Nojo do Amor
A aversão é o ponto culminante da raiva. O desprezo é o ponto culminante do ódio. Porém o perdão é o ponto culminante do amor. Quem ama, perdoa.
(http://www.boscodonordeste.recantodasletras.com.br)
Ninguém fala que amar também dá nojo.
que tem dias em que lembrar da pessoa não dói, irrita.
que a saudade às vezes não vem como falta,
vem como humilhação.
porque você se pergunta
como conseguiu sentir tanto
por alguém que ficou tão pouco.
e aí não é amor que machuca,
é o fato de você ainda sentir
enquanto o outro já seguiu.
quando eu pensava sobre a saudade, achava brega.
achava que esse tipo de pessoa era "pateta"
até chegar a minha vez.
é como se fosse um vazio, um frio que congela a alma.
o calor existe,
mas nunca é meu.
me deixa congelando do lado de fora.
a saudade aparece em momentos variados
momentos apertados, falados, criados.
sabe aquela sensação estranha de que aquilo nunca existiu, mas você sente falta?
como se tudo tivesse sido exagero da sua cabeça,
como se você tivesse sentido demais sozinha.
você começa a se perguntar
se foi amor mesmo
ou só carência boba bem disfarçada.
mas se não existiu,
por que ainda pesa?
por que ainda dói lembrar,
por que ainda irrita sentir?
talvez a saudade não seja da pessoa,
mas de quem eu fui enquanto amava.
daquela versão que acreditava,
que se entregava sem medo,
que achava que ficar era uma escolha simples.
e talvez seja isso que mais doa.
Pra ter o corpo quente, eu congelei meu coração,
pra esconder a tristeza maquiagem à prova d'água,
hoje você me vê assim e troca de calçada,
só que amar dói muito mais do que o nojo na sua cara
Tenho nojo de humanos mentirosos.
Que juram e cospem amor na cara da sociedade, que vivem de mentira para impressionar as pessoas.
Acordem! Impressionem a si mesmos ...
Saiam dessa bolha onde vivem, e sejam felizes de verdade.
Desta forma sim, vão impressionar as pessoas.
De mentiras já estamos saturados.
Ando sentindo cada vez mais nojo de toda essa porcaria romântica, do tipo filminho, músicas de amor, casais felizes nas ruas, gente estalando o dedo na minha cara pálida.
Se nunca fui digno do teu amor e compaixão, tão pouco serei merecedor do teu ódio e do nojo que cultivastes por mim, escorpião. Nunca foi de meu interesse retribuir tais afetos e jamais o farei com tais desprezos. Morra ao sabor do teu próprio veneno, meu bem.
Isso me lembrou você
Me lembrou o nojo que tenho de você e de mim
Quero poder remover você da minha memória, quero te ignorar, te esquecer quero vomitar o resto do teu ser da minha alma.
Quero que saia pela mesma porta que entrou, e siga a sua estrada longe de minha.
Mas não vá muito longe, ainda quero poder te observar, mas não chegue perto, isso faria eu quebrar minha promessa
Por que você faz isso?
A despedida que fiz para você, ela está guardada ou ela já não existe?
Eu escrevi minha alma, e transcrevi os mais puros sentimentos para no final ela cair em esquecimento
Eu olho e me pergunto se as palavras gravadas no papel tocaram seu coração da mesma maneira que saíram do meu coração.
Sou um louco esperançoso que busca a calmaria de um bom entendimento...
Não existiu entendimento de você.
Caímos no desencontro eterno....
O que me move é o amor que sinto pelas pessoas que amo, não a "inveja que sinto" daqueles que me causam nojo.
