Naturalmente
Existem pessoas que brilham, brilham naturalmente.
Brilham até em dias nublados e quando estão tristes.
Brilham em meio a multidão, às vezes elas não têm nada (mas tem tudo).
Não têm uma casa de luxo, um carro do ano, a bolsa de marca.
Mas essas pessoas têm algo inexplicável.
Você as olha e é sempre um enigma
Você as analisa e não as decifra
Você as questiona, mas ainda continua tudo uma incógnita.
Você só sente!
Sente uma energia imensurável
É um brilho que se emana desses seres, que encanta como o brilho das estrelas, no céu escuro em um horizonte plano e silencioso.
É um brilho profundo, mas tão leve que penetra facilmente nas nossas almas.
É o brilho de seres que já foram e são luz há milênios.
Enquanto nós mesmos não definirmos um ponto inicial, um jamais existirá naturalmente para explicar os outros.
Deixe as coisas acontecerem naturalmente. Tentamos controlar muitas coisa que, na verdade, não estão sob nosso controle.
É uma ilusão pensar que podemos controlar tudo. Na maioria das vezes, só conseguimos esperar e observar. O momento em que estamos é o único momento que podemos influenciar. De que adianta tentar controlar uma situação quando não sabemos o que vai acontecer? A vida é cheia de surpresas que são impossíveis de imaginar. Com isso em mente, lembre-se de soltar um pouco do peso que está nos seus ombros, concentrando em você e no presente.
A ideia de que é preciso apenas desenvolver o bem que existe naturalmente dentro da pessoa é um engano fatal.
Na escola da verdade a mentira é confrontada o tempo todo e naturalmente vem-se a inexistência do que se foi arquitetado para o mal de algo ou alguém.
Eu o sobrevivente
Sei naturalmente: apenas por sorte
A tantos amigos sobrevivi. Mas hoje à noite, em sonho,
Ouvi esses amigos dizerem de mim: “Os mais fortes sobrevivem.”
E tive ódio de mim.
Não se preocupe tanto em despertar sua clarividência; desperte sua clarivivência naturalmente. Abandone as amarras do medo, e permita que sua essência brilhe livremente.
É noite.
Da minha janela, olho, naturalmente, para o céu tomado de breu.
Avisto uma única estrela.
A resistente. A guerreira.
Não me conformo de vir um céu tão bem acomodado no infinito com uma única estrela luzindo nesta pretude.
Insisto na busca por outras pontiagudas.
Vasculho lentamente, com um olhar indignado, a extensão possível de ser alcançada pelas minhas lentes naturais já tão precárias pelo tempo, dada a minha existência.
Eis que, sem forças e encobertas pelo efeito das luzes artificiais, no seu único e soberano habit natural, identifico tantas outras reluzentes que, sem o poder de reação, inundam o firmamento de pontos inibidos na ação de brilhar. Função exclusiva das mais brilhantes e encantadoras cósmicas que tanto me extasiaram na infância.
Concluo:
O homem e as suas ações daninhas à natureza. Seja no quesito clima. Seja no quesito universo. Seja, de tabela, na alma humana que, através da matéria no seu sentido denominado visão, gosta de contemplar e regressar, via a magia do infinito, ao seu verdadeiro lar.
Pobre são os humano que não alcançam a intensidade mística do mal que causam a este planeta e com consequências por todo o universo.
Quase todo mundo quer aparecer e brilhar, especialmente, nas redes sociais. Porém, ninguém, ou quase ninguém se posiciona "com coerência" entre a sua vaidade narcisista e o que prega mistica e publicitariamente, na sociedade, para os indivíduos do seu metro quadrado, ou para o globo, quando tem espaço nas mídias, em favor do planeta.
Haja involução, ilustrada nas selfies e nas falas sem efeito real.
A mente que se expandindo não naturalmente ou normalmente.
Ela nunca mais volta estado primal, primário ou original.
McR
A tristeza é um sentimento recíproco!
E naturalmente eu me conforto com ela,
Toda vez que me deparo com ela, ela me dá um abraço e me diz que sou humano também.
