Nós Mesmos
Perder é, muitas vezes, a forma mais discreta que a vida encontra para nos devolver a nós mesmos.
Por isso, quando algo deixa de nos pertencer, o peso que cai não é ausência — é alívio.
"Infelizmente, os descaminhos da vida são construídos por nós mesmos!"
Otávio Abadio Bernardes
Itumbiara, 28 de fevereiro de 2026.
Sabedoria do Tavinho: "O infinito, às vezes, está dentro de nós mesmos!"
Otávio ABernardes
Gyn, 19 de março de 2026.
Para mim, a morte encerra o corpo, mas não nos liberta imediatamente de nós mesmos. Tudo aquilo que cultivamos de pior nos corrói por dentro e, seja lá o que for o inferno, talvez seja algo parecido com isso: uma prisão na própria consciência.
Se os trabalhadores param de trabalhar, o mundo para de funcionar; dependemos de nós mesmos, e não de quem está no poder.
Clarice Lispector nos convida a desafiar a nós mesmos a viver na nossa própria companhia.
E eu acredito nisso: viver só também pode ser magnífico. É aprender a gostar do próprio silêncio, apreciar os próprios momentos e descobrir que a nossa presença também pode ser suficiente.
Mas, na minha perspectiva, existe algo ainda mais extraordinário: encontrar alguém com quem dividir tudo aquilo que aprendemos a viver sozinhos.
Porque estar bem consigo mesmo é liberdade.
Mas encontrar alguém que queira caminhar ao seu lado, sem tirar de você essa liberdade, é encontro.
No fim, talvez a vida não seja sobre precisar de alguém para ser feliz,
mas sobre encontrar alguém com quem a felicidade faça ainda mais sentido.
O verdadeiro sabor da Vitória, não é o que produzimos para nós mesmos, mas o que deixamos para o mundo.
Vergonha não é sobre o olhar do outro, mas sobre o olhar que lançamos sobre nós mesmos quando nos afastamos do que somos.
No intervalo entre o nascimento e a morte, construímos histórias para convencer a nós mesmos de que nossa passagem pelo mundo possui significado.
A publicidade raramente pergunta quem somos; pergunta qual versão de nós mesmos aceitaríamos comprar.
Tornamo-nos nós mesmos quando o outro deixa de ser objeto de nossa consciência e passa a ser presença indispensável à nossa própria existência.
