Nem tudo que Balança Cai
Cai a tarde de domingo...
o tempo escorre,
esvai-se pouco a pouco
como um suspiro antigo
que já não se ouve mais.
A kalanchoe amarela no parapeito
resiste —
minha pequena explosão de sol
em um mundo meio gasto,
meio silenciado.
Pelas ruas,
vagam transeuntes
perdidos em si mesmos.
Já não sabem quem são,
nem quem foram um dia —
apenas seguem.
Lá fora, o vento hesita,
como se lembrasse
de outros domingos idos,
com passos,
com vozes atravessando as horas
sem pedir licença,
avançando sempre...
Há uma beleza única nesse momento —
e ela não grita,
sussurra em amarelo
nas pétalas da kalanchoe,
no breve toque do vento
em meus cabelos
antes de seguir
seu perpétuo curso.
(Kalanchoe Amarela)
Cai a noite silenciosa. Quantos mistérios existem em seu silêncio? O sol se esconde e a noite escura nos convida à reflexão. O dia foi suportável, ainda que em alguns instantes lágrimas molharam meu rosto. A felicidade é frágil e dentro dela se escondem temores. Mas também é nela que se esconde a esperança. Já quase não me movo. Essa apatia vem carregada de densas culpas. Talvez o tempo esteja cobrando seu preço. Sou um ser frágil, enfrentando uma densa poeira, que machuca meu rosto. Nascer diferente com uma frágil esperança de futuro. Entretanto sigo minha sina. Choro quando não é possível conter no peito uma angústia ardilosa. E sorrio de esperança, porque apesar de tudo, a felicidade mora em mim. Queria saúde, queria amor, queria tantas coisas. E às vezes a solução é não querer. Espero um medicamento que me cure de mim. Eu não sou mais a mesma. Desconheço sorriso largos e como uma largarta vou rastejando nesse solo árido. Esperando que um dia enfim eu seja como uma borboleta, grande, colorida e leve. Espero o tempo que esse dia chegará. Até então, não vou descansar. Que venha a noite, escura e densa, meu peito suporta, forte como uma gaivota.
Há pessoas que preferem a falsa segurança do chão a arriscar a subida numa montanha, com medo de cair e se expor ao julgamento, como se o constrangimento de tentar fosse pior que o arrependimento de nunca ter tentado.
A vida de fé não é uma linha reta, sem quedas ou dificuldades. Até o justo cai. Mas o que diferencia do ímpio é que ele não permanece caído. Ele se levanta. Ele aprende, se arrepende, busca forças em Deus e recomeça. Isso é fé. Isso é resiliência espiritual.
Estou me achando um caipora. Mais caipora que aquele que caiu de costas e quebrou o nariz. Caipora por falar com a plebe igualmente a Reis. Dizem que é ser autêntico, digo-lhes não. Caso caiporas querer ser, faze-o como eu!
Fagulha.
Uma fagulha,
Cai do teto,
O fogo do silêncio que consome no ócio,
Não apagou,
Na força do pensamento que não compensa a lembrança,
E o sufoco?
É uma pedra na janela,
Quebrou, sem eu lançar,
Mas, quem foi?
Também não pude alcançar,
Logo agora que só sei voar,
Olhar,
Atento,
A dentro,
No lindo concerto intrínseco que ninguém ouviu.
Eu caí
Eu caí no teu amor pirata
Sabia de todas as suas trapaças
Mas mesmo assim
Sempre achei que no fim do mundo
Nós correríamos com os lobos
E superaríamos os nossos monstros juntos
Cai a noite e a noite é sempre um tempo que volta em meus versos. Cai uma noite densa e fria, refrescante. E acnoite hoje não me amedrontador. Acostumei-me com o seu jeito de estar no mundo. O coração está claro, sem grandes sobressaltos. E me despeço daquela dor antiga que me acompanhava como pertencente inerente do meu ser. Hoje sou contemplação e tenho as estrelas como companhia. Quando eu estou feliz eu não escrevo. Fica aquela impressão que vivo em estado de sofrimento. Mas hoje faz luz em meio peito e registro esse momento de serenidade, antes tão raro, mas hoje já uma presença constante. E agradeço, porque sei reconhecer. Cai a noite densa e sinto uma grande paz. Nada a pedir. Nada a ansiar. Somente sorver o momento presente, cada instante inerente, imanente, que sobre sobre o infinito. Sinto paz e a paz é por si só um poema.