O mundo é naturalmente tendencioso ao mal, quem se declara defensor do amor e da verdade se frustra como a chama da vela ao tocar a superfície. Nos encontramos acomodados a nossa realidade cotidiana, não buscamos na rotina o verdadeiro motivo pelo qual estamos vivos. Assumir nossos próprios defeitos é o início do processo; existir é apenas ocupar espaço, ser é integralmente existir no seu estado mais puro de consciência.
"Na medida que nos aproximamos mais e mais de Deus, naturalmente vamos nos afastando do que é errado, do pecado."
Que toda energia seja positiva, para que sua positividade enraíze nas sua ações e naturalmente floresça o amor
Sendo eu, me capturei!
Certo dia, naturalmente reivindiquei o meu Ser. Porém, notei que era tarefa difícil. O Ser já tinha sido! Tentei correr atrás dele impedindo-o de escapar, muito tarde! Havia se transposto na lembrança.
Pensei então:
- Fácil! Sondo-me as lembranças e recupero o que a pouco fugira!
Localizei o fio do momento em minha mente, isolei a essência e finalmente senti o que era aquele Ser. Instantes mágicos de uma misteriosa incorporação dos sentidos, até que:
-Cadê!
Sumira em mim o fragmento daquela identidade existencial. Concentrei novamente:
-Preciso lembrar do eu ter sido naquele instante...
Silêncio, profunda frustração, perdi este
momento do Ser, mas:
-Ser não é ser? Sendo assim, não há como ter sido!
Afirmei em tamanha perplexidade ao perceber a absurda simplicidade do paradoxo da existência.
Ora, estou Sendo a todo instante, ininterruptamente. É a misteriosa continuidade da vida. Por isso, estranho tamanha normalidade desta finita, mas também eterna, vibração. Paro! Me observo, e tento me prender na tábua do tempo. Talvez faço isso, para compreender a totalidade de mim:
-Funciona! Sou assim! Eu me lembro!
Disse pra mim rindo, como quem desvendou o mistério, sim, tudo explicado ... me lembro do passado:
-Espera! Ser só pode ter sido porque o capturei dentro de mim.
Ilusão! Não há como prender a essência em
uma lembrança, nesta só há um limitado rascunho da instância do tempo. Enquanto estou resgatando o que aconteceu, continuo a Ser simultaneamente, assim, de espontâneo!
Posso tentar, estando eu Sendo, me copiar como um pintor que registra na tela um momento contemplado pelos seus olhos. Mas durante isso, estou perdendo a vista de mim no que estou a Ser.
Ao que me parece, o passado é uma fantasiosa prisão criada para elucidar um esboço do que Fomos. E muitas das vezes este último se materializa como o que Somos!
Penso que existir é como as águas dos rios, correm sem cessar e de forma única, não refazem o trajeto já feito... não! Não essas águas que foram.
Sinto que precisamos de um certo controle sobre o Ser, por isso criamos o Sido. Curiosamente, desta maneira, trabalhamos
com a morte, ao invés da continuidade. Porque o ter Sido soa como póstumo, ao invés da vivacidade do Ser.
Podemos até pensar que fomos inteligentes ao criar engenhosa estrutura de retenção.
E tudo bem se isso for verdade.
Porém, Ser ao comparar-se com Sido, pode resultar em um sintoma, que talvez explique ao humano a sua crônica crise de identidade.
Somos naturalmente rebeldes
divididos em coisas pequenas, sem conta,
soldados insubmissos em regimento
solto ao vento das barras das saias.
Dançamos em pares sobre pedras,
em risos, em calos e
bulimos com quietos nadas.
Nisto, fazemos ao destino a vontade,
porque a história não se fez quieta,
tão pouco sozinha.
Os excessos de recompensa aos pequenos e inocentes prazeres imediatos, naturalmente nos impedem de acumularmos energia suficiente para a realização de grandes projetos futuros.
Não há nada mais puro e mais bonito do que um sorriso . Quando desponta no rosto naturalmente parece o espetáculo do sol quando nasce . Ninguém resiste. Foi assim a primeira vez que meus olhos viram o nascer do sol no despontar da tua face . Eu me apaixonei imediatamente.
