Não sou nada sem você
Na maioria das vezes eu tenho algum querer, alguma frase que vem do nada quando você esta caminhando na rua com alguém. Normalmente eu tenho um querer, do tipo “eu queria estar em Nova Iorque” ou “eu queria um frango frito”. Mas ontem a noite caminhando do teu lado em silêncio, cada um com seu cigarro, eu não conseguia pensar em nenhum querer. eu não queria nada. Eu tinha você, tua jaqueta de couro e nossos cigarros, pra mim naquele momento o mundo estava completo.
O que adianta viver a realidade onde nada importa? Você é meu motivo (...) Alimenta meu sorriso, minhas vontades e meus desejos. Sou imortal diante desse sentimento, e um mero humano diante de teus beijos, dos teus carinhos, em fim de tudo.
então a gente faz assim:
eu nunca senti nada por você e você se importou o tempo todo comigo
E foi assim que eu aprendi a mentir e você a fingir
Sabendo de mada e de um pouco mais que nada sobre você,
Me aventurei nesse "mar infinito" e agora sabendo que estou prestes a me afogar...
Pergunto-te:
"Se você é o mar, quem poderá me salvar?"
Me pinto, me mudo, caio na gandaia, faço procissão e apareço acompanhado. Nada adianta, você sempre percebe o meu amor.
As vezes procuro
Motivos e expiração
Para escrever
Do nada vem você
Com seu jeito doce de ser
Me entregando um combo
De sentimentos
Tudo que venho escrevendo
Você está lendo
E oprimindo o sentimento
Que sente por dentro.
Nunca se prenda a nada
Nem prenda nada a você
Aprenda que o certo é deixar partir
Que teu coração seja deserto
E que tenha saída
Mantenha sempre aberta
Uma porta de entrada
Mas, lembre-se
Que pra tudo existe sempre
Um outro ponto
Este, o de partida
Assim como toda criança
Que se despede pra brincar na rua
E que nem sempre te escuta
Até que um dia, ela nem te ouve mais
E dessa vez ela parte, mas pra vida adulta
Aquela que você foi um dia
Nem essa jamais foi sua
Mas há de sempre regressar
Por aquela porta aberta que você deixou
Deixe-a
Deixe que ela venha pelo menos de manhã
Mesmo que ela venha cada vez menos
Assim como há pureza
No café que sempre fica
No fundo de uma xícara que você põe
Debaixo da torneira que goteja
E que vai perdendo a pureza
A cada vez que uma gota cai
Que teu coração seja assim
Porque no fim, tudo muda
O ponteiro, a goteira, o movimento de rotação
Algo sempre oferece ajuda
A planta cresce, a folha cai...tudo se vai
Exceto a sua essência, a parte mais bela da vida
Permita que ela sempre volte pra te falar das coisas
Se ela ainda é ou se não é mais aquela
Que teu compromisso seja sempre em deixar partir
Assim é a vida, no fim a gente compreende
Que isso não chega a ser tão triste
E que não existe outra opção
Mas deixe uma porta aberta pra ela
Pra que assim as coisas venham
Sejam belas
e depois se vão.
Edson Ricardo Paiva.
Ninguém nunca cresce na vida do nada, ou você trabalha com honestidade pra chegar lá, ou você escolhe o outro caminho.
“” Quando eu era nada, você era tudo, agora você ainda é tudo e eu continuo sendo nada sem você...””
Prólogo
Que faço eu da minha vida
Onde tudo agora
É nada sem você...
Quem dera eu fosse o autor
E o personagem do roteiro
De sua história de amor...
Mas minha história é a metade
Do meu conto esperando um final
Que só você pode escrever.
Pra ti narrei o meu prólogo
Em cartas perfumadas de amor...
Quem sabe seja agora o seu escrito
Completar a nossa história de “amor”.
Edney Valentim Araújo
1994...
