Nao quero Viver na Ilusao
Utopias em meus devaneios
Ilusão dolorida e mitológica,
Ficção dos meus devaneios.
Utopia que invade o meu imaginário,
Causando-me prantos no Baú poético fantasiado de alegrias e lágrimas, que por vezes nem lembro deles.
Quem inventou?
Não sei se nasci assim e se assim morrerei.
Remédio filosofal que me causa anseios e inspirações.
Metralham meus tímpanos.
Que até ouço as gaivotas voarem no céu.
Encantamentos lendários que me fazem caminhar por vezes, em versos atrozes e prazerosos.
Na gema central,
Meus olhos fitam a poesia em minh'alma.
Meu coração congela e descongela em milésimo de segundos.
Me vejo em ilhas paradisíacas que me escondem a minguante imagem lunar.
Oh ! Mitologia real e mentirosa, que me acatam e desacatam até quando estou em letárgico e profundo sono......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Pérolas
Uma ilusão
Faz-me ancorar
Visitando o mar e o estrelar
Pérolas!
No soprar do vento
Flutuo com ele
Vejo sentimento
Não sinto tormentos
Uma mulher
Um velejador decidido
Velejando no encanto
Em uma história
De um amor
Verdadeiro
Ricardo Melo.
O Poeta que Voa
Mistérios
Mistérios da vida,
Devaneios da minha ilusão poética.
Natureza ousada!
Que geme nos corações apaixonados.
Aquecem almas e vagueiam nas emoções.
Mistérios que emergem Poemas.
Frases que machucam e curam temáticos problemas.
E causan prazer até em escrever.
Poesias do amor e da vida,
Versos de dores que nos deixam a deriva.
Cordas que soam acordes
Nas melancólicas melodias.
Tudo isso é sonho, é ilusão.
Tudo é vivido e pelo tempo é banido.
Inspirações inexplicáveis,
Complicadas até para os poetas entenderem.
Evidências claras e neutras;
Confusas são as sementes que brotam até fora do solo.
Solo este, que a gente pisa e senta.
Nessas misteriosas linhas que vou tecendo,
Sou um mero aprendiz,
Que nem sabe o que pensa e diz......
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
Na roleta da vida
Gira gira a farsa
Você dá as cartas
Máquina viciada
Roubou a ilusão
Esvaziou meu coração
Manual do Poeta
Amiga ilusão,
Minha digníssima esposa inspiração;
Tintas sobre minha cabeça
E pincel em duas mãos.
Dom!
Dom de fazer;
Dom de olhar e criar;
Dom de chorar sem saber o porquê;
Dom de juntar letras e criar palavras;
Dom de ver, sem saber o que está vendo; Dom de ler e metaforizar;
Dom possuído;
Dom aguerrido, sem ser entendido.
Versos do Amor;
Versos da dor;
Versos melancólicos;
Versos que vem e
Outros que nem existem.
Poemas das fontes;
Poesias das flores;
Frases que emergem brotos,
Palavras com seus compostos,
É pra quem tem o que não sabem que tem.
Fome, ganância em abundância.
Competência para morrer e ressuscitar.
Viver e não saber o que está vivendo;
Viver dentro da órbita sem portas e comportas.
Natureza verde e amarela,
Azul do céu que reflete no mar e faz qualquer um voar.
Sangue circulando;
Coração dilatando e estourando as veias e vai rasgando peito adentro.
E por cuidados do Criador....
Ele murcha como uma flor.
Manual do Poeta,
Que flui a todo segundo e
que não acabará nem aqui e nem ali.
São refrões,
São canções,
É melodia que irradia;
É o manual do escritor,
Que não há quem decifre seu fim
E nem o seu valor.....
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa
A ilusão vem no mesmo pacote da perfeição
Embora tenha me convencido de que este momento em que vivo seja perfeito e distante de tudo, ainda sinto que la no fundo é apenas o que quero acreditar, não sei se estou procrastinando com a ilusão ou apenas aceitando minha condição.
É o não existir vida em um quadro, mas existe vida em quem consegue se recarregar ao vê uma pintura, mesmo que seja apenas o retrado de algo que não é mais o que foi a um segundo, entender isso pode parecer confuso, embora seja tudo o que consigo pensar neste exato momento.
Eu queria poder pintar um sonho bom, mas tudo o que vejo são traços de imperfeição, que contorna todo o meu rascunho na folha em branco deste papel, a solidão, o parecer atordoante...mas é tão confortavel.
