Navegar
A DESCANSAR NO SONO DOS JUSTOS
No navegar da quietude dos justos,
Uma mente a se levantar sempre para o alto,
Para alegria do Senhor.
E no regozijar do aconchego dos protegidos,
E flutuar no remanso do esteio a prole,
Na valorização do espírito, e desapego ao material,
Caminhar sob a luz divina,
Em direção à verdadeira sabedoria.
E em meio às tentações
Do fomentar da ira e da discórdia,
Um espírito a se levantar,
E uma voz a se fazer sempre presente,
Ao indignar de uma paixão fugaz,
Os atos a contrariar,
E a resistir com a indiferença dos iluminados,
Fazer acalmar coração e mente,
Da tristeza, do ódio e dos ressentimentos,
A voltar-se sempre para o bem,
E a suscitar calmaria e paz,
E então, lograr digno repouso,
No sono dos justos.
E depois de terminado o ciclo da existência,
E a deixar somente valores morais e afetivos,
Poder, enfim, caminhar sem temor algum, em direção à morada do Senhor.
Sim, me livrei daquilo que me prendia.
Agora posso ir a qualquer lugar, voar, navegar...
contemplar de cada momento a sua magia...
meditar e relaxar ,absorver
e observar, ouvir e enxergar...
a consciência e a existência,
o ego e a essência ,o tudo e o nada
era dia, já é madrugada...
Viver é navegar mares encantados,
conduzindo barcos não planejados,
com perícia que não viemos dotados,
para alcançar portos não imaginados.
Nesse amor vou mergulhar, sem medo de ir ao fundo... em teu corpo navegar, onde seja mais profundo... melhor um rio particular, do que o mar de todo mundo.
Ficção e esperança
A ficção é um devaneio,
um navegar nas águas do tempo,
um cavalgar sem as rédeas da razão,
sem o controle dos sentimentos.
É uma ilusão real, um sonhar acordado,
ou uma completa abstração da realidade,
onde se materializa em proza, versos e rima,
a mais fértil imaginação do autor.
Mas a ficção está a serviço da esperança,
e nos permite visualizar num cenário imaginário,
os ideais capazes de gerar uma nova abordagem,
dos nossos próprios problemas e conflitos reais.
Com uma visão mais pacífica e conciliadora,
permite acreditar que o ser humano
ainda é capaz de se relacionar sem interesse,
de desejar apenas uma amizade sincera
e amar sem o intento de querer dominar.
A realidade não muda através das palavras,
mas as atitudes podem se transformar,
se deixarmos as palavras germinarem
e fazerem brotar a esperança
no solo árido do nosso coração.
Céu estelar
Essa noite escura
Escuro está
Mas estrelas ficam a iluminar
Esse navegar de silêncios e ventos.
Com nossa imaginação podemos voar como pássaros ou navegar em nuvens de algodão. Ser felizes, assim como se fosse a vida sempre um sonho bom.
NAVEGAR!
Na rota sublime do amor
o naufrágio da felicidade
fui marinheiro arpoador
no porto da infidelidade
seguindo o barco a vapor
navegando em minha dor
nos oceanos da saudade.
DE UM TUDO PARA A INDIFERENÇA...
Nova manhã de esperança
nova fome de viver
novo rumo a navegar
na certeza que o alvo existe
novas roupagens para das velhas se despir
novo momento recheado de encanto
renovo de um sentimento que era saudade
e hoje não é quase nada
apenas resíduos do que um dia foi instante adorável
e amanhã...
Após o sol do meio dia
sua lembrança queimará como fogo
e como poeira no vento
se desfaz num só momento...
Porque o Oceano é maior que as braçadas individuais, o ser humano (se) inspira e expira por navegar em horizontes intangentes.
Vou navegar no mar do teu sorriso
Esquiar pela tua língua
Voar e pousar no céu da tua boca .
Deslizar pelo teu corpo suave e
Atracar no porto do teu coração.
Quero sentir teus beijos quentes e ardentes ...
Ah !!! Como desejo sentir em mim o toque de tuas mãos.
No turbilhão do coração confuso,
A paixão me envolve em seu abraço terno,
Como navegar neste mar tão difuso,
Onde cada onda é um desejo eterno?
Palavras presas, sentimentos soltos,
No labirinto dos pensamentos incertos,
Onde o amor se entrelaça em seus nós,
E o tempo se detém em momentos despertos.
Ah, doce tormento de estar apaixonado,
Entre a esperança e o medo de arriscar,
Em cada suspiro, um novo significado,
No silêncio, os segredos do verbo amar.
Deixa-me perder nos teus olhos profundos,
Nos traços suaves do teu sorriso sereno,
Neste poema vivo de sentimentos fecundos,
Onde o amor se revela, sublime e pleno.
Não deixe o barco à deriva... O General Pompeu certa vez disse: "Navegar é preciso, viver não é preciso." Mas qual seria o sentido se apenas navegássemos? Eu sempre afirmo que é preciso sim viver... e mais importante ainda é ter um sentido real da nossa própria existência.
