Nao tenho o Direito de Magoar Ninguem

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⁠Não se esqueça de nada. Lembre-se de tudo e supere. Se não superar, sempre será uma criança cuja alma nunca floresce.

⁠Quando alguém de quem você precisa aparece, chamamos de destino.

⁠Um trauma deve ser encarado de frente, e não mitigado por trás.

⁠Seu corpo é honesto. Quando sente uma dor física, você chora. Mas o coração é mentiroso. Fica em silêncio mesmo quando dói.

(Moon Sang Tae)

As lembranças ruins permanecem no coração por mais tempo.

(Ko Moon Young)

⁠Quando a vida se complica demais, é fácil simplesmente fugir.

Seu pecado é como uma cadeia, só que ele é lindo e confortável, não há necessidade de sair, a porta esta aberta. Até que um dia, o tempo se esgota... e a porta da cela se tranca, então, é muito tarde...

⁠Você parece mais criança que eu. Porque dá para ver que quer ser amado.

⁠Sei que quer viver comigo. Me quer nos seus braços. E quer se divertir comigo. Sua boca pode mentir, mas seus olhos não.

⁠Quando não conseguir se controlar, conte até três.

A gente cansa: a gente cansa de tentar, de fingir que tudo está de acordo. A gente cansa de agradar às pessoas e sorrir para que tudo pareça estar normal. A gente cansa, e chega um momento que você passa a não se importar com mais nada. Não se importa mais com o que vão pensar e nem mesmo com o que sentem. Porque cansamos de insistir no que nos fere.

⁠Se quiser ser linda mesmo, quero que diga uma coisa: “Mãe, eu vou ser uma linda bruxa.”

⁠Quando parecer que quer fugir, eu fugirei com você, sem hesitar.

Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Em qualquer situação, eu aprendi o segredo. Seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso em Jesus Cristo, aquele que me fortalece.

⁠– Por que você está aqui?
– O que acha? Porque senti sua falta.

⁠Sabe por que eu gosto desse restaurante? A faca daqui é incrível. Que linda!

Tentar é romper com os paradigmas do negativismo

A liberdade de escolha é um direito de todos, mas só alguns a exercem com elegância.

O aprendizado é impossível sem o direito de errar e sem uma longa tolerância para com o estado de dúvida.

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.

Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências…

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Essa mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles!

Eles não iriam acreditar! Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação dos meus amigos, mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não o declare e não os procure.

Às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles e me envergonho porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem-estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamento sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente, os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus verdadeiros amigos.

Paulo Sant'Ana

Nota: Crônica intitulada "Meus secretos amigos" publicada por Paulo Sant'Ana no jornal Zero Hora de 15/04/1994 e que faz parte do seu primeiro livro "O Gênio Idiota". Muitas vezes atribuída, de forma errônea, a Vinicius de Moraes, sob o título "Amigos"

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