A um ano estive rodeada de pessoas, acho que me tornei a memória empoeirada de todos aqueles que passaram por aqui, as lágrimas são inevitáveis, aliás, gosto de chorar pensando em todos aqueles que pude passar uma boa parte do meu tempo.
Espero que em algum dia, alguém do meu passado presente, leia isto, e entenda que sinto muito por ter sido tudo o que fui, desde os ciumes ao silêncio e a falta de compreensão, mas sei que estava e estou magoada, machucada, profundamente vazia...tudo bem...se o fato for a verdade que sempre ocultei.
Bom, ficar sozinha é o momento de reflexão, por todo o pecado cometido, preciso me aquietar, me perdoar...sei lá, apenas aceitar que....o passado é a Monalisa que pretendo observar.
Ana paula santana de jesus.
Nessa paranóia narcisista temos a ilusão de que somos capazes de resolver tudo sozinhos, e que apenas nós mesmos sabemos o que é melhor. Não estamos sozinhos. Assim como a felicidade só é real quando compartilhada, um pedido de ajuda pra carregar o fardo não é humilhação, é humildade. Não somos fortes o suficiente em determinadas situações. Precisamos um do outro não só em momentos alegres. Se não ajudar o próximo a lhe conceder ajuda ou achar que pode sozinho, tudo será como você quer ver ou interpretar, e mais solidão e peso terá pra carregar. Somos poucos, mas somos muitos.
Amantes Desejados -
O suor dos nossos corpos
encheu o quarto d'ilusão,
correu meu corpo, a tua mão,
parando fixa nos meus olhos!
E a tua língua no meu peito
e o teu olhar no meu olhar
gemi palavras a gritar
envolvido no teu jeito!
Fomos um naquele instante
e eis que o tempo por momentos
foi eterno para sempre ...
E adormeci no teu regaço
e foram tantos sentimentos
que fiz dos versos os teus braços!
A ilusão de achar que está tudo certo...
As futilidades e facilidades da vida que procuramos está a consequência do nosso enfraquecimento físico, mental, moral e porque não dizer espiritual. Procuramos com afinco a cada dia mais facilidades que na verdade fogem a nossa existência humana.
Precisamos de ação, de movimento, de objetivos e de muita luta. Bem se diz que tempos fáceis fazem homens fracos. Estamos vivendo isto hoje em dia, queremos tudo a mão, queremos muitos direitos, mas sem atentar aos deveres. Muito se pede, pouco se dá.
Realidade para que não fomos criados, perdemos nossa essência de vida, nosso DNA por lutas justas, de coexistência pacifica, de valorizar o que é correto e certo. Estamos perdendo a educação, o respeito. Perdemos a empatia pelo próximo e pelo que alimenta a alma com atos de grandeza, de gratidão, de altruísmo, ou seja, da essência de nossa própria vida.
Vivemos um engodo semântico (Antônio Gramsci), ou seja, engodo significa armadilha e semântica significa palavra, posto isto, o que estamos vivenciando há muito tempo no Brasil (e no mundo), é uma armadilha de palavras, palavras estás que seu significado nem sempre é aquilo que ela deveria significar. Somos manipulados, somos enganados, somos feitos de massa de manobra o tempo todo. A que palavra tudo isto se remete? Uma simples palavra, ILUSÃO.
Vivemos de muitas ilusões e sonhos, onde muitas vezes através de palavras bonitas e enganáveis somos guiados a caminhos que nunca pensamos em trilhar, nos tornando reféns de situações e atos que jamais imaginamos em nossas vidas. Vivemos a hipocrisia de poucos sobre muitos.
Hoje através deste engodo semântico bem aplicado e explorado, ou seja, por autoridades, por políticos sem escrúpulos, por entidades nem sempre que nos representam, vivemos a ilusão de estar tudo bem, mas na verdade, sabemos que estamos caminhando por tempos sombrios e complicados seja para cada um de nós em particular, seja para o coletivo de nossa nação.
Muitos estão alienados e desatentos, muitos preferem viver sem o entendimento e a profundidade que precisamos ter perante o que estamos vivendo. Em nome de uma ilusão que a vida está bem ou vai ficar. Muitos acham que não se envolvendo a vida se torna mais fácil. Ledo engano, nada fica ao largo de nada, por tudo que fizermos ou não, seremos cobrados e também sentiremos seus efeitos. Vida que segue...
Marcelo Martins
