Nao quero Viver na Ilusao
Rir não é remédio nenhum, pois rir só dá a ilusão para outras pessoas que você está bem, mas ninguém conhece as dores por trás dos seus risos.
Sinto muito te dizer
Por mais que eu te magoe
Meu destino será você
Não é mentira nem ilusão
Posso até não lembrar
Mas minha alma já te queria
Antes de vc nascer
Meu coração te conhecia
E te amou antes de te conhecer..
Pranto e sorriso (fado)
No pranto da alma um sorriso
De ilusão. Pesar não, encanto
Pois, haver a crença é preciso
Toda a doçura do amor, tanto!
Se bem, a risada é um paraíso
Cheio de cor, de cheiro e canto
Entanto, na dor chorar é inciso
Aliviando o coração, conquanto,
Nem sempre, a regra é a hora
Portanto, tenha o querer afora
Da renúncia, te soltes da tolice
Tem muito mais, creia, confie
E, com a satisfação... contagie!
Pois, o tempo traz já a velhice!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
20 janeiro, 2024, 12’12” – Araguari, MG
O tempo é uma ilusão.
Não pense no tempo como dias, semanas, meses e anos.
Pense no tempo como algo que você usa para gastar energia com aquilo que você ama fazer ou gastar energia com o que te fornece sobrevivência.
Quando você consegue usar o tempo para fazer o que ama e isso lhe der sobrevivência, Bingo! @mcmarombado
"Amor Além das Sombras"
O amor não é um véu de ilusão,
Mas luz que dissolve a solidão,
Expondo-me nua, sem disfarces,
Revelando-me.
Nos teus olhos, oceano profundo,
Onde me perco e volto a encontrar.
Em cada onda, histórias dançam,
De sonhos, desejos e segredos ao vento.
O amor não é posse nem domínio,
Mas entrega, renúncia e liberdade.
Um voo de borboletas, leve e livre,
No jardim da vida que floresce.
Em cada toque, sinfonia ecoa
No coração, ressoando infinita.
Cada beijo, promessa sagrada,
De amor que transcende tempo e espaço.
O amor não é sombra nem fantasma,
Mas verdade, substância e calor.
É sol que ilumina noite escura,
Vento que afaga dor com ardor.
Nos teus braços, refúgio seguro,
Onde posso ser inteira, sem receio.
Tua presença, bálsamo divino,
Curando feridas, desfazendo anseio.
O amor não é acaso nem destino,
Mas escolha, entrega e devoção.
É fio que tece nossa história,
Melodia que une corações.
Em cada suspiro, prece silenciosa,
Em cada olhar, promessas eternas.
O amor é ponte que une almas,
Transformando-nos em essência plena.
E quando o amor nos encontra, enfim,
Nos tornamos um, indivisíveis.
Na união, desvendamos o infinito,
Liberdade, paz e beleza sem fim.
A grande ilusão que nos atravessa não está apenas na política ou na religião, mas na esperança cega de que exista, em algum lugar, um refúgio onde a verdade repouse intacta. Somos todos enganados, sim — mas o engano não é o oposto da verdade; é seu disfarce mais íntimo, moldado pelo grau de consciência que conseguimos suportar. Cada mentira que abraçamos com devoção, cada crença que nos tranquiliza ou revolta, revela menos sobre o mundo e mais sobre a anatomia oculta de nossa alma. No fim, não cremos no que é verdadeiro, mas no que ecoa silenciosamente aquilo que somos.
Era uma vez um garoto que nutria um profundo sonho. Porém, esse sonho não era apenas uma ilusão; ele era algo real, cuidadosamente planejado e estruturado. O planejamento que ele fez estava voltado para o futuro, mas, curiosamente, esse futuro nunca se concretizou como ele esperava.
Com o passar do tempo, aquele garoto cresceu e se transformou em um homem. Agora, este homem ainda carrega dentro de si os sonhos que, até então, não se tornaram realidade. Contudo, ele sente que a realização desses sonhos está cada vez mais próxima.
Entretanto, essa chegada dos sonhos à sua vida é um processo que requer paciência, porque o tempo, que muitas vezes parece escasso, acaba por se metamorfosear em um futuro novamente. E esse futuro, por sua vez, é uma nova interpretação do que um dia foi um sonho, perpetuando o ciclo de aspirações e o desejo de realização que habita em seu coração.
O autocuidado real, é antônimo do prazer. Ele não traz o conforto da ilusão. Mas o peso da verdade.
Ele é um processo desafiador, mas recompensador, que envolve a honestidade consigo mesmo, a aceitação da realidade e a responsabilidade com as próprias escolhas.
Não se pode confundir autocuidado com hobby ou prazeres momentâneos.
A ansiedade nos aprisiona. Vivemos angustiados tentando controlar a tudo e a todos na ilusão de não sermos pegos de surpresa, mas a vida é feita de surpresas.
NÃO FOI SÓ O QUE EU QUIS
Não foi só ilusão que eu quis. Só estar
Para na imaginação ter sensação divina
De um amor que faz a emoção palpitar
De um coração tão cheio de adrenalina
Não foi a sedução que eu quis. Só amar
Ter um olhar no sentimento, na rotina
Que valha e que assoalha, afável achar
Na felicidade que a sina, então, destina
Não foi só um capricho, pois, quis mais
Numa ânsia de uma poética emocional
Tão completa de desvario e de paixão
Apenas ter por ter nas faltas são iguais
Não foi só haver que eu quis, quis aval
Descalçando-me do eirado da solidão...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 setembro, 2022, 15’26” – Araguari, MG
MITO:
lenda; fábula; fantasia; passatempo;
ilusão; aquilo que não se conhece;
explicação simbólica; alegoria; metáfora;
simbolismo; misticismo; caricatura;
esboço; suposição; herói fictício;
que pode ter um fundo de verdade;
mentira
Não podemos criar ilusão em que nunca vimos ou tocamos
Mas para me apaixonar por você não precisei ver ou tocar
Me apaixonei pelo sua essência, seu caráter sua simpatia
Não me importa como você é fisicamente, até porque daqui a alguns anos isso não existirá mais
Quero a pessoa que me fez apaixonar pela atenção, pelas palavras, pelo afeto
Quero essa pessoa que sinto e não a pessoa que vejo
Quero a pessoa que me faz rir sozinho do nada
E não quanto te olho e me faz graça
Quero você apemas por voce ser você
E não me importa o restante, e sim você.
Sinto saudade
Que ilusão
Isso não é sólido
Mas fere
Como uma farpa,
Faz sangrar o coração
Assim
Como dizia na canção
Que faz chorar
O violão
Fere saudade
Fere a pele
Rasga o peito
E não tem perdão
Um grito em silêncio
Ecoa da garganta
Acerta como uma flecha
Através de uma brecha,
A tal da solidão
Atravessa
Sou eu mais uma vez
Me deixando na mão
Nessa ilusão que eu vivo; tenho certeza de que eu não existo, embora todas as minhas sensações digam o contrário.
Deserto
Não há ninguém
Que me tire dessa solidão
A escuridão mantém minha ilusão
Está deserto o meu coração
Sem alguém pra conversar
Que não julgue o meu passado
Foi muito insano e errado
Mas ouve uma grande transformação
Já me senti rejeitado
Quem nunca se sentiu assim
Incoformado com minha situação
Abandonado nessa multidão
Vento no peito, liberdade e aflição
Não quero companhia de quem
Não me dê atenção
Menino carente, amores platônicos
Um velho de 30, com mente em explosão.
