Natureza
O amor é a mais poderosa das armas. Pode ser o amor por um amigo, por um país, por Deus, ou até mesmo pelo inimigo – o amor nos revela a natureza realmente milagrosa do espírito humano.
A calmaria
Em um lugar tranquilo
O silêncio chega de mansinho ao pé do ouvido
Suas águas paradas têm tanta clareza
Que acalmam a alma de quem contempla a natureza
O verde das árvores nos dão esperança
Que dias mais calmos façam a diferença
Felizes aqueles que fazem dessa paisagem
Um lugar de paz e harmonia sem estiagem
Segundo Pedro Pomponazzi, os antigos filósofos fizeram bem em colocar o homem entre as coisas eternas e as temporais, pois ele não é nem eterno nem puramente temporal. O homem participa das duas naturezas e está metade numa e metade noutra, assim sendo ele pode viver na natureza que desejar. Alguns homens parecem dominar o seu lado vegetativo e sensitivo e tendem a se tornar quase totalmente racionais. Outros mergulham nos sentidos e parecem animais. Outros ainda assumem o verdadeiro sentido da palavra homem e vivem segundo a virtude, sem entregar-se totalmente ao intelecto nem aos prazeres do corpo.
(da filosofia de Pedro Pomponazzi)
Senti-la
A onde eu estiver eu posso senti-la, eu posso sentir as montanhas cobertas de pinhos como se cada um deles quisesse tocar o azul do céu. Eu posso sentir cada cervo a percorrer pelos campos, eu posso sentir as águas dos riachos a transcorrer e transcender pelas pedras e rochas. Eu posso sentir o uivo do lobo assim como também posso sentir o zumbido do grilo e o canto da cigarra a noite.
A onde eu estiver eu posso senti-la, eu posso sentir o orvalho pela manhã, eu posso sentir cada beija-flor beijando uma flor. Eu posso sentir o meu coração batendo apaixonado por tudo isso. Eu posso sentir cada grama, cada flor, cada folha, cada árvore e cada animal livre em plena natureza.
A onde eu estiver eu posso senti-la do olho do falcão ao olho do lince pulsando em meu coração. Eu posso ver e também posso sentir a natureza e toda tua riqueza. Eu posso sentir com certeza... eu posso senti-la, a onde eu estiver eu posso senti-la, transcorrendo viva dentro da minha alma.
Eu posso sentir as montanhas, eu posso senti-la cobertas de neve no inverno. Eu posso sentia a fortaleza e também a fraqueza dentro de mim. Eu não encontrei a natureza ela sempre esteve dentro da minha alma e também do meu coração.
No coração dos grandes homens batem um amor intenso pela liberdade. Um amor pela naturalidade e pela simplicidade das coisas. Um homem livre e indomável a não depender de nada a não ser dele mesmo e da sua própria alma. E a sim morrerei livre como um lobo, livre e indomável como um lobo. Uivando nas planícies encontradas pelo meu espírito, um guerreiro, um xamã. O escolhido da natureza o filho e o príncipe do sol.
Enquanto todas as outras criaturas são predeterminadas a serem o que são, o homem tem a capacidade e a possibilidade de fazer-se a si próprio, a sua natureza não é predeterminada. O grande milagre no homem é que ele pode inventar a si próprio, o homem pode construir a si mesmo. Não somos nem terrestres nem celestes, não somos imortais nem mortais, estamos na divisa dos dois mundos. Temos a liberdade de nos fazer conforme nossa preferência, somos criadores de nós mesmos.
O livre-arbítrio, deve obrigatoriamente ser utilizado junto ao juízo... que por sua vez, deve se basear na sabedoria estabelecida pela lógica da natureza, micro ou macro cósmica.
Nega que te protejo? É mentira.
Nega que te velo, te cuspo.
Desossa-me o trauma.
Escarnece a natureza psíquica.
O amor dos animais contém muito da desaprovação pelos seres humanos e é próprio dum melindroso estado de revolta que não encontrou a sua linguagem.
Quando eu era pequena
adorava passear de ônibus com meu pai
ele sempre ia a cidade
eu ficava observando da janela
as palmeiras plantadas no canteiro central da avenida
Como era linda aquela vista
Eu observava os letreiros das fachadas das lojas
e lia uma por uma na velocidade que o ônibus corria durante o trajeto
os meus olhos também eram ágeis como o vento
este era um dos meus favoritos passatempo
Olhava a natureza em volta em meio a tantas palavras
mesmo sem saber o que elas significavam
Quando se tem sete anos de idade e você aprende a ler
você quer mesmo é aprender
Todo o dia acorde com naturalidade, não faça nada que venha a comprometer a harmonia do Universo. Lembre-se: você também é natureza.
