Nós Mesmos
Todos nós somos um mar de segredos e nossa imensidão incapacita o próximo e até nós mesmos de nos conhecer por completo.
Nós
Não é tão simples falar de nós mesmos, claro que temos defeitos, qualidades, coisas para melhorar, outras que não podemos mudar, mas quando alguém nos pergunta “fale sobre você”, sempre nos deparamos com o obvio. Na realidade estamos em processo de mudança, hoje podemos ser uma coisa, mas amanhã podemos ser outra. A vida é um ciclo, cabe a nós mudarmos e entender esse sentido. Somos apenas mais um, entre outros milhões, mas com certeza somos aqueles que buscam fazer a diferença.
Nós mesmos nos deixamos levar, nós mesmos não nos deixamos escapar, nós mesmos nos impomos a perfeição e reclamamos quando não está suficientemente bom porém quando está, valeu o sacrifício.
A pior solidão é aquela que experimentamos quando nos afastamos de nós mesmos,quando a gente se perde da gente...
Deveríamos correr por dentro de nós mesmos.
Apagando as cicatrizes que outros deixaram.
Destruindo os pequenos muros que se formaram.
Acabamos traindo a nós mesmos pelas tendências, e mesmo simplificando todos os atos permanecemos agindo de maneira para agradar todo o contexto.
Em segundos podemos perceber o quanto foi importante, cada passo dado de forma solida. Sem seguir a cartilha, de modo que não preciso e nem você precisa de tudo isso.
Individualismo de massa? Não.
Arquitetura de mudança do seus passos?
Eu quero a minha vida de volta!
Nós mesmos somos os culpados das consequências das decisões que tomamos, por esperar demais das pessoas.
Às vezes procuramos tanto a perfeição no outro quando na verdade nós mesmos estamos cheios de imperfeiçoes. Pegamos modelos das pessoas que mais admiramos e amamos, tentando projetar em outras pessoas (coisa que não existe), esquecendo assim de olhar que ao nosso lado pode está o verdadeiro AMOR, aquele cheio de defeitos, qualidades, mas REAL e que por vaidade ou orgulho não admitimos e deixamos muitas vezes passar grandiosas possibilidades de sermos felizes e completos!!
O medo de amar nos torna pessoas insensíveis e frias, geralmente desacreditadas de tudo e todos, esquecemos de sonhar, de acreditar e de fazer valer a pena... As decepções que sofremos com os outros e que nos deixam da forma acima citada, não significam que iremos sofrer igualmente com novas experiências, porque cada dia é diferente um do outro, portanto vamos amar e acreditar mais em tudo que pode nos tornar pessoas mais felizes! Eu acredito e para quem me conhece sabe que "apesar de tudo" eu nunca desisti de amar!!!
Pensem nisso!
Você
Sim, você mesmo. Quem é você mesmo? Afinal quando somos nós mesmos,
se durante todo o tempo temos que seguir os padrões do mundo?
Mesmo quando agimos "por nós mesmos" estamos sendo influenciados pelo mundo e pelo bombardeio de novidades. Moda, cultura, mídia.
Então meu caro, me diga quantas vezes você não quis mandar seu chefe para ... a casa da mãe dele e sua sogra para a Lua sem passagem de volta?
Mas me parece que você não fez isso, sua vontade era grande, mas a respondabilidade com o mundo, com a vida e com as pessoas era ainda maior. O problema é tornar-se escravo de algo ou alguém e esquecer-se de você... Dos seus sonhos, dos seus projetos, e de repente ser um quarentão careca chorando as mágoas do que não fez por culpa de alguém. Mas você percebe que a culpa não é de ninguém, já que as consequêcias são somente suas. Não espere quarenta anos para perceber que não fez a faculdade que desejava porque seu pai não quis. Não fique em casa hoje porque seu signo disse que não era um dia bom para o amor. Não deixe de usar calças desbotadas porque não estão na moda. Não faça com que você perca nenhum pedaço de você, nenhuma lembrança, nenhum sonho. Não deixe a vida lhe dizer não.
O prazer da vida está em ser tudo o que você é, e não o que as pessoas esperam que você seja. Autenticidade. Que não pareça uma mensagem de auto-ajuda, mas de reflexão. Para que você não demore mais um dia tentando satisfazer outras pessoas sem se lembrar do mais importante: ser... Você!
Quanto mais desobrimos, palavras, culturas, mais aprendemos sobre nós mesmos. E menos as pessoas nos entendem.
Talvez tenhamos todas as possibilidades dentro de nós mesmos. Talvez nos caiba o intransponível encargo de descobri-las.
Seremos sempre, por mais que tentemos disfarçar para nós mesmos, o reflexo da nossa essência. Os jogos de dissimulação podem, de início, causar adrenalina, porém, em dado momento, serão enfadantes.
