Ninho
Encontrei um ninho de capote, havia muitos ovos e não era apenas uma que botava ovos naquele lugar. Fiz o ninho da galinha para que ela chocasse dois tipos de ovos. Coloquei primeiro os de capote e após uma semana os de galinha. Aumentei meu pequeno bando de capotes. Eles cantam no Barro Preto todos os dias.
Fragmento do livro "Um ninho de capote" de Mãe Zuza (1914-1990), Maria da Saúde de Araújo, escritora e beata Markenciana.
Você é a árvore que o meu amor fez ninho e desse ninho vida, dessa árvore alimento, e de você o amor que fez o ninho.
Escolha ser feliz ,plante e regue as tuas flores,implante a paz na alma e faça ninho de amor o teu coração.
Ivânia D.Farias
Estava pintando um pardal no ninho. Acabei de pintar o ninho e, enquanto pintava o pardal, ele saiu voando. Foi aí que aprendi... comece por aquilo que pode voar.
(Judy)
Um sanhaço, todo cheio de azul, e pulmões prometidos... nascera num ninho de tico-ticos.
Se sentiu desconfortável, conforme o tempo, naquele limitado ninho, onde só cabia ele... Eram seus Pais para fora, e o sufoco dos outros dois irmãos, pequeninos, dele.
O canto chamou a atenção, naquela singela pracinha, até então, tomada de tico-ticos... Porquê eu sou diferente? Porque meu canto não é parecido? Porquê ninguém canta comigo? Qual a razão que eu existo?
Saiu do ninho, ainda sem saber voar sozinho, mas com a certeza, de que um reino sanhaço iria encontrar um dia (...).
Invejo os que, mesmo com ninho, voam todos os dias para o desconhecido. Apesar do risco de queda, caso as asas falhem, eles preferem viver a vida a estarem somente protegidos pelas árvores.
Refém
Uma escrita minha...
No meio das cinzas ficou...
Ali...
Um ninho desse fogo crucial se criou...
Em meu quadro da alma...
Fiz de reféns minhas frases...
Cada inspiração minha...
Aprisionei por anos...
Assimetria de grande proporção entre eu e elas eu criei...
Ao passar do tempo...
Fui aos poucos me energizando....
A ferida...
Era clara e visível em meu olhar...
Mas o que houve para tal reviravolta
Foram as palavras que deixei no quadro algemadas...
Elas eram de amor...
Eram palavras de calor...
Eram palavras de perdão...
Não eram e nunca foram palavrões...
E nessa jornada....
Criei um refúgio em minha estrada....
Acelerei o pedestal...
Encontrei o meu Amor...
Refugiado dos horrores...
Fiz de meus poemas...
Inusitados doutores...
Cada um deles...
Veio me curar....
E deixei lá fora cair...
Um papel borrado que dizia assim....
' No baile da vida...'
' Somos andorinhas no ar...'
' Voar em direção ao aconchego...'
' Um sim e um não...
' Pode ser a palavra chave da saída...'
' E sem medidas...'
' O coração encontra sua porta...'
' Fato é...
' As palavras tem seu peso...'
' E cada uma...
' Tem seus segredos...
E hoje em meu quarto...
Não sou refém de minhas vontades...
Pelo contrário...
Minhas vontades são minhas reféns...
Se sou refém...
Autor sim...
Daquilo quê me convém....
A paixão pela família...
Na ilusória assimetria...
Não é dela que falo agora...
Mas falo de uma pura...
Harmonia...
E com o telhado tampado...
Uma mistura de doçura...
Eu e minha amada....
Desejos e fantasias....
Linhas retas e cruzadas....
Se chocando na direção...
De uma terna e eterna paixão...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ninho De Amor
Hoje De repente eu parei para pensar,
Que contigo eu quero estar para toda a eternidade
E com você eu quero me casar,para minha casa te levar.
Más aí vêm as discussões e a minha boca diz vai,
Enquanto meus pensamentos dizem fica e
o meu coração diz vem fazer parte dessa paixão
que vem de dentro do meu coração
e juntos formaremos o mais belo ninho de amor
Pássaro....
Passarinho....
Bate as asas de mansinho
Voando daqui pra lá
Esperando por um ninho
Pássaro...
Passarinho...
Abre as asas com coragem
Observador lá dos altos
Vive em liberdade
Pássaro...
Passarinho...
Tuas asas de carinho
Quando param de voar
Se transformam em um ninho
Pássaro...
Passarinho...
Teu canto suave
Enebria meus ouvidos
E mesmo você, Passarinho...
Precisa de um canto pra repousar
E quando suas asas se cansarem
Também sei "Ser ninho"
Essência
Pensar em ti, é doce, é sublime,
é viajar da terra, ao ninho dos anjos.
Pensando em ti vivo.
Reaviva em meu eu,o ser que ama por
inteiro e em ti busca o amor verdadeiro.
O carinho que nos une, não é o mesmo
de outras vezes, é um sentimento forte,
que provoca ciúmes do espaço, que a nós dois,
separa.
Essência de mulher, leve e tênue como as asas
de uma borboleta.
Ao meu lado eu quero que fiques.
Fragrância, não te evapores da minha existência.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U B E
Se amadurar
Dê repente.
