Não Tenha Medo de Mim
Eu desisti, fiz de tudo e mais um pouco, eu desisti por mim, "por ter feito de tudo e mais um pouco", desisti por andar no escuro do túnel, e enxergar a luz que não encontrei em seus olhos
"Impossível não acompanhar a sua vida, sempre algum detalhe respinga em mim, qualquer um que seja, sempre alguma parte sua chega até a mim, e diante de tanta informação, apenas penso em reflexão, você não foi, você sempre será o meu grande amor"
Tempo
Preciso de um tempo pra mim, preciso chorar sozinha, sorrir das nuvens amar os animais e gostar mais de flores, faz tanto tempo que me sinto menos mulher, faz tanto tempo que nem se quer um botão. Preciso calar minha mente e despir meus atos e completar-me em alguma ação.
Preciso voltar só não sei quantos sorrisos verdadeiros... Mas sei que um dia eu volto a sorrir.
Tenho tantos traumas, tantos fantasmas dentro de mim, sei que um psicologo apenas não basta. Então: Escrevo.
"Ao te ver, me encontrei"
Quando te vi,
algo em mim despertou.
Não sei quem você é,
mas algo em você
me chamou.
Talvez seja por causa
dos seus olhos castanhos
ou do seu sorriso,
radiante e brilhante.
Não conheço seu mundo,
mas queria fazer parte.
Porém, não faço,
e compreendo.
Esse sentimento
me traz paz.
Por isso me sinto
tão leve.
Penso em você,
imagino você,
desejo você,
mas sei da realidade
e do que acontece nela:
não passamos
de dois estranhos.
(A)mar
os males
que vem
pra bem,
sei de mim agora
que toda perplexidade possível
não seria suficiente
para expressar
por mim
o mais dócil
dos sentimentos
e a voz
que grita
na maioria
das vezes
pede socorro
de forma sutil.
Sem essa
de gracinha
você é linda mesmo
e cresce em mim
dia após dia
o desejo
de vê-la
espontaneamente feliz,
parece ilusória
a vontade
de tê-la
em meus braços
pois passo a passo
vou superando
minha nudez.
- VINDE A MIM TODOS VÓS -
O CHAMADO INTERIOR AO ALÍVIO, À RESPONSABILIDADE E À MISSÃO DO ESPÍRITO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Analisaremos esse chamado de Jesus sob a ótica espírita, filosófica e psicológica introspectiva, os ensinamentos evangélicos não se apresentam como consolo superficial, mas como um itinerário profundo de educação da consciência. Eles falam ao espírito em processo de amadurecimento, à mente cansada de repetir padrões e à alma que começa a perceber que o sofrimento não é punição, mas instrumento de lucidez.
Em Mateus 11:28-30, quando se lê. "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei". o Espiritismo compreende esse convite como um chamado ao reajuste interior. O cansaço não é apenas físico. É psíquico e espiritual. Resulta de existências mal alinhadas com a lei moral, de desejos sem medida, de expectativas irreais e de resistências ao próprio processo evolutivo. O alívio prometido não é a supressão das provas, mas a compreensão de seu sentido. Psicologicamente, trata-se do momento em que a consciência deixa de lutar contra a realidade e passa a integrá-la com maturidade.
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim". O jugo, à luz espírita, é a lei de causa e efeito aceita com humildade. Filosoficamente, é a adesão voluntária à ordem moral do universo. Psicologicamente, é a integração entre ego e consciência ética. O aprendizado proposto não é intelectual. É existencial. A mansidão e a humildade de coração representam estados psíquicos superiores, nos quais o orgulho cede lugar à lucidez e a revolta é substituída pela responsabilidade. O descanso da alma surge quando o ser compreende que lutar contra a própria evolução apenas prolonga a dor.
Em Lucas 9:23, a exigência se torna ainda mais clara. "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me". Sob a ótica introspectiva, negar-se a si mesmo significa renunciar aos automatismos psíquicos que aprisionam o espírito. Vaidades, impulsos egóicos, necessidades de controle e ilusões de poder. Tomar a cruz diariamente não é buscar sofrimento, mas aceitar conscientemente as provas necessárias ao próprio reajuste espiritual. No Espiritismo, a cruz é o conjunto das experiências que a alma necessita vivenciar para depurar-se. Psicologicamente, é o enfrentamento cotidiano das próprias sombras sem fuga nem autoengano.
Marcos 16:15 completa esse movimento interior com a dimensão ética e coletiva. "Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas". À luz espírita, pregar não é discursar. É testemunhar com a vida. O evangelho se anuncia pelo comportamento, pela retidão silenciosa, pela capacidade de amar sem exigir retorno. Filosoficamente, trata-se da passagem do indivíduo autocentrado para o ser comprometido com o bem comum. Psicologicamente, é o amadurecimento que transforma dor elaborada em serviço consciente.
