Nao sou a Mulher Perfeita sou eu
Ah, eu odeio música sertaneja;pela sanfona mal usada, pelas vozes infantis e desentoadas, pela letras fúteis (banais, comuns, corriqueiras, ordinárias, triviais, vulgares, etc, etc, etc...) e por sua INCRÍVEL durabilidade na mídia brasileira.!
Eu tô com vontade de sumir, disappear, disparaître, svanire. Que mundo apertado sendo tão grande -não consigo me acostumar com este paradoxo; casa-trabalho trabalho-casa. (...) Vou sair antes que me devore a barata kafkiana.
Metamorfose
Eu vou pensar em te dizer;
Eu vou dizer-lhe o que pensar;
Falar-lhe o que der na telha;
Dizer-lhe o quanto sofro por te amar.
Eu vou fazer mudar e transformar;
Todo o seu modo de pensar;
Mudar tudo, tudo;
Tudo o que você conhece de mundo.
E arrancar o seu verdadeiro eu, bem la no fundo.
Levar-te-ei por lugares jamais visitados;
Por galaxias totalmente desconhecidas;
Fazer você respirar ares diferentes;
mostrar-te-ei o que realmente tem de bom em nossas vidas;
Coisas que ninguém viu e nunca verão;
Descobriremos um mundo magico;
Onde as pessoas saibam se amar;
Amar, amar, amar;
Eis a questão.
Que quando a angústia passar, a maré abaixe, a tempestade cesse, o choro seque e, sobretudo, eu ame.
Q'eu me descubra todas as vezes em que me perder, e sendo assim, que eu apenas volte a forma anterior, sem perdas, sem danos.
Uma vez, um professor de português me perguntou como ficaria "eu amo" no passado, eu respondi "eu amo". Todos riram, disseram que estava errada e responderam ao professor "eu amei". Eu sorri de lado, e lhes disse que errados estavam eles e que eles não entendiam nada de amor porque não existe amor no passado, quem ama, ama pra vida toda.
Eu andei só.
Andei com medo, no frio.
A garganta já dava um nó
E o coração, coitado, vazio.
Meus pés descalços sofriam
Minha boca, tão seca, rachava.
No meu pensamento, pessoas riam.
E eu ainda não sabia onde estava.
Restos humanos espalhavam-se pelo chão
Um sinal da quase unânime desistência.
E, em busca de evasão
Tentava ativar minha inteligência
Eu já não tinha mais controle
As pernas, esbanjavam teimosia
Tudo parecia desmoronar
Corpo e mente estavam fora de sintonia.
Perdi meus óculos, levados pelo vento
ESte que levou também parte da visão
E ali, ao relento,
procurava uma saída daquela imensidão
A lua brilhava com um ar sombrio
Era evidenciada no céu fechado
Refletia na nascente do rio,
Sujo, imprevisível, maltratado.
A fauna local era medonha
Pior que ela, só a flora.
De marcante, uma coruja tristonha
Encima de uma árvore senhora.
Eu continuava caminhando
A cada passo, menos esperança
A força ia, com rapidez, cessando
Na mente, sequer uma boa lembrança.
E eu, àquela altura,
Já não tinha família.
Andava só, numa realidade obscura
Sem pai, sem mãe, nem filha.
Após dois quilômetros, talvez três,
Encontrei uma caverna
E ali, encima de uma pedra
Havia uma pequena lanterna.
Era uma velha lamparina
bem resistente, por sinal.
Tudo parecia ser uma sina.
Uma sequência.
Início, meio e final.
Eu segui pela gruta
Quase para desistir.
Com o sentimento de luta
Mas, com o mundo a ruir.
De repente, algo inusitado.
Um espaço arejado abrigava um violão
Deixei minha lamparina de lado
E, com certa estranheza, sentei no chão.
Um acorde aqui, outro acolá
E eu me renovei
Senti que algo bom ia chegar.
Continuei...
Dali, uma voz me guiava
Uma voz rouca, marcante.
O sorriso, que se ausentava
Surgiu por um instante.
Eu já estava esgotado
As pernas destruídas
Imundo, pessimista, desolado.
O corpo cheio de feridas.
Até que, como mágica
Uma luz irradiou
Aquela história trágica
teve um fim, acabou.
Andei por mais uns cinco minutos
E cheguei a um parque natural
Era tudo muito lindo, perfeito.
Paraíso no meio de um arraial.
Tudo era cheio de vida
Do grão de areia à bela lagoa.
E a vida passada, já esquecida.
Foi trocada por uma sensação boa.
A felicidade finalmente apareceu
Como toda flor tende a brotar.
E todo aquele breu
Foi-se pra nunca mais voltar.
Eu consegui! Triunfei!
Estava risonho como uma criança
E tudo isso que conquistei
foi devido à fé e á esperança.
Pois, quem acredita, sempre alcança!
Quando eu tinha 18anos pensava que tudo tem seu tempo pra acontecer,tudo no tempo de Deus,e agora com 31anos ja não sei mais no que acreditar e nem o que pensar...não sei se acredito mais em relacionamentos.
Uma armadilha
Meu amor, eu tentei com todo o meu ser
compreender uma forma comparável à tua,
mas nada parece digno;
Agora eu sei por que Shakespeare não poderia
comparar o seu amor para um dia de verão.
Seria um crime para denunciar a beleza
de uma criatura como a ti,
simplesmente jogar fora a precisão que
Deus tinha colocado ao forjar você.
Cada faceta do seu ser
se ela física ou espiritual
é uma artimanha
de que não há nenhuma liberação.
Mas eu não desejo ser livre.
Gostaria de ficar preso para sempre.
Com você por toda a eternidade.
Nossos corações, sempre como um.
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