Nao Vou Mentir
Estou aprendendo a ser calma, respirar fundo e ignorar. Afinal, algumas pessoas não merecem palavras vindas de mim, mesmo que essas palavras sejam as piores do meu vocabulário.
Só posso escrever o que sou. E se os personagens se comportam de modos diferentes, é porque não sou um só.
Não deve haver limites para o esforço humano. Somos todos diferentes. Por pior do que a vida possa parecer, sempre há algo que podemos fazer em que podemos obter sucesso. Enquanto houver vida, haverá esperança.
A oportunidade, ela não bate em sua porta. É preciso se dedicar e se esforçar porque ela chega no seu colo.
Na economia de mercado não há outro meio de adquirir e preservar a riqueza, a não ser fornecendo às massas o que elas querem, da maneira melhor e mais barata possível.
Eu não preciso ser Gay para defender a causa dos homossexuais, afinal, que eu saiba, quem morreu na cruz para defender os pecadores não foi um pecador.
Preto e branco, ou cinza se preferir.
A vida não é tão colorida
quanto gostaríamos que fosse.
Mas e se a questão não for a vida em si
e sim a forma pela qual olhamos para ela?
E se as cinzas forem o reflexo complexo
de nosso próprio pensar e agir?
Talvez nosso universo seja preto e branco
por sermos limitados demais para enxergar as cores.
Talvez um dia eu vá rastejar de volta para casa, exausta, derrotada. Mas não enquanto eu puder criar histórias a partir do meu desgosto, beleza a partir da tristeza.
Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero dar amor, afinal, é ele a grande essência da vida. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir.
Sou impreciso, não sei o que quero, não sei do que gosto. Não sei quem amo, não sei quem odeio. Se bobear não sei nem quem sou.
Tenho seis mil setecentos e noventa e um motivos para gostar de você, e apenas um para não gostar. Entretanto, minha fraca memória só me permite lembrar os primeiros.
Te conheço melhor que qualquer um, melhor que você mesmo. Apenas não sei o que fazer com essa informação.