Reflexivo em cada momento
Em cada detalhe
Antes algo que há tempos não me permiti sentir
E que eu era tão bom em sentir
Não me permiti mais fazê-lo
Algo que muitos dizem trazer dor para si mesmo
Dor para o coração
E dizem que "compromete" a alma
E prejudica apenas quem sente
Mas antes, este sentimento foi sempre eficiente para mim
Inclusive digo sempre para aquele meu amigo
"Em tantas coisas evolui, mas tantas outras reprimi
Pudera eu voltar naquele tempo em que quase nada teria espaço aqui
Pois aquele sentimento sempre foi muito forte em mim
Algo absurdamente intriseco a mim
Presente em minha natureza
Natureza tão clara e evidente
Mas há muito tempo drásticamente reprimido
Sem que eu soubesse porque
E antes tão reconhecido por outros em mim
Felizmente ou infelizmente reconhecido"
Mas com o tempo aprendi uma coisa
Chega um momento, em que aquele sentimento que é intrisico em você
Perde o sentido
Pois vem alguém e mostra o quão belo pode ser o sentimento contrário
E o sentimento belo anula o "feio"
E por mais que você seja machucado
Por mais que brinquem com você
Depois que aquele sentimento belo toma conta, é fácil o outro sair
Porque o sentimento belo de fato é mais forte, mais robusto, e mais bonito
E da noite para o dia você desaprende a sentir algo que antes era tão presente em você
Engraçado
É a força de um sentimento de 4 letras sobrepondo-se a outro também de 4 letras
Dai aprendemos uma verdade, um sentimento por alguém pode sempre ser dois
Hora bonito
Hora não tão bonito assim
Mas ambos intensos
E ambos capazes de anular um ao outro
Veja bem
O sentimento não deixa de existir
E sim! É eterno
Apenas muda de estado....rs, pois existe uma linha tênue entre ambos
E não se engane, ambos sentimentos possuem forma e nomes diferentes
Desta forma me sinto livre, de volta às origens
Da última vez me impressionei deste sentimento de quatro palavras não ter se convertido
neste outro de quatro palavras
E foi ai que percebi o quanto aquele belo sentimento tinha tomado meu coração
E foi só tempos depois
Coisas depois
E quase que exatamente agora
Que aquilo que eu estava tão acostumado a sentir e acreditar
Finalmente mudou de estado
Meus amigos, desculpem pela demora, eu finalmente voltei
As vezes insistir no melhor é o pior
Ai percebemos que investir no pior as vezes é o melhor
Principalmente quando não temos escolha
Pois sem que notamos fomos tomados por ele
Contrario ao sentimento ideal
Composto por 4 letras
Para alguns um sentimento desprezivel
Para outros um sentinemto necessário
Para alguns um sentimento natural
Para outros um sentimento adquirido/aprendido
Para outros uma consequência
Assim como o sentimento ideal que temos vontade de demonstrar
Esse é diferente, temos ANSIEDADE de na primeira oportunidade demonstrar
E quando sentimos restar um pouco do outro dizemos:
"Ei, evite estar perto de mim, evite falar de mim, e evite falar comigo"
Pois me conheço em um, e me conheço em outro
E acredite, você não me conhece no outro
O aviso é provindo do sentimento bonito provindo do divino
O não tão bonito assim é provindo da razão, e infelizmente fruto da inconsequência
Finalmente novamente este me tomou
E que fique aqui, e da forma com que nunca fez antes
Por favor, faça morada
Se ela diz que sente saudade, você ainda a tem. Se ela sente raiva, você ainda a tem. Preocupe-se quando ela começar a sentir nojo.
O tempo se retransmiti, a hora decrepitada se resulta em nada, o hoje repugnante que trânsfuga, outrora menciona a um paradoxo hermeticamente insondável, um presente que se retém a um agora inverso de mentiras já provadas, a solidão égide do péssimo, só o vindouro já obsoleto passadismo.
Ode
Noites de desespero.
Outrora fazia-me coita ter
Jamais o subordinarei novamente, espero,
Obscuridade do meu ser
Deveres teres subterfugires algo,
Exímio fidalgo.
Vossa excelência,
Ode eras tuas palavras a mim,
Carnificina de minha complacência,
Escuridão de meu jardim.
Dizem que quando não se conhece,
Estremece teu valor.
Porem a mim foi diferente,
Olho agora para o conhecido
Depreciado, não mais inerente,
E agora apodrecido.
Desacostumei com relação humana
Demonstrações de amor ou carinho
Me incomodam tal qual coisa enoja
Talvez minha mente tenha sido forçada.
Violentamente.
SENTIMENTO DO NADA
Inspiração exige transpiração
Abba! Enojei-me nesta viagem
A musa abriu suas pernas, vi o Parnaso desmoronar dentro de seu
Útero. Fiz poesia sem ser poeta. Comi a musa
[Ou ela me comeu?
Pouco Importa!
Temos filhos agora:
Crise existencial de Sousa
Solidão da Silva Encarnada
Maria das Dores
Zé Pelintra Nosso de Cada Dia.
Por hora (sou) pouco importa: uma poeira descolada
O tempo fez-me Europa!
Por hora (fui) isto importa: uma gotícula no mar
A gaivota não tem misericórdia!
Modelaram-me num tipo humano
Faz graça
Estou imberbe: não fumo, não bebo, não mato.
Reproduzo o existir: como, defeco, amo.
Minhas amantes envelheceram
O cupim devorou minha biblioteca, devorou minha planta, minhas pupilas, minhas
Raízes. Viver além da conta
Há morte aqui
Há morte debaixo do meu travesseiro
Em minhas pupilas mulatas - há morte.
E eis que vivo: posto morto
Já não questiono o Universo
Sinto!
(Italo Samuel Wyatt, A Janela do Éden)
