Nao Vou Mentir
“Hoje não importa quantos anos nós temos, sempre podemos escolher. Desde o momento que comemos a primeira papinha, estamos fazendo uma escolha. Está em cada um de nós a responsabilidade de escolher a sua própria vida, seu próprio caminho. A questão é: ao crescer teremos coragem suficiente para fazer isso?”
Queria estar longe das pessoas quando estou triste porque assim elas não iriam se importar comigo e iria poder ficar sozinho e tentar me reerguer.
Quando você não tem ninguém para quem fazer uma xícara de chá, quando ninguém precisa de você, é quando eu acho que a vida acabou.
Meu bom e velho amigo. Não existe melhor companheiro e confidente, que você, meu travesseiro.
Quando a saudade invade meu quarto no meio da noite e me abraça, é você quem me dá forças para aguentar e suportar a dor.
Só você me estimula a refletir e repensar qual caminho seguir. Suas palavras ditas em silêncio ecoam pelo quarto e me acalmam. Faço minhas confissões de forma reservada à você, que me ouve com tanta atenção.
Já tivemos infinitas conversas e foi assim que você conheceu cada detalhe meu. Se houvesse algum segredo a quem confiar, essa pessoa certamente seria você.
Todas as noites quando estou triste e me deito, é você que me da colo e me conforta. Cada lágrima que escorre do meu rosto é você quem as recebe. Cuide para que não se percam e guarde-as com carinho para que eu possa revivê-las sempre que precisar. Mas deixe-me te avisar: ainda existem oceanos inteiros por chorar e sei que aí dentro há espaço suficiente para caber todas as lágrimas do meu ser.
E eu só escondo o que há em minha mente porque não consigo explicar.
Dificilmente alguém escolhe o melhor caminho sem que algum dia não tenha se cansado dos descaminhos.
Quem aos vinte anos não é comunista, não tem coração. E quem assim permanece aos quarenta anos, não tem inteligência.
Mas não estava triste. Era como se de repente tivesse percebido que vivia, e que aquilo nada mais era do que um capítulo, uma etapa.
Eu não sabia que a saudade incomodava, que o amor era tanto e que a vida doía.
Não sabia que a mágoa machucava, que a lembrança desbotava e que a aspereza enrugava.
Eu não sabia que o caminho era longo, que as pedras incomodavam e as curvas confundiam.
Eu não sabia que o silêncio torturava, o desejo salivava e a distância traria o esquecimento. Também não sabia que a ironia maltratava e que em todos os tempos o fingimento não tinha graça nenhuma.
Eu não sabia que a preocupação esquentava a cabeça, que a noite se afeiçoava com a solidão. Eu desconhecia sobre os interesses fúteis como praga que contaminava os dias. Isso eu não sabia.
Eu não sabia que o choro era sinal de fraqueza. Pensei que arejava a alma, em algumas situações. Não sabia que as mães eram heroínas, mesmo que os filhos nem se deem conta disso, nem que os pais fazem um esforço danado para parecem certos o tempo todo com seus sermões quilométricos.
Eu não sabia que a alma fica doente e o corpo padece com isso. Que o coração é lugar para dúvidas e a razão nunca é obediente.
Eu desconhecia o sofrimento como escada para a felicidade, que o medo fragilizava e que havia um abismo entre o sonho e a realização.
Eu não sabia que o universo conspira a favor de quem faz a sua parte. Que sorte é quase uma fábula e que o discurso só funciona quando é resultado de uma prática.
Não sabia que era preciso tanto esforço para viver em um mundo contraditório.
Não existe segunda chance, existe Idiotice, se você perdoa uma vez ela acha que voce vai perdoar sempre, então, se não deu valor nao da mais.
Há dois tipos de caras: os bárbaros e os cavaleiros. Os bárbaros não se importam, invadem seu espaço. E há os cavaleiros, meio como você, que acham que as mulheres são frágeis e sempre precisam de proteção. (...) Ambos me tiram do sério.
Aquele que vive com medo, não pode chegar a
ser forte. O poder da consciência pode ser ganho só se
se vive sem medo.
