Nao Preciso de Amigos Falsos

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Não permita que homem algum o rebaixe o suficiente a ponto de odiá-lo.

Não importa quanto tempo já se passou: eu sou a mesma, o amor é o mesmo, e a esperança.

Eu não sou um homem, sou um campo de batalha.

Eu só não termino comigo porque depois dá um trabalho correr atrás.

Ninguém é tão ignorante que não tenha algo a ensinar. Ninguém é tão sábio que não tenha algo a aprender.

Ah, meu amor, não tenhas medo da carência: ela é o nosso destino maior. O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Saber que não tinha coragem de fazer o que era necessário, me fez sentir horrível.

Nós não vemos o que vemos, nós vemos o que somos. Só vêem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si.

Aqui nessa pedra, alguém sentou para olhar o mar. O mar não parou para ser olhado. Foi mar pra tudo que é lado.

Paulo Leminski

Nota: Adaptação de poema de Paulo Leminski

Deus não está tão acima de você que não possa ser tocado pelas suas lágrimas!

Não me lembro de nenhuma necessidade da infância tão grande quanto a necessidade da proteção de um pai.

Se não gosta de alguma coisa, mude-a. Se não puder mudá-la, mude a sua atitude. Não reclame.

Eu estou só. O gato está só. As árvores estão sós. Mas não o só da solidão: o só da solistência.

A coisa que mais me deixa com medo são aqueles raros momentos em que não sinto medo de nada.

Ter uma carreira é maravilhoso, mas ela não pode te aquecer numa noite fria.

Não tem pessoas que cosem para fora? Eu coso para dentro.

Clarice Lispector

Nota: Trecho de entrevista a João Salgueiro, Affonso de Sant’Anna e Marina Colasanti para o Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em 20 de outubro de 1976.

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Eu canto a dor que eu não soube chorar.

Chico Buarque

Nota: Trecho da música Desencanto.

Sorriso audível das folhas,
Não és mais que a brisa ali.
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri, e olha de repente,
Para fins de não olhar,
Para onde nas folhas sente
O som do vento passar.
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou;
E estamos os dois falando
O que se não conversou.
Isto acaba ou começou

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Poesias. Lisboa: Ática. 1942 (15ª ed. 1995). p. 152

Se depois de eu morrer quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tenho só duas datas: a de minha nascença e a de minha morte. Entre uma e outra, todos os dias são meus.

... e descobri que não tenho um dia a dia. É uma vida a vida. E que a vida é sobrenatural.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica A vida é sobrenatural.

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