Nao quero te Perder Devido a Distancia
Eu tive sorte da sorte me ter
Tive a miragem de um dia te ter
Tive profeta e passei como ser
Tá DNA que cê vai me perder
Minha mãe amava esse poema. Nós líamos na hora de dormir desde que me lembro. Se trata de encontrar esperança, mesmo nos tempos mais sombrios. Minha mãe sempre tinha esperança e eu também. Até que perdi a minha. Vocês me ajudaram a encontrá-la de novo.
Mesmo se o mundo desabar diante dos meus olhos, mesmo se as únicas coisas que eu tiver sejam memórias do que eu já tive, eu não me perdi, por isso nada se perdeu.
Quem é o vencedor? Aquele que caminha aceita a dor? Ou aquele que vive do horror? Ver sua vida ser despedaçada, viver somente no fio da navalha, entre desespero e desgosto, o garoto escolheu o fundo do poço.
O que tem de errado, qual a maldade nisso, ligo a tv assisto um canal, que está cheio de vultos e fantasmas através do tubo.
O garoto venceu? Não mais uma vez padeceu, não tem mais o mesmo sorriso, nem aparência, talvez seja só consequência.
O garoto não venceu, sua vida apenas prendeu, ele não sabe muito menos eu, o que aconteceu.
Para chegar nesse estado, é para se estar preocupado, mas o garoto está despreocupado, mas tudo se resumiu em como ele se assumiu e na vida não subiu.
Será ele um vencedor ou um desertor, pra quem viveu do nada, por favor me dê uma limonada e faça essa fase ser eliminada.
Para onde vão as coisas que perdemos? Todo o valor financeiro e sentimental reduzidos a nada. Pra quem perdeu um vazio, uma angústia, as vezes por saber que não vai encontrar aquele objeto, não o mesmo objeto, a mesma história, toda a glória e ruína reduzidos a nada nas mãos de quem achou, no buraco que caiu não preenche o vazio e a gente tenta refazer o caminho, encontrar o erro, um culpado, mas de quem é a culpa? De quem perdeu? De quem achou e não devolveu? De quem viu e se calou? Do universo que conspirou? Escreve no caderno pra não esquecer “sempre devolver o que achar” ou pelo menos tentar... No dedo e no peito o vazio, a esperança de encontrar é a última que morre, vai que quem achou perdeu de novo e quem sabe você ache, ande olhando sempre pra baixo, afinal tinha valor só pra você, quem achou pode descartar sem o menor apego isso se aplica a coisas e pessoas, o tempo passa e a gente finge esquecer ou pelo já não lembra com tanta frequência, mas sempre que lembra dói, na cama o vazio, no dedo a listra branca que antes não tomava sol, mas alguém sempre vem e o sol brônzea a parte branca no dedo de quem perdeu.
Expulsar do corpo, enquanto vivo; a própria ALMA!... será possível?!
Eu acredito que sim!... posto tal; a todos dedico este soneto:
Alma perder, neste morrer...
Que pena tantos de nós, destruírem;
esta VIDA pelo PAI, oferecida;
por com coisas supérfluas se iludirem;
em vez de estimarem, ESSA QUERIDA!
Que pena, nossa raça tanto andar;
da MESMA e dos irmãos tão desligada;
e por tal, a tanta ALMA maltratar;
por não ter sido em tal, considerada!
Certamente houve em ti, um apetecer;
dizeres que não tinha coração;
a quem viste, a tão maltratar alguém!...
Por veres que o tão mau, dele fazer;
por tão mau ser, em ti deu sensação;
que a ALMA nele, já não podia estar.
Com profunda mágoa, por todos os que neste tão breve morrer, perderam suas ALMAS; dedico este lamentar, advertindo, que todos estamos sujeit@s a também perdermos as nossas!
Ela havia aprendido uma amarga lição: que a vida era efêmera e que, a qualquer momento, poderia perder tudo e ter de recomeçar.
Eu desenterrei seu passado e agora sei de todos os seus passos
E eu tenho testemunhas, declarações
E tenho toda a prova
Estou pensando em você
Porque não tenho nada para fazer
Reparei que você está ganhando
E eu não tenho nada a perder
Sempre vou amá-la, mas devo aceitar que posso nunca mais vê-la. Sou perfeitamente capaz de amar uma pessoa e, ainda assim, abrir mão dela.
Se continuar lutando consigo mesmo e desacreditando naquilo que é capaz; um dia irá perder está batalha travada com você...
Quando você achou que nunca mais poderia ter determinada coisa de novo, e ela volta para você, é, de alguma forma, cem vezes melhor do que você se lembra.
Tenho vontades
Tenho saudades
Tenho temores
Tenho tremores
Vontade de viver, de rir
Saudade de meu Pai, Saudades da velha Isaura que passava roupas com ferro a brasas, de minha Avó Idalina...
Temor de perder, de esquecer...
Tremor de frio, de alegria, de vontades.
Às vezes, é só uma questão de deixar pra lá.
De parecer que perdeu, para poder ganhar.
Às vezes, ir embora vale mais do que ficar.
E derramar algumas lágrimas pode ser mais útil do que se vingar!
Perdi muito!
Talvez o que eu tenha perdido foi uma ilusão que eu mesma criei, na tentativa de justificar a ausência de amor, presença, importância e afeto.
Me agarrar a essa ilusão e a esse personagem, talvez tenha sido a forma que eu encontrei de esconder a realidade tão doida e latente da "falta e da ausência".
Mas toda a verdade se revela, bela ou não, está aí, gritando!
Diante disso, só me resta abandonar o personagem, as ilusões e as tantas justificativas e me agarrar a verdade nua e crua.
Não haverá mais frustração, pois não haverá mais a espera.
Perdi muito, eu sei...
mas não tanto quando você.
Em mim ainda resta a capacidade de amar.
