Ninguem Mude por você
Servos de Ninguém (2011)
Tal qual formigas
as mais rainhas do que fadas
serviam somente enquanto aladas
sem asas não mais do que lombrigas.
Por tudo, seguro em vós
Nem sempre um sermão de nós
Alegre e irreverente,
nem sempre serpente a sós.
De outro mundo
de repente, planeta oriundo
com outros sóis,
esperando de repente a voz.
Nas profundezas de uma caverna
da America Central
esticado em uma linha de varal
como vertebra de outra raça espiritual.
De guerreiros semigente semianimal
que usam um cometa em vez de nave espacial
Em sua casa a lava arde irracional
onde a dor é um flagelo incondicional.
E as serpentes que aqui rastejam,
servas e prepotentes da água e da seiva
projetam sua calma em caminhos não mais trilhas
caminhos de veredas patrimoniais.
Que pela mente se protegem dos descasos do destino
que se atinam pela falha de seu sexto tino
que embora não recordem o badalar do sino
sabem que é a fuga do trilhar do hino
aquilo que lhe faz como se queira adulterino
não mais que uma sombra, um mero albino.
E onde fostes tu caminhar-se
em um beco escuro
que por cima do muro
se faz negro com relações as forças
que ja se perdem a direção
entre tantos sentidos
nada mais é união
Nada mais é uno, nada mais é ino
nada mais é indo
tudo há, sempre hão verdades de aparecer
lúcidas e sandálias, sândalos da maré
que aconchega as noites frias
na baía de uma praia qualquer.
Ninguém deveria cobrar o mínimo.
Minguém deveria agradecer por receber o mínimo.
Ninguém deveria cobrar agradecimento por proporcionar o mínimo.
"Não é sobre inveja. Ninguém inveja pobre. É sobre despeito. Não é sobre o quanto você é grande.
É sobre o mínimo que faz, despertar no bom, o bem e no ruim a sensação de irrelevância, não é sua responsabilidade, mas deles. Preserve os bons, os ruins, apenas deixe que saibam que você os reconhece."
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O tempo não pára
Nem por ninguém
Nunca irá esperar
Não é a vida
Para ela o bastante
Para continuar
Sua jornada
É sim poder
A cada anoitecer
Olhando o céu agradecer
Mais uma vez
Poder a lua ver
Olhando as estrelas
Agora no céu a brilhar
Pede agora a benção
Para de manhã acordar
Poder ver o sol nascer
Sentindo então
Que a vida só é pouco
Mas a poder viver
Já é seu bastante
Por tal motivo
Sempre consigo
Tem por companhia
Seu propósito
Sua razão
Seu prazer
Sua paixão
De a vida viver
Com intensidade
Ela faz questão ter
A alma quieta
O coração palpitando
Respirando paixão
Transpirando amor
Por vezes também
A saudade
A tristeza
Chegam do nada
Invadindo seu espaço
Ela sorri
Ela chora
E sente depois
A alegria de ter
Tanto orgulho
Tanto amor
Em si mesmo
Para continuar
A a vida viver
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Gratidão
Por mais um dia
Vivido hoje
Por outro mais
Para viver amanhã
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Tc.10042024/59
Certamente, ninguém saberá quantas vezes eu viajei ao som de "Seresteiro das noites". Embora não seja música da minha época, ela, e muitas outras, tocam profundamente meu coração.
Vontade, desejo, ilusão de ser igual. Ilusão, é o que temos em relação ao outro. Ninguém é igual, podemos parecer fisicamente mas, a essência, a alma, o intelecto de cada um é único. Não, não se pode copiar, copia-se apenas quando não há talento, e o talento é um dom, que por sua vez nascemos com ou não. Não julgue por ser diferente, você tem sua beleza, seu dom, eu a minha, o meu dom: entender que viemos de uma mesma energia, mas somos diferentes, e o encantamento é justamente esse... mostrar a diferença, não tentar ser igual ou copiar.
Flávia Abib
Ninguém se recupera do mal de nascer, chaga capital entre todas. É, no entanto, com a esperança de nos curar dele um dia que aceitamos a vida e nos submetemos às suas provações. Os anos passam, a chaga permanece.
Até o juízo final temos que lidar com fragmentos da verdade, ninguém tem domínio e o árbitro da verdade, a verdade pertence a todos da sociedade e a cada um será julgado diante sua verdade e o uso do livre arbítrio, direis a verdade e a verdade os liberta...
13/04/2024.
Sou fidalga não entro em duelos com ninguém. Sou elaborada, bem resolvida, não é uma vírgula na fala que fere-me. Para chegar até mim só através do coração.
Flávia Abib
Procuramos a felicidade durante toda a vida.
O que ninguém sabe é que, a graça está em procurá-la e não em obtê-la.
Na cadeira onde Deus inscreveu Seu nome, ninguém se assenta,
Uma faculdade sem livros, onde o conhecimento é farto.
Em lugares errados, buscamos as respostas certas,
E somos enganados por mentiras que se vestem de verdade.
Nós queimamos sem chamas, vivemos sem almas,
Em um mundo onde a essência se perde entre palavras vazias.
No presente amargo de um futuro incerto, enfrentamos momentos inesperados,
Navegando pelos rios da vida, onde as correntezas nos desafiam a ser fortes.
Para onde vamos com os ensinamentos que temos, o que faremos?
A vida é a sombra da morte, a doença a ausência de saúde.
Tudo se desenrola em seu tempo próprio, tudo tem sua hora,
O mel tem sua doçura, assim como o fel cumpre seu amargo propósito.