No silêncio profundo da noite escura, tudo é densidade e ausência. Cai a noite cortante, como uma faca a cortar amenidades. Eu no meu quarto sou apenas um instrumento da noite que pode ser música ou ruído. Quando olho sua imagem em um retrato, penso quão longe estamos um do outro. É inútil insistir. O tempo nos distanciou como a noite e o dia, que se encontram fuzgamente na aurora e no crepúsculo. Já não cabe questionar quem errou. Não há erros. A natureza cumpre seu ciclo. E o nosso destino é estar separados. Isso me dói, mas me impele a aceitar os fatos como os fatos são. Com tantas pessoas no mundo, porque o universo ia querer nossas mãos entrelaçadas? Recolho-me a minha condição humana. Eu posso querer o que quero, mas não posso ter o que quero. Isso me impele a uma aceitação dolorosa dos limites do eu. Fico com a lembrança terna do teu ser tão grave. Na sua gravidade encontro respostas para o meu silêncio. Agrada-me mais a sua seriedade do que o seu sorriso, porque em seu rosto sério encontro contrastes e inquietações. Mas você para mim é lembrança em palavras. E ainda assim me alimento do ser que um dia amei. Falar de amor é sempre um solo delicado, dividido entre a prosa e a poesia. A prosa fria, desmistificada. E a poesia buscando o cadenciar de palavras que exprimem verdade. Eu não ia falar de amor. Falaria sobre o universo e suas complexidades. Mas me vi mortalmente terrena, e o peito é a ausência do seu. A eterna incompletude. O amor idealizado encontra sempre as melhores palavras. Tem uma potência maior que o amor concretizado. Ao concretizar, somos humanos demais para manter a chama. Mas digo isso ao meu coração, e ele se nega a aceitar a verdade. Ele quer você aqui presente, seus pelos e sua pele. Seu jeito sério que me faz querer decifrar o que tanto te cala. É um poema de amor. E o amor flerta sempre com o ridículo. E é ridículo amar uma imagem que nunca mais verei. Mas o amor tem esse talento inato de desconhecer fronteiras. É noite e pesa em meu ser essa ausência. E te amo, sem nada esperar.
Tardes com Teu Nome
Há um instante no crepúsculo que cai,
Quando a luz, já cansada de ser sol,
Se derrama nos vidros a cantar
Um segredo que o mundo não sabe ouvir.
É nessa hora branda, quase parada,
Que teu rosto se forma no ar morno:
Não é lembrança, é presença delicada,
Um refúgio de sombra no fim do dia.
Penso em ti — e o tempo se dobra:
O vento traz tua voz nas folhas secas,
A poeira dourada dança devagar
Como gestos teus pela sala vazia.
Ah, que ofício simples e profundo
Deixar que a saudade, lenta, se instale: Pois ainda não vivi.
Não dói, aquece. É um fogo brando
Que a tarde carrega em seu manto largo.
O mundo lá fora se tinge de mel,
As nuvens desfiam algodão doce,
E eu — apenas navego sem pressa
Nesse mar calmo onde teu nome é porto.
Porque pensar em ti à tarde não é fuga:
É encontrar, no meio do dia que finda,
A quieta certeza de que existes,
E que essa luz, por um instante,
É tua mão acariciando o horizonte...
O cansaço é relativo, mais o valor de cada gota que cai de minha testa é absoluto para que chegue os sonhos ao meu alcance.
Quando a chuva cai
Me riacho, me lagoa.
Me sol, nuvem, ainda chove.
Me silêncio, mudo, quando me barulham.
Me ensurdeço o grito, quando a alma grita.
Transpareço triste, me enxugo e cubro lençol, mesa vazia.
Me calor quando viro flor,
me frio quando ninguém viu.
Me esquento quando te sorrio,
me esfrio quanto tu partiu.
Me só quando tu só ia,
me lá para tu voltar.
Me fico para ti morar.
Não sei porque me apaixonei mas esse teu sorriso é lindo.
Eu sei que quando a noite cai acende a luz da falta.
Sem você aqui me da medo da caminhada ( minha gata)
Prende esse cabelo e vem,
quero te curte um pouco.
Agora vem,( vem cá, meu bem, vou te mostrar que sou feliz, mesmo sendo louco.
Ver você é como por sol,
namoro sem lençol,
frio sem ter coberta.
Com você é beijinho melado,
recado amassado, café sem ter caneca.) 2x
Me faz bem, tiver tão bem, depois de uma soneca.
Descansa esses olhos pra noite então chegar.
Te contar mil e uma histórias que guarda na memória, só pra você se apaixonar.
Vou pedir, não liga pro horário se cê ta comigo tua mãe não vai ligar.
Agora vem vem cá
Meu bem,
vou te mostrar que pode ser feliz mesmo com um louco.
Ver você é como por sol,
namoro sem lençol,
frio sem ter coberta.
Me dá beijinho, tem que ser melado,
um pouco lambuzado, não tem hora certa. 2x
Meu bem, vem cá, deixa eu te cuidar.
Vamos ser feliz, sem ter hora certa.
A chuva cai do céu trazendo consigo mensagens de amor e cor. Seus pingos são como saborosos doces que nos trazem calor e alegria. Ela nos lembra de sensibilidade, empatia, intelectualidade e visualidade. A chuva é um símbolo de beleza, amor e esperança.
A chuva, assim como seus sentimentos, é vital e revigorante. Ela cai do céu, assim como suas emoções fluem do seu coração, refrescando e nutrindo a terra seca.
O sol da vida, por sua vez, é o seu calor interior, a força que te move e te aquece, que ilumina seus dias e colore seu mundo. É a luz do norte, o farol que te guia através da escuridão e incerteza.
