Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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⁠Oração de um pai que não crê

Eu não acredito em Deus.
Não consigo. Não vejo necessidade, nem presença.
O mundo, pra mim, se explica por outros caminhos — razão, ciência, acaso talvez.
Mas mesmo sem fé, todas as noites, me ajoelho ao lado da cama dos meus filhos e oro.

Não oro por mim.
Não peço nada pra mim.
Minha oração é por eles.
É por amor — só amor.

Porque quando estou com eles, abraçado, sentindo o calor pequeno e infinito desses corpos que nasceram de mim e que hoje são meu mundo, eu percebo uma coisa estranha:
Não acredito em Deus, mas desejo que Ele exista…
Nem que seja só pra cuidar deles.

É contraditório? Talvez.
Mas o amor de um pai não precisa ser lógico.
Ele é visceral, instintivo, manso e feroz ao mesmo tempo.

E então eu falo com Deus.
Falo mesmo não crendo.
Peço: cuida deles.
Peço: livra-os do mal.
Peço: que eles cresçam fortes, felizes, bons.
Agradeço também — por cada risada, por cada abraço, por esse instante sagrado que é vê-los dormindo em paz.

Não faço isso escondido.
Não é um ritual meu.
Faço com eles, por eles.
Eles acreditam, a mãe deles também.
E eu não quero roubar deles esse mundo invisível que tantas vezes conforta.

Não oro por fé.
Oro por amor.
E talvez, só talvez, esse amor que sinto seja a coisa mais próxima de Deus que eu jamais vou tocar.

Inserida por andreerotidesarruda

⁠O que define a justiça em um homem não é o tempo que ele viveu, mas como ele escolheu viver.

Inserida por RobertJesus

⁠Que nossas estranhezas se entranhem para que nossas mesmices não se acomodem.

Inserida por alemedeiros

⁠Fui fã do Zé Béttio e via-o, não somente como um extraordinário comunicador do rádio - ele foi a identidade do homem do campo, da fazenda, da roça, da zona rural ... E das cidades também. Ele foi uma voz inspiradora de anônimo - divertindo e alegrando os seus fãs - com boa música e informações relevantes; um craque semeador de vida.

Inserida por JulmarCaldeira51

⁠Se acredita que todos são falsos, caminhe sozinho. Mas lembre-se: a solidão não prova que você está certo, apenas que desistiu de encontrar o verdadeiro.

Inserida por srdavi

⁠Não precisa mostrar-me que é perfeito, ser humano já é o bastante.
Não entregue uma vida cheia de edições e filtros, agindo com coerência já é o suficiente.

Inserida por lucianofeliciano

O que precisa ser censurado não é o feio nem o belo, mas somente a ignorância do que é censurável.

Inserida por LicinioFM

⁠Não tive asma
Não tive acne
Apenas tive
infância e adolescência

Inserida por joaquimcesario

⁠"Que em seus sonhos o amor não falte, o prazer transborde e eu esteja neles sempre"

Inserida por alemedeiros

⁠"Não se apegue a uma coisa. Apegue-se a várias, pois, se isso que tanto se apegou sumir, há outras que não sumiram."

⁠Quando eu não tiver mais nada de útil a fazer na vida, eu vou encantar inocentes.

Inserida por CCF

⁠”Ser ator, é ter a possibilidade de viver em uma vida, mil vidas que você não pôde viver…”

Inserida por ruan_de_miranda

⁠"Os testes neuropsicológicos são como óculos que ajudam a enxergar, mas não representam o que é visto, pois essa representação depende de fatores que podem não estar só na imagem que está sendo vista"

Inserida por alemedeiros

⁠Se Deus existe ou não existe, não importa. O que importa é acreditar nele.

Marcelo de Oliveira Pimenta

Inserida por MarceloOPimenta

⁠"O nosso pior inimigo somos nós mesmos. Não conseguimos conter hábitos ruins: tais como: os vícios: cigarros, bebidas, má alimentação, jogos eletrônicos (perda de tempo), drogas, preguiça, relaxamento entre outros, que nós levam a derrota e ao sofrimento a médio e longo prazo. Por isso, é de bom alvitre combater os hábitos ruins"

