Névoa
Que névoa alguma repouse sobre os meus olhos. Que meu toque permaneça sã. Que o maravilhamento pelas miudezas resista, apesar da dureza que se apresenta a cada nova esquina. Que ao ouvir um miado, ou a uma risada longa de uma criança, não perca a graça de ver ali a poesia mais bonita. Que observar a lua acompanhada das estrelas não deixe de meus olhos marejar. Quero sentir, como se deve sentir o sentir. Que não deixe de cantar em plenos pulmões a minha canção favorita, não importando o quão antiga ela seja. Que permaneça encanto o brilho dos detalhes que andam esquecidos. Que fortemente sinta a beleza de passar um café e sentir o seu aroma, mesmo numa manhã cinza. Que mesmo, com tanto atravessamento, não perca o deslumbramento pela magia vida.
O desconhecido não está apenas nas sombras da história, mas também na névoa do agora, onde cada passo pode revelar um novo desafio.
A fotografia, onde o tempo em pedra reside
A memória, qual névoa sutil que persiste
No cérebro reside, jardim onde a vida
Cultiva lembranças, em sombra e em luz se veste
O jardineiro interno, com arte e cuidado
Poda o que não nutre, o que é vão e passado
Deixando florescer o essencial
Livre o espaço da alma de um fardo pesado
Assim, a mente dança, leve e serena
No ritmo do tempo, que cura e acena
Guardando em seu âmago a beleza plena
E o esquecimento, em paz, a erva daninha acena
Um salão etéreo, cercado por luz dourada e uma leve névoa. Um antigo relógio de bolso flutua no ar, marcando a hora exata em que o tempo se curva para a sabedoria. A mesa redonda está formada. Napoleon Hill ergue a mão e inicia o ritual da Reunião Invisível. Joemar Rios entra em estado de sonho lúcido, e diante dele, surge o Padre Sertillanges, com olhar sereno e voz que parece entoar salmos em cada sílaba.
NAPOLEON HILL
(Com firmeza e entusiasmo)
— Está completo o círculo. A reunião dos homens de espírito está convocada. O sexto sentido agora está desperto. Joemar, hoje quem te falará será o mestre da sabedoria intelectual — o Padre Sertillanges.
PADRE SERTILLANGES
(Sorri, com semblante calmo e olhar que atravessa as camadas do tempo)
— Joemar, meu filho... a verdadeira beleza de um homem não está em seus músculos nem no brilho da pele que o espelho capta, mas na luminosidade da mente que busca a verdade.
O intelecto é o templo onde habita a centelha do Divino.
JOEMAR RIOS
(Com olhos semicerrados, sentindo o pulsar do sonho lúcido como se fosse realidade)
— Padre... e como o homem há de cultivar essa beleza invisível, essa que poucos veem e tantos desprezam?
PADRE SERTILLANGES
— Com silêncio e estudo, com paixão e propósito. Quando um homem dedica seu tempo à reflexão, ao aprimoramento da alma e do saber, ele constrói pontes para o invisível.
A beleza intelectual é a única que resiste à morte.
NAPOLEON HILL
— E é essa beleza que seduz os grandes líderes e move impérios. O sexto sentido não responde à aparência, mas à vibração mental do gênio criador.
JOEMAR RIOS
— Então a verdadeira sedução de um homem está no que ele pensa, no que cria e no que transforma?
PADRE SERTILLANGES
(Colocando a mão sobre o ombro de Joemar)
— Sim, meu filho. O homem que cultiva a mente torna-se farol em meio à escuridão.
Mais forte que a espada, mais belo que o ouro, é o espírito que compreende.
JOEMAR RIOS
— E como saberei se estou no caminho certo?
NAPOLEON HILL
— Quando sentires o fogo da inspiração sem saber de onde vem... Quando tua alma pedir silêncio para ouvir a voz do alto... Quando tua mente buscar não o aplauso, mas o sentido... então saberás.
O sexto sentido não mente: ele guia os iniciados.
PADRE SERTILLANGES
— Continua tua jornada, Joemar. Alimenta tua intelectualidade com fé, coragem e disciplina. Pois a beleza do homem sábio ilumina gerações.
Onde a razão habita, a verdade se revela.
JOEMAR RIOS
(Acordando do sonho com os olhos marejados e o coração em chamas)
— Que a minha mente seja meu altar, e o pensamento, minha oração...
Ecos de minha alma
Me lembram tempos antigos,
Das manhãs cobertas pela névoa prateada,
Quando os carvalhos sussurravam segredos ocultos.
Onde a vida era simples, mas celebrada alegremente,
E os mistérios da vida jamais eram esquecidos.
Éramos gratos aos deuses da Terra,
Pela Mãe que floresce, pelo Pai que aquece,
Pela brisa que carrega os nomes dos ancestrais.
