Nao Tente Adivinhar o que
Cante e conte enquanto há canto e pequenos trechos de uma caminhada!
Não se assoberbe da voz e, tampouco, dos caminhos!
Eles podem, quando muito, com o silêncio isolar-te no mundo ou findar-te pelo cansaço!
Não me imagino sofrente e, muito menos, sofrível. Existo comedindo os espaços e insisto, sobremaneira, para não causar sofrimento e ver as minhas penas misturadas ao cumprimento das dores!
Tenho me suprido com as migalhas que os pássaros me deixam,
mas, tudo me fortalece...
Não há tempo ruim,
Não há tristeza e nem melancolia...
Tudo passa e, sobretudo, não espero tanto dos outros para a correção deste cenário que canta a real cantiga do além!
A fome não me mata e nem a solidão,
não posso ser elementar neste entendimento,
embora seja fato no meu pequeno mundo...
ninguém precisa repartir comigo as minhas dificuldades.
Elas são fruto dos meus equívocos de escolha,
de rumos seguidos sem a maldade existente em grande parte dos indivíduos,
mas,
também,
são equívocos meus!
Não vivo de passado e, muito menos, de futuro. Tenho o meu agora para ir e vir... quem sabe, ele possa ser lembrado como um bom passado e, melhor, como uma visão moderna de futuro quando lá chegar.
O vento avisa. A prevenção é sua. Então, não se sinta incomodada(o) com a tempestade que nasce com o seu sopro de vida.
Se a vida fosse o retilíneo risco que liga as extremidades, talvez, não tivesse tanto sentido o nosso caminhar.
O resto pode não ser o resto para quem dele sobrevive.
Penso com pronfundidade para não ser tão trivial nas considerações da vida.
Amo e isto é o que pacifica a minha alma.
O exemplo educa, então, percebamos os gestos que a vida nos oferece. Não vivemos sem o ar e, nem por isso, ele nos reclama sobre a sua importância.
Renunciamos, muitas vezes, ao amor que sentimos.
Mas não nos esqueçamos de pedir que nos devolvam
para que possamos caminhar inteiros.
Quero andar suavemente neste estribilho que acena.
Fico no espaço que não me incomodam os movimentos alheios.
A escolha é individual.
Não gosto das penas que não assinam.
A expressão do amor não assume a semântica puramente.
Os seus gestos assinalam todo o conteúdo do amor ou da falta dele.