Inserida por Ademarborba46

⁠*Um minuto de reflexão*
Aquele que semeia com consciência tranquila não teme a colheita. Tudo se acomoda a seu tempo, pois a ordem natural das coisas é regida não apenas pela justiça dos homens — da qual, por vezes, alguns escapam — mas, sobretudo, pela Justiça Divina, essa infalível e implacável. Tenha a mais absoluta certeza: a conta, cedo ou tarde, chega.
Assim, recomendo prudência em suas atitudes. Não se esqueça de que caminhamos sobre uma linha tênue: ora vivos, ora mortos; ora livres, ora encarcerados. E, em última instância, ninguém poderá aliviar o peso do seu fardo, senão a sua própria consciência.
H.A.A

Inserida por helio_assuncao

⁠se o amor fosse feito de carvalho
haveria nele uma marca de todas as vezes que eu não desisti

Riz de Ferelas

Inserida por rizdeferelas

⁠um dia vamos
colher rosas
e andar no campo

eu sei que vai acontecer
só não sei quando

Inserida por rizdeferelas

Eu sou o meu sonho. Não posso deixá-lo morrer.⁠

Inserida por AndreyBarrosdeSouza

⁠Vivemos sob a sombra de uma vida que nunca chega a começar, perseguindo um ainda não que se desloca infinitamente. A sensação de estar atrasado não é fruto da escassez de tempo, mas da impossibilidade de habitar o presente, sequestrado pelo fantasma das possibilidades não realizadas. A gente vive com a impressão de que está sempre correndo atrás de algo que sequer começou direito. Um atraso crônico para uma vida que nunca nos foi entregue por completo, apenas esboçada, nunca habitada. O sujeito contemporâneo não sofre por falta de liberdade, mas por seu excesso, uma liberdade que se transformou em obrigação de otimizar, experimentar, abraçar infinitos eus potenciais. O problema não é a quantidade de opções, mas a crença de que precisamos experimentar todas elas para ser felizes. Essa exigência nos fragmenta. Cada possibilidade que se abre exige um eu que se adapte, que performe, que justifique. Estamos esgotados não pela escassez, mas pela abundância. A ilusão da autonomia absoluta esconde uma verdade mais cruel: escolher não é sobre ganhar, mas sobre perder. Cada decisão é um luto pelas vidas alternativas que não serão vividas. Escolher não é decidir o que se quer, é aceitar o que se vai deixar para trás. É reconhecer que cada caminho traçado é um adeus silencioso às paisagens não percorridas. Mas estamos nos tornando incapazes de dizer esse adeus. Temos medo de fechar portas. Só que quem vive tentando manter tudo aberto, não entra de verdade em lugar nenhum. A multiplicidade de opções não nos liberta; nos paralisa. O menu infinito não amplia a existência, mas a esvazia. Por trás do fetiche pela experimentação total, há um pavor mudo ao compromisso, à irreversibilidade da escolha. Tem algo em nós que desejaria não decidir, como se a não-escolha nos protegesse da dor do arrependimento. Mas isso vai nos matando aos poucos, com uma overdose silenciosa de tudo. Porque, no fim, o excesso não nutre; entorpece. O neoliberalismo nos vendeu a ficção de que podemos (e devemos) ter tudo, mas a realidade é que a felicidade só emerge quando aceitamos os limites, quando nos permitimos ser finitos. Essa sociedade produz não vencedores, mas perdedores glorificados, indivíduos que interpretam a hesitação como sabedoria e a acumulação de possibilidades como libertação. Mas estamos criando, na verdade, uma geração de perdedores, de pessoas para quem a vida é uma porta fechada. Não por falta de chaves, mas por excesso de entradas possíveis. A overdose de opções é um sintoma da miséria espiritual de nossa época. O arroz com feijão do cotidiano, o ordinário, o repetitivo, nos apavora porque exige entrega, exige que paremos de correr atrás do próximo estímulo. Feche o outro cardápio. É só outra versão do mesmo prato, apresentado com verniz gourmet. No fundo, é a vida pedindo presença. Mas estamos ausentes, de nós, dos outros, do mundo. Quem insiste em manter todas as portas abertas condena-se a ser eterno espectador de si mesmo, um turista da própria existência. Uma vida cheia de possibilidades, mas sem entrega, acaba rasa. A verdadeira liberdade não está em ter infinitos caminhos, mas em caminhar por um deles, e pagar o preço. No fim, quem vence não é quem tem mais opções, mas quem consegue escolher... e bancar essa escolha.

Inserida por xALVESFELIPE