Nao sou a Mulher Perfeita sou eu

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Sou o somatório de insônias, esperanças remendadas e a vontade absurda de continuar, apesar de todos os prognósticos.

Sou feito de insônias e cafés frios, de orações sussurradas para um teto que nem sempre responde, mas que serve de anteparo para os meus medos. A fé é esse diálogo com o silêncio, onde a resposta não é uma voz, mas a força para aguentar mais um dia.

Sou feito de silêncios mal resolvidos. De palavras que nunca tiveram coragem de nascer. De sentimentos que aprenderam a se esconder para continuar existindo. E, mesmo assim, dentro desse caos contido, há algo em mim que insiste em não desistir.

Vivo sem medo da solidão, afinal sou uma excelente companhia para mim mesmo.

⁠Hoje sou só sossego pois o desassossego desmancha diretamente minha definição.

Sou sensível, atento e me solidarizo com quase todas as dores do mundo. Muitas das vezes, entristeço me, suspiro e sofro emudecido mas sem aparentar. Por que a vida, como ela é desde muito cedo, me roubou para o bem das continuidades, que estão sempre a frente bem mais que as saudades, todos os meus choros com lagrimas.

Sou marchand, e intermédio a compra e a venda de obras de arte em geral. No entanto perante algumas obras primas de arte maravilhosas de grande apelo histórico, qualidade e artístico dentro da verdadeira historia das Belas Artes, para mim o que menos importa é a comissão recebida. Minha maior preocupação, é onde ela será melhor preservada, publicada, exposta e conservada para as futuras gerações. Dito isto, reintegro que se for para ficar escondida como ativo de algum comprador milionário do mercado financeiro, particularmente declino a intermediação. Dinheiro é bom para quem busca dinheiro mas nunca consegue comprar que vive modestamente por valores.

Putz a sanidade e a loucura, andando juntas, sou incompreendido pelos mundo criado pelos homens.

Realmente sou sério mais perto de pessoas retardadas meu qi abaixa.

Sou verso antes da palavra,
eco antes do som,
mistério que se procura
no espelho do próprio dom.

Habito em muitas moradas,
sou plural em cada fim;
às vezes nem me conheço
quando faço poema de mim.

"Sou Poeta sem diploma no canudo, mas cumpro o verdadeiro papel público do intelectual Matuto."
Salvas! A Patativa do Assaré.

Sou Tão Feliz e Grata a Deus Por Ele Nos Abençoar, Curar e Honrar.

Sou Tão Feliz e Grata a Deus Por Jesus.

⁠Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia,
jamais vou me furtar.


Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor.


A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma.


Mas viver não é apenas contemplar.


Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem.


Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida.


Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância.


Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se.


E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário.


Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade.


E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer.


Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto.


Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada.


Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando.

⁠Sou favorável à Democracia e contrário ao Conservadorismo, ao Patriotismo e ao Cristianismo igualmente Fabricados.


Não porque toda forma de Conservadorismo seja necessariamente ilegítima, nem porque amar o próprio país ou professar a fé cristã sejam, por si mesmos, problemas.


O que me inquieta, e muito, é outra coisa: quando essas palavras deixam de nomear convicções e passam a funcionar como Produtos Ideológicos cuidadosamente embalados para despertar medo, orgulho, culpa e até obediência cega.


Há um Conservadorismo que nasce da prudência, da experiência e do desejo de preservar aquilo que possui valor.


Mas existe também um Conservadorismo Fabricado, que transforma qualquer mudança em ameaça, qualquer questionamento em afronta e qualquer tradição em argumento de autoridade.


Nesse terreno, conservar deixa de significar cuidar do que merece permanecer e passa a significar simplesmente impedir que o mundo seja diferente.


Há também uma diferença entre amar um país e transformar o Patriotismo em instrumento de mobilização.


O Patriotismo Fabricado não pede apenas que amemos a terra onde nascemos; exige demonstrações públicas de lealdade, cria inimigos internos e externos e, muitas vezes, transforma símbolos nacionais em uma espécie de salvo-conduto moral.


