Nao sei o que fazer tenho dois Amores
O tempo passa, e dói, dói muito saber que o tempo está passando e não tenho você.
E isso me dá uma louca vontade de sumir.. sem deixar pistas.
O que esperam de mim
Se sabem que vou ajudar
Carro, mansão, oh ouro
Isso eu não tenho pra dar
Conheço vocês muito bem
Mais o que conhecem de mim
Só não sei o que fazer
Quando eu estou assim
“Ajudo todo mumdo”
Só não sei mim ajudar
Aguento as dores dos outros
Mas a minha não sei suportar
O que faço agora
Se tudo pra mim é prisão
Chorar pelos cantos sozinho
Sem ter nenhum que mim dê a mão
Não sei o que fazer!
Só sei que sou assim!
Ajudo aquele que precisa!
Mas não sei ajuda a mim
' Não tenho medo de ir ao céu, mais sim, tenho curiosidades em saber o que lá tem, se aqueles que não estão a voltar é porque lá deve ser bom '
“Mas você sabe muito bem que não tenho talento nenhum pra ser escritor…então por favor ajude a escrever minha história.”
É ela, tem que ser ela. Mas já foram tantas, como pode ter certeza? Não tenho, mas olha só o jeito que ela sorri.
Minhas frases ás vezes, podem não ser muito boas, mas é tudo que eu tenho para oferece.Se não gosta, simplesmente não leia.
SOBRE A RELIGIOSIDADE DO BAIRRO COPACABANA EM BELO HORIZONTE, MINAS GERAIS...
E eu que não tenho religião
[...] Parei para observar a procissão que tomou conta de minha rua ontem e por todos os lados que olhava, via pessoas com velas acesas às mãos cantando uma canção em tom de ladainha, capaz de inquietar qualquer um. Repetiam sempre com muito entusiasmo um refrão melodioso, acompanhado sempre pelo som de um violão extremamente afinado seguiam rua acima, passo a passo, verso a verso incessantemente.
Feito quando era criança, fui transportado à varanda de minha casa e convidado a ser expectador daquele evento. Maravilhado em ver tanta gente agindo em cooperação, tive a sensação de estar novamente em comunidade. Com o movimento de tanta gente junta todas as casas do entorno, postes de luz, asfalto e concreto sumiram. Tudo parecia como antes, intocado!
O mato alto nos lotes vagos, o caminho escuro de terra vermelha e argila cintilante, o barro na sola dos sapatos dos adultos, o vento, as minas d'água por todo o percurso, os sapos coaxando, os vaga-lumes brilhando no céu à frente de todos, o cri-cri... dos muitos grilos existentes, o cheiro de Dama da Noite, o incômodo do pinga-pinga da parafina das velas derretendo e queimando os dedos, o medo à véspera da sexta-feira da paixão.E até mesmo o velho campinho onde aconteciam as barraquinhas e feiras do bairro estava lá. Tudo parecia exatamente como antes.
Quis seguir o cortejo e cantar com eles suas cantigas celebrando a alegria de estar em comunidade novamente, por alguns instantes esqueci, inclusive, que eu não era católico e que havia optado há muito tempo atrás por não ter mais religião, optado por ser sem religião. E devido a essa minha decisão anterior, não conseguia compreender aquela minha aflição emotiva; não fazia muito sentido para mim estar tão tocado com tal acontecimento. Talvez fosse isso... Não era um simples evento casual, era um acontecimento, como antes!
Os meus olhos marejaram de ver, de ouvir, de sentir tanta energia positiva em trânsito. E mesmo quando passou pela rua o último integrante do cortejo e sumiu na curva dos olhos após virar a esquina da rua de cima, seguindo em direção à rua de baixo, no rumo da capela da única praça do bairro, ainda era possível ouvir os passos da multidão e o clamor da ladainha efusiva ecoando pelo ambiente e atingindo aguda os canais auriculares das pessoas, nas muitas residências hoje existentes. Quando tudo acabou... a vontade era de chorar. Mas sentia-me bem demais para tal.
"Hoje eu não tenho mais um olhar julgador sobre coisas ou pessoas, apenas o meu silêncio reina a mercê da vossa interpretação".
Muita gente acha que me conhece, mas eu mesma sou um mistério pra mim. Não tenho o psicológico tão bom assim para se quer tentar me avaliar.
De novo comigo não por quê não tenho sorte no amor "não tenho não" , e toda vez que o meu coração, se entrega a uma paixão e me deixa na solidão.
A vida é essa contante troca de cenários. Eu ainda tenho essa fraqueza. Aceitar mudanças. Não de casa, não de cidade. A mudança que me desnorteia é a das pessoas. Que bom seria se todas continuassem como aquelas que ainda habitam nas minhas memórias, rindo, brincando, correndo. Sem mágoa. Sem intriga. Sem fofoca. Talvez as pessoas matem muito sua essência quando crescem. Talvez olhem muito para si e menos para os companheiros de jornada. Minha fraqueza ainda é essa: Quanto o vento da mudança sopra, eu ainda me seguro para não sair voando, ao invés de construir meu moinho de vento.
Não me venha com frases feitas, com cartas marcadas...tenho sempre um trunfo na manga. Não se iluda, as aparências podem enganar, mas a verdadeira face é quem ao final, conta !!!
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