que havíamos perdido dentro de nós. E talvez seja essa uma das maiores descobertas de um peregrino: **nem todo caminho nos leva a um destino. Alguns caminhos nos levam de volta para nós mesmos.**
Quando termino uma caminhada, nem sempre encontro a resposta para todos os meus problemas. Mas quase sempre encontro um pouco mais de serenidade, humildade e compreensão. E talvez seja isso que realmente importa. Porque, quando aprendemos a conversar com nós mesmos, descobrimos que nunca estamos verdadeiramente sozinhos. Enquanto nossos pés percorrem a estrada, nossa alma também caminha. E, muitas vezes, é justamente nesse encontro silencioso entre o homem e sua própria consciência que começa a nascer uma nova maneira de enxergar a vida.
Força! Caminhe mais! Conheça-se melhor!
A caminhada é um espaço de silêncio, reflexão, autoconhecimento e reconciliação.
Peregrino Nino Carneiro
"Deus é fiel aos nossos sonhos, desde que sejamos fiéis a nós mesmos! Seja você em sua total essência" Jane Fernanda N
Segue no Instagram @Feh.Jane
Depende de nós mesmos...
Um dia eu disse que iria fazer uma grande viagem com a minha esposa partindo do princípio de acreditar fielmente no que eu queria mesmo sem ter o mínimo das condições aceitáveis para conseguir executar,
Um dia eu disse que iria mudar do estado que morava, de convivências, do trabalho, enfim, iria mudar todo o meu tráfego de vida, e sem o mínimo de planejamento resolvi encarar o desconhecido,
Com o tempo passei a entender que as mudanças e o que pode ser o projetado como futuro só depende de como queremos que ele seja, só depende da nossa habilidade de imaginar acontecendo e depois focar em fazer acontecer.
Força interior é quando arrebentamos as correntes mentais que nos aprisionam dentro de nós mesmos.
(Beatriz Campos Arroyo)
O "Mágico" é apenas uma projeção. Uma versão de nós mesmos que acreditamos que existirá lá: uma versão sem problemas, sem ansiedade e sem tédio. Mas em qualquer lugar do mapa, haverá boletos, fofocas e dias nublados
Estava aqui refletindo sobre o quanto, muitas vezes, deixamos de ser nós mesmos por medo.
Medo de errar, de perder, de ouvir um não,
de não agradar, de tentar e não conseguir.
A vida passa igual foguete,
deixa o rastro, mas não volta para trás.
Por isso, viva.
Viver é a coisa mais cara que temos nesta vida.
E, mesmo assim, tantas vezes nos apegamos a coisas supérfluas,
como se pudéssemos levar tudo conosco.
Mas, no fim, não levaremos nada.
Nem bens, nem dinheiro, nem aquilo que passamos a vida tentando possuir.
O que fica é o que fomos,
o que fizemos,
o amor que deixamos
e as marcas que plantamos na vida de alguém.
Que a gente aprenda a viver mais,
a amar mais,
a sonhar mais
e a aproveitar o presente enquanto ele ainda é nosso.
Porque a vida passa, o tempo corre
e o relógio não sabe voltar.
E, quando o nosso tempo acabar,
possamos olhar para trás e ter a certeza
de que deixamos o melhor de nós pelo caminho.
Porque, no fim, tudo passa.
E o tempo não espera por nós.
"O tempo não volta".
Quando competimos com os outros, sempre perdemos. Quando competimos com nós mesmos, sempre ganhamos.
“Muitas vezes, o que detestamos nos outros revela partes de nós mesmos que ainda não compreendemos ou aceitamos. Nas relações humanas, tendemos a nos aproximar de quem, de alguma forma, reflete algo que existe em nós.”
“Cuidar excessivamente do outro enquanto negligenciamos a nós mesmos pode ser uma forma silenciosa de fugir dos próprios conflitos.” — Leonardo Azevedo.
Consumimo-nos por algo maior que nós mesmos — pela posteridade, pelo futuro ausente.
Ser poeta é mergulhar no abismo e reconhecer,
no seu riso frouxo, o eco dos aplausos do caos,
sentir no âmago do desespero,
e mesmo assim se sentir contente.