Não seja um homem tão frio
que com imundície atua,
não cometa o desvario,
num gesto pobre, sombrio,
de jogar lixo na rua,
de jogar lixo no rio,
poluindo a terra sua!
Seja limpo e não imundo,
não seja irresponsável,
mas busque a cada segundo
um mundo mais agradável;
Com muita água potável,
com rios bem preservados,
sem mares contaminados.
Seja mais grato e gentil,
não seja como um imbecil
Se portando como um bicho!
Mas trate com mais capricho
mais higiene o que é seu,
a terra que Deus lhe deu,
Jogando LIXO NO LIXO!
Os gatos levam uma vida saudável que lhes permite viver sem estresse, porque sua única prioridade é o próprio bem-estar! Por intermédio deles, observando sua rotina, podemos abrir para nós uma outra perspectiva, uma outra visão de mundo, bem como uma compreensão diferente e mais positiva de nós mesmos.
Não perca nunca seu brio
mas assuma o desafio
de viver com mais pureza;
que seja do seu feitio
tratar bem, com mais nobreza,
a floresta, o mar, o rio...
Toda nossa natureza!
O DONO DO RIO
O Dono do Rio
expulsou todo gado,
as lavadeiras de roupas,
os plantadores de batatas,
os jogadores de bola
e dominou todo rio.
Prendeu suas águas,
deixou só um fio.
O Dono do Rio
montou um areeiro
para vender areia
por muito dinheiro.
É caçamba saindo,
é caçamba chegando,
e o Dono do Rio
muito mais enricando!
O dono do Rio
construiu mansão,
comprou fazendas,
comprou muito gado,
mas o rio — coitado!
Só foi afundando,
a cada dia sumindo,
a cada dia minguando!
O Dono do Rio
com seus dragões mecânicos,
com sua ganância infinda,
quando menos esperar
ele vai descobrir
que a areia acabou,
que tudo findou,
que a natureza vingou.
O Dono do Rio
um dia verá
que nada é para sempre,
que não é dono de nada!
Que a justiça da terra
pode até ser comprada,
mas a justiça divina
ela vem e não falha!
AQUELE RIO
Aquele rio de outrora
Que passava no Pilar,
Aquele rio caudaloso,
Que prosperava o lugar,
Trazendo vida, renovo,
Pro ribeirinho, pro povo...
Aquele rio... onde está?
Onde está aquele rio
De meu tempo de menino,
Diferente desse fio,
Neste solo nordestino,
De água pouca, a circular?...
Com máquinas no seu leito,
Arrancando de seu peito
Areias para exportar!
Oh, Paraíba do Norte!
Quem decretou tua morte
Neste solo brasileiro?
Rio preso, encarcerado,
Dia e noite saqueado
Por ganância de dinheiro.
Quando serás libertado
Do poder dos areeiros?!...
Ribeirinhos, defendei,
Trazei de volta ao Pilar,
Aquele rio de outrora
Que prosperava o lugar!
Aquele rio vigoroso,
Que seguia, majestoso,
Livremente para o mar!
ESSE RIO QUE EXISTE AGORA
Esse rio que existe agora
tão diferente na lida,
será o mesmo d'outrora,
da nossa infância querida?
Esse rio que existe agora
d'água suja, poluída,
será o mesmo d'outrora
ou é outro rio sem vida?
Esse rio que existe agora
sem ter mais força no ventre,
será o mesmo d'outrora
ou corre morto somente?
Esse rio que existe agora,
sem árvores em suas margens,
será o mesmo d'outrora
ou será uma miragem?
Esse rio que era tão limpo,
d'água pura, cristalina,
não sacia mais a sede
desta terra nordestina!
Esse rio que era tão cheio
de tilápia e de pial,
por que está assim deserto?
Nos responda o homem mal!...
QUEM ESCUTA A VOZ DO RIO?
Quem escuta a voz do rio,
Quem escuta a sua voz?
Do rio que está clamando
Por socorro a todos nós!
Quem escuta a voz do rio
E dele se compadece?
Pois o rio está clamando
por socorro, pois perece!
Quem escuta a voz cansada
Das águas tão poluídas?
Quem escuta a voz do rio
Lutando para ter vida?...
Quem escuta a voz do rio
Nos clamando, em desespero,
Consumido pelas dragas,
A ganância do areeiro?...
Quem escuta a voz das águas?
Quem escuta a voz do leito?
Pois quem deixa a voz do rio
Adentrar para o seu peito?...
Atentai pro seu clamor,
Criança, jovem, adulto;
Não deixem o rio morrer,
A terra ficar de luto!
