Não posso
Libertados foram
os comuneros,
Da tropa e do General
não posso dizer
se estão inteiros.
Do General mesmo
nada mais sei,
Não vejo no caso
dele nem mais lei.
O tempo nem mais
tem sido aliado,
Preso porque falaram
e outros nele
não acreditaram,
Ele está sacrificado.
Não adianta posar
de revolucionário,
E esquecer de
quem sempre foi
pelo povo dedicado.
Por questão
de coexistência
não posso deixar
de lembrar que
_o sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
_as Malvinas
são Argentinas,
_o Mar é da Bolívia,
_e o Pré-Sal que
tiraram do Brasil
será recuperado;
Centenas de covas
_foram abertas
na Vila Formosa
_o maior cemitério
da América Latina
para os esperados
velórios de uma hora:
O povo está por todos
os lados há quase duas
semanas sem comida
e a Medicina espera
por quase tudo
_que salve a vida;
Há cento e cinquenta
bolivianos na fronteira
do Chile com a Bolívia
que deveriam ser
_por direito repatriados ou
acolhidos com decência,
Não há como não
cutucar a ferida
com o dedo porque
a despesa já está
muito bem 'paga'
até antes de nascer
_com as águas do Silala
e as terras de Antofagasta;
Do alfa ao ômega
ainda insisto pedir
a liberdade de
cada preso político
como o General
que se encontra preso
injustificadamente
há mais de dois anos,
não parar de pedir
por ele e por quem
precise da minha voz
_não está nos meus planos.
Como não posso ver-te: vou amarrotar a distância.
Como não posso beijar-te: vou escrever os teus lábios.
Como não posso anoitecer contigo: vou sonhar-te até ser dia.
Como não posso existir sem ti: vou ser eternamente existência neste cósmico amor.
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e não posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estúpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
É dos pássaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
Ouvir a Seriema cantando,
e relembrar as canções
de outrora faz lembrar
que não posso me desligar
de tudo aquilo que me conforta,
Se algo esfriou a gente
coloca o afeto para esquentar
para nada e ninguém tenha
o poder de por dentro nos quebrar,
Um pode não concordar com o outro,
podemos até ser diferentes,
mas nunca permitir que rompamos
por quem nunca fará nada
por nós e quer que sejamos um
para o outro algozes e atrozes
nos envenenando com "neuroses".
Sem você não posso sorrir,
não posso ir nem vim,
só vejo escuridão
só ouço o choro do meu coração,
só me encontro com a solidão,
só existe você em meu coração.
Sem você me sinto perdido,
não encontro abrigo,
meu sorriso não existe,
vivo triste.
-ÁG-
É um poema que
parece uma piada,
Mas existe a Cachorrada
que na verdade é um doce:
não posso falar mais nada.
Quando não posso
olhar para as estrelas,
Escrevo poemas
para me iluminar
enquanto muitos
por alguma razão
não podem fazer
o mesmo do que eu,
Escrever também
é um ato de bordar,
Das letras me sinto
mais uma bordadeira
do que uma poeta
porque meus versos
também são linhas
nascidas para alinhavar.
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Eu, como os cães, sinto a necessidade do infinito...Não posso, não posso satisfazer essa necessidade! Sou filho do homem e da mulher, ao que me dizem. Isso me espanta...acreditava ser mais! De resto, que me importa de onde venho? Se dependesse da minha vontade, teria preferido ser antes o filho da fêmea do tubarão, cuja fome é amiga das tempestades, e do tigre, cuja crueldade é reconhecida: eu não seria tão mau.
Não posso viver uma mentira, fugindo para salvar minha vida
Eu sempre vou te querer
Aonde mandar eu irei, seu amor eu não posso ocultar, quero anunciar para o mundo ouvir que Jesus é o nosso Salvador.
Eu tentei esconder
Mas pelo jeito não consegui
Um olhar diz muito mais
Explica o que eu não posso dizer
Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era novo jovem
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer
Nunca mais meu pai falou: She's leaving home
E meteu o pé na estrada, Like a Rolling Stone
Nunca mais eu convidei minha menina
Para correr no meu carro (loucura, chiclete e som)
Nunca mais você saiu a rua em grupo reunido
O dedo em V, cabelo ao vento, amor e flor, quê de um cartaz
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
No presente a mente, o corpo é diferente
E o passado é uma roupa que não nos serve mais
Você não sente nem vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
E o que há algum tempo era jovem novo
Hoje é antigo, e precisamos todos rejuvenescer
Como Poe, poeta louco americano
Eu pergunto ao passarinho: Black bird, Assum-preto, o que se faz?
Haven never haven never haven never haven never haven
Assum-preto, passáro preto, black bird, me responde, tudo já ficou atrás
Haven never haven never haven never haven never haven
Black bird, passáro preto, passáro preto, me responde
O passado nunca mais
Você não sente não vê
Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo
Que uma nova mudança em breve vai acontecer
O que há algum tempo era jovem novo
Hoje é antigo
E precisamos todos rejuvenescer
E precisamos rejuvenescer
E precisamos rejuvenescer
Eu tenho um forte controle sobre a realidade,
mas não posso deixar o que está aqui diante de mim
eu sei que você vai embora pela manhã, quando acordar
me deixe com alguma prova de que isso não foi um sonho
