Nietzsche Corpo Mente
Minha alma navega em meu corpo no Gnóstico, conscientemente e incondicionado pelas frequências transcendentais em que minha alma Psiconáutica busca novas formas de pensar diferentemente.
A VISÃO DO ESPÍRITO SOBRE O PRÓPRIO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O trecho de número 309 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das mais significativas lições sobre a diferença ontológica entre o ser essencial e o invólucro material. Quando Kardec pergunta sobre a consideração que o Espírito nutre pelo corpo ao qual esteve ligado, a resposta é clara e despojada de sentimentalismo: o corpo é visto como veste incômoda, uma espécie de instrumento necessário, porém limitado, que cumpriu sua função durante a etapa terrena. A expressão veste desconfortável tem força filosófica, pois revela a consciência do Espírito diante da natureza transitória da matéria, conforme a tradição espiritualista e segundo a tradução criteriosa de José Herculano Pires.
A continuação aprofunda a questão. Indagado sobre o que sente ao contemplar o corpo em decomposição, o Espírito responde que quase sempre permanece indiferente, * esse quase sempre merece um estudo com uma percepção mais profunda dentro das obras Básicas * , pois aquilo que jaz não o representa mais. A decomposição se torna fato natural, não motivo de horror. É o reconhecimento de que o elemento corporal pertence ao ciclo universal das formas, enquanto o princípio pensante prossegue adiante.
Esse conteúdo permite duas conclusões essenciais. Primeiro, a libertação da matéria não implica desprezo, mas compreensão filosófica da sua utilidade temporária. Segundo, a recordação da existência corpórea se torna lúcida e serena, uma vez que o Espírito, liberto, percebe com mais clareza o papel pedagógico das vivências físicas no processo de aperfeiçoamento.
Em um gesto simbólico e poético, o corpo de Marie Curie repousa em um caixão revestido com chumbo, preservando o que restou da energia que um dia iluminou a humanidade. Ao lado de Pierre, descansa no Panteão de Paris, entre os grandes nomes da França — Voltaire, Rousseau e outros imortais do pensamento humano.
Mais do que uma cientista, Marie Curie foi uma alma intrépida que desafiou preconceitos, doenças e perigos invisíveis para revelar as leis ocultas da matéria. Seu legado não se mede em radiações, mas em luz moral e intelectual, que ainda hoje inspira mulheres e homens a crerem no poder da busca sincera pelo conhecimento.
“Entre o corpo e o infinito não há serenidade sem responsabilidade, nem harmonia sem esforço moral.
Agir com calma, compreender o outro, e converter as experiências em degraus de crescimento é o caminho seguro para a verdadeira paz. Essa serenidade não é passividade, mas sabedoria em ação: é a força de quem aprendeu a reagir com luz diante das sombras do mundo.
Entre o corpo e o infinito, o Espírito humano constrói sua eternidade. Cada gesto de cuidado, cada palavra de amor e cada pensamento de fé convertem-se em sementes que florescem no jardim da alma.
A educação moral, a comunicação consciente e a oração sincera são os três pilares de uma nova civilização mais fraterna, mais justa e espiritualmente desperta.
Que saibamos, pois, reencontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito, transformando o cotidiano em um hino silencioso de amor e progresso.
“A verdadeira paz nasce quando a alma aprende a conversar com Deus dentro de si.””
O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
O tempo é capaz de mostrar muito mais do que sua marca no nosso corpo.O tempo mostra a verdadeira face de cada um, mostra aquilo que fica armazenado dentro de cada um. O tempo desfaz enganos, desfaz mentiras, revela caráter e intenções. Ninguém é capaz de enganar o tempo. A única certeza que o tempo nos dá, é que hoje, é o tempo que temos para sermos pessoas melhores.
Realmente o pecado é só seu, mas todo o corpo irá sentir, pois uma parte não está bem. Lembre-se você não é um membro sem corpo, és um membro no corpo que tem como cabeça Cristo.
Prefiro as cicatrizes do corpo, por fidelidade ao Senhor, do que as cicatrizes da consciência causadas pela infidelidade ao Eterno.
"A traição do pseudo pastor é um veneno mais letal que o câncer. Este, ao menos, ataca o corpo; aquele, a alma, rompendo os alicerces da confiança e deixando a vítima à deriva em um mar de descrença."
No Teu olhar, vejo fogo,
Arames farpados cercam o teu corpo,
Falsos dogmas dominam o teu jeito de enxergar o que é amor,
Te ofereço uma rosa branca, e um jeito novo e real de saber o que é amar.
Provocação e desejo
Convencido da proposta, deixei o meu corpo navegar mar a dentro,
Fascinado pelo teu canto de sereia, senti o teu beijo com sabor de sorvete tomar conta de mim,
Perdido no teu corpo, me achei em teus movimentos,
Conectado com a tua alma, recarreguei com toda a minha força aquilo que me consumia.
Hierarquia
O corpo, um domínio,
o coração, o bobo, a exposição, a fragilidade,
a alma, um reino,
a mente, um rei.
O interessado se direciona:
Oras com olhares, oras com o corpo.
Mas nada se compara a sensação ao ler ou ouvir
Algumas belas palavras.
Não é um Sentimento.
São os sentidos do ser, do corpo.
É uma escolha.
É a razão... a decisão raciocinada.
E, principalmente, lógica intuitiva.
Rugas
Essas linhas que aparecem no rosto e em todo o corpo,
Chegam para todas as etnias e classes sociais e,
Têm o nome de rugas.
E não são rugas de chorar, de sentir e sorrir
São da idade, do tempo que passou e não volta
Então, para que mentir?
Se não sentiu, não chorou e não sorriu
Elas iriam estar aí, do mesmo jeito
Com ou sem esmeros.
Pra que mentir?
Dizer que veem junto a experiência
Fazendo história e blá, blá, blá!
Pra que olhar-se tão vulgarmente,
E desculpar-se das próprias rugas
Provando da baixa autoestima.
Se tens a preocupação de justificar as rugas
Através dos ritos de passagem que envenenou o corpo
Conta outra! É resto, é o espírito que já está morto.
Eu
Sabe quando me conheceu?
Eu era assim, corpo e alma
Hoje sou mais alma e menos corpo
O corpo vai se desfazendo
A alma
Crescendo.
Você me vê diferente?
Continuo análoga
Enxergo-me aquela pessoa
Desbirolada.
Acha que mudei?
Eu não me vejo mudada
O tempo é que foi complacente comigo
E me ensinou a discernir
Coisas boas das que não valem
Nada.
