Nao quero te Perder Devido a Distancia
Às vezes você sente que tem a verdade de um momento nas mãos, então ela escapa pelos seus dedos e se perde.
Se for pra me tirar o chão
Que seja pra me levar ao céu.
Se for pra me deixar louca que seja de prazer.
Se for pra me fazer perder a cabeça, me faça enlouquecer até que eu perca o juizo e venha se perder comigo.
Por que eu estrago tudo em que tento me destacar? Minha família, meu marido e meu filho. Tudo. Eu perdi tudo que queria proteger.
Foi uma era monumental, que definiu o videogame como um lugar onde se perder, onde se tornar alguém diferente e ir pra terras distantes. Mas, mais importante, definiu que qualquer jogador poderia ser um criador de jogos.
Eu tive sorte da sorte me ter
Tive a miragem de um dia te ter
Tive profeta e passei como ser
Tá DNA que cê vai me perder
Minha mãe amava esse poema. Nós líamos na hora de dormir desde que me lembro. Se trata de encontrar esperança, mesmo nos tempos mais sombrios. Minha mãe sempre tinha esperança e eu também. Até que perdi a minha. Vocês me ajudaram a encontrá-la de novo.
Mesmo se o mundo desabar diante dos meus olhos, mesmo se as únicas coisas que eu tiver sejam memórias do que eu já tive, eu não me perdi, por isso nada se perdeu.
Quem é o vencedor? Aquele que caminha aceita a dor? Ou aquele que vive do horror? Ver sua vida ser despedaçada, viver somente no fio da navalha, entre desespero e desgosto, o garoto escolheu o fundo do poço.
O que tem de errado, qual a maldade nisso, ligo a tv assisto um canal, que está cheio de vultos e fantasmas através do tubo.
O garoto venceu? Não mais uma vez padeceu, não tem mais o mesmo sorriso, nem aparência, talvez seja só consequência.
O garoto não venceu, sua vida apenas prendeu, ele não sabe muito menos eu, o que aconteceu.
Para chegar nesse estado, é para se estar preocupado, mas o garoto está despreocupado, mas tudo se resumiu em como ele se assumiu e na vida não subiu.
Será ele um vencedor ou um desertor, pra quem viveu do nada, por favor me dê uma limonada e faça essa fase ser eliminada.
Para onde vão as coisas que perdemos? Todo o valor financeiro e sentimental reduzidos a nada. Pra quem perdeu um vazio, uma angústia, as vezes por saber que não vai encontrar aquele objeto, não o mesmo objeto, a mesma história, toda a glória e ruína reduzidos a nada nas mãos de quem achou, no buraco que caiu não preenche o vazio e a gente tenta refazer o caminho, encontrar o erro, um culpado, mas de quem é a culpa? De quem perdeu? De quem achou e não devolveu? De quem viu e se calou? Do universo que conspirou? Escreve no caderno pra não esquecer “sempre devolver o que achar” ou pelo menos tentar... No dedo e no peito o vazio, a esperança de encontrar é a última que morre, vai que quem achou perdeu de novo e quem sabe você ache, ande olhando sempre pra baixo, afinal tinha valor só pra você, quem achou pode descartar sem o menor apego isso se aplica a coisas e pessoas, o tempo passa e a gente finge esquecer ou pelo já não lembra com tanta frequência, mas sempre que lembra dói, na cama o vazio, no dedo a listra branca que antes não tomava sol, mas alguém sempre vem e o sol brônzea a parte branca no dedo de quem perdeu.
Expulsar do corpo, enquanto vivo; a própria ALMA!... será possível?!
Eu acredito que sim!... posto tal; a todos dedico este soneto:
Alma perder, neste morrer...
Que pena tantos de nós, destruírem;
esta VIDA pelo PAI, oferecida;
por com coisas supérfluas se iludirem;
em vez de estimarem, ESSA QUERIDA!
Que pena, nossa raça tanto andar;
da MESMA e dos irmãos tão desligada;
e por tal, a tanta ALMA maltratar;
por não ter sido em tal, considerada!
Certamente houve em ti, um apetecer;
dizeres que não tinha coração;
a quem viste, a tão maltratar alguém!...
Por veres que o tão mau, dele fazer;
por tão mau ser, em ti deu sensação;
que a ALMA nele, já não podia estar.
Com profunda mágoa, por todos os que neste tão breve morrer, perderam suas ALMAS; dedico este lamentar, advertindo, que todos estamos sujeit@s a também perdermos as nossas!