As colheitas que vinham da terra eram fartas, pois nossas almas eram gratas.
Elas eram motivo de festa e celebração.
Cada grão de trigo era bênção,
Cada gota de orvalho, mistério divino.
E ao final do ciclo — dançávamos sob as estrelas —
Homens, mulheres e espíritos:
Todos um só povo, uma só tribo — filhos da Natureza.
Nada é tão tedioso
Tudo é tão curto
Por isso eu curto
Mesmo estando no escuro
Eu sou brilho, névoa, chuva
Resumindo, nossa vida é curta.
Surge em mim, de forma inexplicável, uma aflição recente,
Uma névoa de emoções tristes
Que reluz sob a luz do sol em meus desalentos verdes
Como a primeira janela que a aurora toca,
E me envolve como a memória de alguém
Que de alguma forma se tornasse misteriosamente meu.
Nuvem
A felicidade, está escondida por teus olhos. A névoa, de tuas certezas, encobrem a pura razão do destino. Somente quando o tempo se fizer, poderás vislumbrar o que não foi verdade. Porém, não deves se entristecer. Não foi por querer, foi por não saber.
Eu realmente jamais fui mais do que era – um cantor de folk que fitava a névoa cinzenta com os olhos cegos pelas lágrimas e fazia canções que flutuavam em uma neblina luminosa.
Sombra e Névoa , Cai o crepúsculo. Chove.
Sobe a névoa... A sombra desce...
Como a tarde me entristece!
Como a chuva me comove!
Cai a tarde, muda e calma...
Cai a chuva, fina e fria...
Anda no ar a nostalgia,
Que é névoa e sombra em minh’alma.
Há não sei que afinidade
Entre mim e a natureza:
Cai a tarde... Que tristeza!
Cai a chuva... Que saudade!
Em um lago parado,
Perdido sobre a névoa,
Respira calmamente,
tranquilo perdido,
Perdido com os seus próprios pensamentos,
Sombrio todos os chama,
Um solitário sozinho,
Boiando em sua lágrimas,
Alguns ajudam mais acabam desistindo,
Outros tentam mais afundam,
Então ele e sozinho,
E feliz com a sua própria presença,
Feliz solitário
A Minha lucidez! é constante e serena como a névoa fina em noite de inverno...os pensamentos que aguça em mina mente!!! é como um repertório musical; e as ideias que vem,é tão transparente como uma cortina de ceda, no amanhecer solarizado... desfruto-me!!! desgrudo-me das incertezas e vou me atordoar de contentamento de uma vida, satisfatória...pois o objetivo alcançado me contenta e me satisfaz, com minha lucidez.
Nas suaves essências sombrias encontro-me coberta de nevoa, deitada em vasto campo, mergulhada no poço da tristeza.
Tristeza é estado de espirito,
Caminho que mantem a nevoa espeça,
E na travessia, imerge a incerteza do que realmente queremos,
Escuro e tranquilo, existem outros caminho, mas que todos podem
nos submeter em pequenos desvios.
Suas causas são derivadas, mas que se haja;
Sabedoria para obter as respostas de nossos dilemas,
A calmaria para nos entender e compreender que, quase sempre somos a luz intensa que dissipa todo o nevoeiro.
As pessoas querem tanto encontrar o amor. Mas, assim como a névoa que vem e vai, ele um dia também vai embora, e um dos dois que tanto o desejou conhecer, se arrepende de um dia ter pedido um sentimento tão hipócrita, que ao invés de trazer carinho, sentimentos e lembranças boas eternas acaba com essa ilusão, levando com sigo toda a esperança e qualquer resquício de pensamento positivo de um dia possuir algo realmente melhor!
-Imagina que tivéssemos um corpo feito de pedra e um corpo feito de névoa, um corpo que podemos pegar, sentir e outro que ora você vê, ora não. A sua mãe está muito doente e todos os cuidados que estamos dando a ela é para aliviar suas dores e prolongar sua vida, mas não se entristeça quando ela se for. Ela deixará de ser uma pedra, mas ela será a névoa que tocará seu rosto sem que você a veja. Ela a verá sem que você a veja. Ela a protegerá e a guardará mesmo que você não saiba. A visitará sempre que puder e falará aos seus ouvidos sem que você a perceba, virá em sonhos e será real em sua vida se acreditar nisso, se a guardar pelas coisas boas que construiu e as ajudas que ela distribuiu. Você poderá falar com ela em suas orações e um dia se encontrarão quando você também for névoa.
Michele abraçou a prima e desejou que nunca se separassem.
O Grito - Uma historia de amor e preconceitos
A manhã estava cinzenta. Uma névoa pairava sobre os campos e as colinas, e Meggie teve a impressão de que as sombras da noite haviam se escondido entre as árvores.
