Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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O semelhante não é igual nem diferente, é uma terceira coisa que mistura as duas. Mas ele também tem em si uma estrutura binária, pois não há semelhança sem dissemelhança.

Inserida por LEandRO_ALissON

SÓ a linguagem não-científica — vulgar ou literária — reflete de maneira adequada a variedade ilimitadamente mutável das aparências fenomênicas sem perder, por trás deles, a unidade substancial da coisa.

Inserida por LEandRO_ALissON

A variedade de aparências que uma mesma coisa mostra a diferentes observadores não é um argumento contra a objetividade do conhecimento. É a PROVA dele.

Inserida por LEandRO_ALissON

Mesmo diante do caos, devemos encontrar a alegria de viver. Isso não significa que devemos aceitar a infeliz realidade. A alegria é combustível para resistência.

Inserida por luizgarcez

"Você não CONHECE sua mãe, sua namorada, seu pai, seu irmão, seus amigos? Conhece. Agora diga: pode PENSÁ-LOS, abrangê-los mentalmente como abrange o conceito de triângulo e defini-los como se define uma palavra no dicionário? Não, não pode. Mutatis mutandis, isso se aplica mais ainda à REALIDADE. Você pode conhecê-la, mas não pensá-la. Por isso mesmo não pode reduzi-la a nada que se consiga 'pensar'. De tentar morreu um burro."

Inserida por LEandRO_ALissON

"A realidade nos transcende e abarca, contém tudo e não se reduzirá jamais a nada que possamos 'pensar'."

Inserida por LEandRO_ALissON

Menina e Moça

Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.

Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem coisas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.

Outras vezes valsando, e* seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.

Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir asas de um anjo e tranças de uma huri

Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.

Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.

Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.

Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.

Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!

Ah! se nesse momento alucinado, fores
Cair-lhes aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar dos teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.

É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!

Machado de Assis
Falenas. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1870.
Inserida por lubaffa

Se ela não pudesse te ver, o que ela veria em você?

Inserida por matheusvcastro

Tem quem procura respostas nos vulcões de uma ilha, e não vê na dimensão do mar que cerca essa ilha, as respostas complementares e essenciais para se entender as marés.

Inserida por CCF

Jamais mando um "foda-se" a quem não gosto. Além de não merecer, não saberiam como fazê-lo!

Inserida por jozedegoes

Não posso e nem irei Salvar o Mundo!
Que Navega nesse abismo profundo.
Mas, posso Ser e fazer a Diferença!
Num coração repleto d'esperanca!
Cobertos com ventos de Bonança.

Geilda Souza de Carvalho.
08/12/2020.

Inserida por geilda_carvalho

De nada adianta ir à igreja se não tivermos um encontro com Deus. O caminho certeiro é aquele que nos proporciona isso...

Inserida por paty_souza

"Se, como dizia Husserl, não há consciência 'em si', consciência vazia, mas toda consciência é consciência de alguma coisa, estão é absurdo dizer que a consciência está 'no' sujeito cognoscente: ela está numa relação que se estabelece entre o sujeito e o objeto, a qual não pode estar inteiramente neste nem naquele, mas simultaneamente nos dois."

Inserida por LEandRO_ALissON

"A consciência cresce na medida em que se reconhece, e não pode reconhecer-se senão abrindo-se permanentemente a conhecimentos que transcendem o seu patrimônio anterior. A abertura para a transcendência – para aquilo que está para além do horizonte atual de experiência – é portanto um dado permanente da estrutura da consciência."

Inserida por LEandRO_ALissON

Se você não busca a autoconsciência, você renunciou à condição humana. Renunciou a principal coisa que Deus te deu, e está cuspindo na cara de Deus. Então, toda a sua moral não vale absolutamente nada.

Inserida por LEandRO_ALissON

Não vamos mais focar no que está acontecendo. E sim, focar em coisas que queremos que aconteça.

Inserida por marcia_de_moraes

"A tristeza da alma no mundo terrestre não vem de que ela 'se aliene' no corpo, mas de que o corpo a frustra e decepciona continuamente, por ser desprovido daquele toque de imortalidade que a alma antevê em si mesma e do qual ela desejaria, em vão, que o corpo desfrutasse também."

Inserida por LEandRO_ALissON

"O eu não poderia ser criado por incorporação de papéis sociais se já não estivesse prefigurado, por um lado, na individualidade física e, por outro, na memória da memória – a recordação de estados interiores revividos na pura intimidade do indivíduo consigo mesmo."

Inserida por LEandRO_ALissON

O eu responsável – a consciência da consciência – não existe como coisa nem como estado: existe apenas como tensão permanente em direção a mais consciência, mais responsabilidade, mais abrangência e maior integração.

Inserida por LEandRO_ALissON

A música, em suma, tem não apenas ordem – o ruído de um motor também tem. Ela tem significado: aponta para algo que vai além dos elementos sonoros que a compõem. A distância entre ouvir sons e apreender uma melodia é a mesma que há entre ouvir palavras e compreender o que dizem – ou, pior ainda, entre compreender o mero sentido verbal das frases e reconhecer a que elas se referem na vida real.

Inserida por LEandRO_ALissON