Viver é sentir em sua forma mais profunda, é ser movido por estrelas de emoções, é dançar sob a chuva de sentimentos e se banhar no sol da existência. Pela vida, com seus sentimentos, ao sol da vida, você é um poema em constante criação.
Assim como o sol, que traz luz e calor a cada novo dia, seus sentimentos mais profundos são a fonte de sua energia vital. Eles são o norte que te guia, o brilho que irradia de seu interior, trazendo vida a tudo o que você toca. Seus sentimentos são como estrelas, sol e chuva, elementos da natureza que, em sua essência, refletem a complexa e maravilhosa jornada da vida.
Como o sol da vida, irradiando calor e energia, assim são seus sentimentos. Como estrelas na vastidão do universo, pontuando a escuridão com um brilho singular, assim é a vida e como você está se sentindo. Os sentimentos fluem como a chuva, em torrentes impetuosas ou em gotas suaves, espelhando as estrelas que refletem na superfície de um lago em uma noite chuvosa. O sol da vida e o nódulo da existência se fundem, trazendo a tona os sentimentos mais profundos. As estrelas orientam nosso caminho pela vida, assim como os sentimentos nos guiam em nossa jornada pessoal. Como o sol da vida, seus sentimentos são uma fonte constante de luz e calor, iluminando cada passo do caminho.
Como estrelas que brilham no céu noturno, seus sentimentos iluminam o sol da vida. Luiz, com seus sentimentos tão profundos como as chuvas, resplandece como as estrelas em meio à tempestade. O sol da vida, fonte de energia e calor, é refletido em cada aspecto da sua existência. No nordeste da vida, um lugar de desafios e superações, encontra-se a profundidade dos seus sentimentos. Cada estrela no céu é como um sentimento, iluminando a noite escura com sua luz própria. E assim, a vida segue, como seus sentimentos que, como o sol, dão vida e cor à tudo ao seu redor.
"Assim como o amor, as estrelas no céu iluminam nosso caminho, servindo como um portal para nossos sentimentos mais profundos. Elas surgem após a chuva, assim como o sol surge após as tempestades da vida, trazendo consigo um brilho único e inspirador. Essas estrelas, que são como a chuva de sentimentos, enchem a nossa vida de luz, assim como o sol preenche o dia. No nordeste da nossa existência, elas resplandecem, refletindo a vida e seus sentimentos mais profundos. Assim, a vida se torna como essas estrelas, iluminada pelo sol, cheia de sentimentos, trazendo consigo uma beleza única e profunda. A vida, assim como o sol, ilumina nossos sentimentos, tornando-os tão brilhantes e intensos quanto as estrelas no céu."
A vida é bela, assim como o sol que brilha no céu do nordeste, iluminando nosso caminho e aquecendo nosso coração. Assim como o sol é essencial para a vida, nossos sentimentos também são, pois eles nos definem e nos dão propósito.
Então, vamos amar com todo o nosso ser, respeitando os outros e a vida como um todo. Vamos educar nossos sentimentos, assim como o sol educa o dia a nascer, e deixar que nosso amor seja tão profundo quanto as estrelas no céu e tão revigorante quanto a chuva caindo.
Verse 1)
Na dança suave da noite, eu vejo,
A chuva cai, como um sonho em meio ao desejo,
Estrelas brilham, são segredos a contar,
No céu infinito, meu amor a flutuar.
(Chorus)
Chuva de amor, desce lá do céu,
Cada gota é um verso, um doce papel,
Sob o manto das estrelas, nosso lar,
Neste universo, vamos nos encontrar.
(Verse 2)
As nuvens dançam, em sintonia com o mar,
Teus olhos refletem o que eu quero amar,
Na melodia suave que o vento traz,
Caminhamos juntos, onde a vida faz.
(Chorus)
Chuva de amor, desce lá do céu,
Cada gota é um verso, um doce papel,
Sob o manto das estrelas, nosso lar,
Neste universo, vamos nos encontrar.
(Bridge)
E quando a tempestade tentar nos separar,
Nossos corações, sempre a pulsar,
Na luz do amanhecer, vou te abraçar,
Cruzando os limites, vamos voar.
(Chorus)
Chuva de amor, desce lá do céu,
Cada gota é um verso, um doce papel,
Sob o manto das estrelas, nosso lar,
Neste universo, vamos nos encontrar.
(Outro)
No eterno brilho, ao nosso redor,
Chuva de amor, um hino, um clamor,
Entre estrelas e nuvens, sempre vou amar,
Neste céu infinito, prontos pra sonhar
Com uma caneta na mão e um coração cheio de paixão, Marcos consegue pintar um quadro vívido de relações humanas, capturando as sutilezas do amor e a importância do respeito. O seu trabalho é um reflexo de sua compreensão profunda desses temas e de sua habilidade para explorá-los de maneira significativa.
A literatura de Marcos não é apenas uma leitura agradável, mas também uma jornada que leva os leitores através de uma variedade de emoções e experiências, deixando-os com uma nova compreensão e apreciação pelo amor e respeito. Ele é, sem dúvida, um exemplo brilhante da literatura que aborda esses temas importantes.