Um ninho quentinho.
Um balançar suave.
O aconchego da mãe. E sonhar.....
Era bom flutuar e respirar nesse
Paraiso de amor e ternura; feito peixe.
Sabia não precisar de mais nada.
Já me acostumara. Não sabia o que era.
Mas a gente se acostuma fácil. Com é bom.
Ouvia vozes terna, vinda do lado de
Fora. Momentos de outros tempos.
Sendo tecido, pelos enamorados.
E descansava confiante.
Estava no Paraíso.
Em algum estante. Rompesse feito
Bolsa. E um frio envolve todo meu
Ser. Mãos para todos os lados.
Luzes que faziam arder, minhas pupilas.
E um tapa....
Verte-se pela primeira vez.
Águas da bolsa, por meus olhos.
E dali; em diante.
Ainda sinto a saudade daquele paraíso.
A aprendi a passar.
E; se amadurar.
Para os próximos momentos
descortinando, que
Eram apenas. Formas de adaptação.
Para novos lugares. E para novos sentidos.
Para se alojar.
No ventre da Mãe.
Marcos fereS
Não deixe que o pensamento do inimigo faça ninho na sua cabeça
O inimigo não dorme, fica rondando e buscando, apenas uma brecha, para poder adentrar e fazer suas maldades.
Quando optamos, através do livre arbítrio, obedecer à Deus, a pressão é ainda maior.
É através do pensamento, colocando uma dúvida na sua fé, que ele mais ataca.
Ele usará pessoas de fantoches para suas manobras, tentando roubar a sua paz e comunhão com Deus a qualquer custo.
Se por ventura, os pensamentos negativos pairarem por aí, não deixe que eles cresçam. Repreenda-o e decrete com autoridade, que maior é o Cristo que vive em você.
Feche as brechas, e ele não encontrará motivos para insistir nos ataques contra você!
Aquele que te protege, jamais permitirá que sejas tentado além do que podeis suportar.
CACTOS FERIDOS
Arrancaram-se os cactos
onde era o nosso ninho.
E cortaram-se os espinhos!
Perdi meu diamante nas brumas
de uma noite triste!
Desfolharam a flor estranha,
a mais bela do jardim!
Talvez o tempo! O tempo!
E, nossa casa tão sonhada,
ao som de tristes ventos,
em horas caladas se desmoronou...
Não seremos o que sonhamos:
“Pobrezinhos, de mãos dadas
a andar pelos caminhos...”
Bastavam-nos nossos cactos
onde fizemos um ninho!
Talvez o tempo... O tempo!
Roubaram nossa morada
e a arremessaram aos ventos!
Talvez o tempo... O tempo!
Eu era um filhotinho todo pelado
Eu tinha meu ninho e você do meu lado
Me esquentava no frio, me protegia do calor
Sua asas me cobria da chuva, meu escudo protetor
Você dava sua vida para cuidar sempre de mim.
As vezes ficava abatida, por ficar sem dormir
Nas noites mais assustada, você ficava acordada
Avançava encima do mal, que aparecia nas madrugadas
Demanhã eu estava sozinho
É a senhora voava no além, para pegar meu alimento
Sem ter medo de ninguém
Voltava satisfeita com tamanha refeição
Alimentava-me com insetos e grãos
Assim eu fui crescendo
Entimidando o mundo, minhas plumas aparecendo, para mim era tudo
Passei ajudar minha mãe, sem saber ainda voar...
Ficava junto dela, vendo a noite passar
Confiando um ao outro, com a coragem de um leão...
Enfrentado todos os medos, que apareciam pelo chão
O tempo se passou, em várias estações
Um pássaro se transformou, com grandes dimensões
O vento balançava, meu ninho sem parar
Foi diante desses ventos, que abre as asas para voar
Um ciclo se passou, aprendi a viver sozinho
Foi deixando minha mãe, e abandonando meu ninho!
Aprendendo ser alguém como um grande passarinho
Com uma grande felicidade, mais que tristeza causou
Lágrimas nos olhos de sua mãe
em saber que o filho de baixo das suas asas voou...
Construa uma casa
Que tenha ressonâncias
De sua infância
Que seja tão ninho
Quanto as choupanas de Van Gogh
Ou tão forte
Quanto o endométrio
De seu primeiro abrigo.
Construa uma casa
Cristalina
Como seu coração
Meigo
Grato
Que entoe sempre
O exercício fugitivo das saudades.
Construa uma casa
Onde haja o convívio
Da escuridão e da luz
Onde insetos e nepentes
Travarão um pacto
De néctares e cantos
Ninguém precisará evadir-se
Não haverá amantes trágicos
Ou reféns
Nas manhãs silenciosas de inverno.
Construa uma casa
Onde tudo seja permitido
Bailar com os morcegos
Acariciar as estrelas
Ao som dos soluços da madrugada.
Construa uma casa
Onde possa ouvir
O ruído das águas subterráneas
E o adormecer das cigarras
Onde possa ver um imenso ramo de oliveira
Fraternal,
Devorando a indiferença dos homens.
Livro: O Outro Braço Da Estrela – Poemas
Capa e ilustrações - M. Cavalcanti