Esses ensinamentos revelam um mesmo eixo. O alívio vem da compreensão. A cruz educa. A missão dá sentido. Não há evolução sem responsabilidade, nem paz duradoura sem autoconhecimento. O Espiritismo ensina que ninguém é condenado ao sofrimento eterno, mas também que ninguém evolui sem atravessar a si mesmo.
Quando o ser humano aceita esse caminho, ele deixa de perguntar por que sofre e passa a perguntar para que vive. E é nessa mudança silenciosa de perspectiva que a alma encontra força, sentido e coragem para continuar caminhando, mesmo quando o peso da existência insiste em se fazer sentir.
Mas se a mim me permitir, a vida em redemoinho,
Quero me ir levemente sorrindo,
Como se vão aquelas folhas outonais,
Que varrem as ruas centrais da cidade que habito.
E se não for por ventura, que o coração se reparta,
Quero que árdua em fogo árdua,
A pungente alegria, daqueles que se embriagam,
Simplesmente enamorados na claraboia da lua.
Para qualquer outra pessoa, é lixo; para mim, era a prova material de que o que eu vivi não foi um delírio da minha cabeça.
Talvez uma parte de mim quisesse só sentir o soco de propósito, pra depois poder dizer ‘pronto, já dói, já passou’
Quando ouvir falar sobre lúpus e se lembrar de mim; por favor adicionar em sua lembrança a superação.
Quero ver meu nome vinculado com a força e a coragem, e não com a vitimização.
Nada sobre nós , sem nós.
Não fale por mim... Antes, pergunte quem eu sou. Não escolha o meu caminho sem saber para onde quero ir. Não diga que conhece meus limites se nunca parou para me ouvir.
Eu não sou a minha deficiência. Não sou o diagnóstico sobre a mesa, nem o laudo guardado em uma gaveta, nem a palavra que alguém usa para definir a minha existência. Eu sou uma história. Sou desejos, sonhos e possibilidades.
Tenho uma voz, mesmo quando não consigo falar como você espera. Tenho escolhas, mesmo quando preciso de apoio para realizá-las. Tenho sentimentos, mesmo quando você não consegue compreendê-los.
E quando você faz tudo por mim, sem sequer me perguntar, talvez pense que está cuidando... Mas pode estar me ensinando que a minha vontade não importa. Quando você decide por mim, quem está sendo protegido? Quando você fala em meu lugar, quem está sendo respeitado?
Eu não quero que você me veja com pena. Quero que me veja com dignidade. Não quero uma escola que apenas permita a minha presença. Quero uma escola que reconheça que eu também pertenço, que minha opinião transforma, que minha presença ensina e que minha participação importa.
À família, eu peço: não tenham medo das minhas possibilidades. Acreditem em mim, mas não me obriguem a ser aquilo que vocês imaginaram. Aos professores, eu peço: não planejem apenas para mim. Planejem comigo. Perguntem o que preciso, o que desejo, como aprendo e como posso participar. Aos meus colegas, eu peço: não me convidem apenas por obrigação. Enxerguem em mim um amigo, um companheiro, alguém que também quer rir, brincar, aprender e fazer parte das histórias.
E a você, que trabalha pela inclusão, eu peço que nunca se esqueça: nenhuma decisão sobre a minha vida deve acontecer sem a minha voz. Porque inclusão não é abrir uma porta e esperar que eu agradeça por entrar, iclusão é perguntar se a porta está acessível; é ouvir o que penso; é respeitar o que escolho; é caminhar ao meu lado sem tomar o meu lugar.
Talvez um dia você perceba que a maior barreira nunca esteve na cadeira de rodas, na muleta, no meu corpo, na minha comunicação, no aparelho auditivo que uso ou na minha maneira de aprender. Talvez essa barreira esteja no olhar de quem não acreditou, na palavra de quem me diminuiu, na decisão de quem nunca me consultou.
E quando esse dia chegar, não chore apenas por aquilo que eu enfrentei; chore pelo tempo em que poderíamos ter construído juntos e você escolheu decidir sozinho. Depois, enxugue as lágrimas. Mude a atitude. Abra espaço. Escute.
Porque eu não preciso que você seja a minha voz, preciso que você ajude a garantir que a minha voz seja ouvida. E se algum dia perguntarem o que significa inclusão, não responda apenas com palavras bonitas, mostre uma escola onde ninguém seja invisível; uma família que respeite escolhas, um professor que acredite nas possibilidades, uma sociedade que não fale sobre nós sem primeiro ouvir a nós.
Porque nós não somos apenas aqueles que precisam ser incluídos, nós somos parte da construção, nós somos presença, nós somos potência, nós somos sujeitos da nossa própria história.
E enquanto houver alguém decidindo por nós, sem nos ouvir... que a nossa voz continue dizendo: NADA SOBRE NÓS SEM NÓS. ❤️
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