Como se uma bandeira pudesse substituir uma consciência e um hino pudesse dispensar o Pensamento Crítico.


E há o Cristianismo Fabricado: não necessariamente aquele que nasce da fé, da espiritualidade e da busca sincera pelo Evangelho, mas aquele que é moldado conforme conveniências políticas.


Um cristianismo que fala muito de moral e pouco de misericórdia; que condena com facilidade, mas perdoa com dificuldade; que se preocupa mais em controlar comportamentos do que em interrogar a própria consciência.


Talvez o problema não esteja nas palavras — Conservadorismo, Patriotismo e Cristianismo —, mas na facilidade com que podemos esvaziá-las e preenchê-las com aquilo que desejamos que elas legitimem.


A Democracia, por sua vez, exige algo muito menos confortável: a possibilidade de convivermos com aquilo que não somos.


Ela não exige que abandonemos nossas convicções.


Exige que reconheçamos que nossas convicções não nos concedem propriedade sobre a verdade, nem autorização para retirar do outro o direito de existir, discordar e participar da vida pública.


Por isso, talvez seja necessário desconfiar das identidades que chegam prontas demais.


Daquelas que oferecem respostas antes das perguntas, inimigos antes do diálogo e certezas antes da reflexão.


Porque toda fabricação ideológica precisa de consumidores.


A Democracia, ao contrário, precisa de cidadãos.


E talvez a maior defesa da Democracia não seja escolher uma tribo para combater outra, mas preservar em nós mesmos a capacidade de pensar antes de pertencer, questionar antes de obedecer e compreender antes de condenar.


No fim, uma Sociedade Livre não é aquela em que todos pensam — ou acham que pensam — da mesma maneira.


É aquela em que ninguém precisa deixar de pensar por conta própria para poder pertencer.

Na voz das cunhãs, sou a reverberação
por tontura e falta de respiração.
Sou o poema-denúncia com passos
de todos os bois por vocação.


Pela Amazônia profunda e recôndita,
contra todos os tipos de incêndios:
jamais esqueço que no Norte também
são todos meus irmãos e brasileiros.


Por isso jamais posso virar o rosto,
não posso fingir que sinto desgosto
e negar para ninguém que há sufoco.


Posso ser tudo, só não posso agradar;
e sempre que o peito de quem quer
esteja a queimar porque está faltando ar.

"Sou esposa, mãe, filha, irmã, cunhada, nora, sogra, amiga e companheira.
Sou patroa e empregada.
Sou fina, mas também sei ser bem grossa.
Sou um doce e às vezes bem azeda.
Sou única, sou várias, sou soma,
sou redonda e quadrada.
Te mimo, te cuido, te protejo.
Tudo depende exlusivamente do que você conseguir extrair de mim..."
Haredita Angel
24.09.13

⁠racismo velado.
Só porque sou preto você me olha com nojo se passo na rua você comenta de novo olha lá o Criolo desde 1500 o racismo começou nossos ancestrais lutavam por uma justiça incessante e até hoje a luta não acabou 1800 princesa Isabel assinou o termo mas tem uma coisa que me dá nos nervos racismo velado.
F***-se a norma culta porque na senzala ler e escrever era só uma forma oculta de ser usado como peão pelos senhores de engenho que colocavam os manos contra os próprios irmãos, aí mano isso dói no coração só porque você é branco não significa que é melhor que ninguém não.
Pior ainda é ter que ficar calado vendo a sociedade decaída e o racismo desgraçado droga de arrogância que nunca acaba todo ano tem uma data consciência negra, no papel é bonito mas na realidade quase ninguém se importa o ser humano prefere continuar com a maldade e a empatia segundo eles não importa

Sou tão preguiçoso que sonho que estou dormindo...(Patife)

Me disseram que sou medíocre ao fazer minhas postagens e escrever meus versos, gostei de saber disso, mas te falo com toda minha mediocridade, não escrevo para te agradar, escrevo por ter vida.
(Saul Beleza)