Não posso
Anjo negro
Se ao seu lado eu não posso voar eu corto as minhas asas para caminhar eternamente ao seu lado.
Eu não posso ter dinheiro pra sustentar uma vida, mas tenho uma vida que dinheiro não pode sustentar.
"Mas não posso deixar de viver porque uma pessoa a quem eu amava foi para um lugar além da minha capacidade de acompanhá-la!"
Não posso afirmar se existe pote de ouro atrás do arco ires, mais sei que existe felicidade atrás do merecimento!
O GRITO
Não, sinto muito, mas não posso mais
O pranto me sufoca a garganta, tusso convulsivamente
Me rouba o sono, me tira a paz, me torna incapaz
Preciso gritar no poema que cala
esbravejar na poesia, essa utopia sem eira nem beira
assim mesmo...
Sem métrica, sem rima, sem metáforas ou alegorias
Qualquer coisa aqui dentro precisa de desvencilhar,
bater asas pelo céu escuro da madrugada,
desencarnar o verbo, livrar o corvo
dessas grades de prata!
Meus olhos estão cansados
Já não comportam mais as torrentes lamaçais
Crispo os dentes em desespero e rancor
Nem sei se vivo ou morro
( E eu tenho escolha?)
O diabo me ronda a alma...
A navalha ao meu alcance,
um lance
Um lance apenas
e jamais...
...Nunca mais debilidade
Basta um pequeno corte na radial
Sangria intermitente
Fim, eminente.
Eternamente...
E na insanidade
Nesta dubiedade colossal vou seguindo
Escrevendo estas linhas dementes
Que talvez ninguém chegue à ler!
Mas não faz diferença
Vou esbravejar aos quatro ventos minha dor
meu lamento cheio de apatia,
" nisso" o que chamo de
poesia.
De que outra forma perdurar a vivência,
já que sou covarde por demais para estanca-la,
e não tenho como, ou para onde fugir...!
O amor é uma droga que eu não sei tragar, é dor que não posso suportar, é uma loucura que não se pode confiar, é uma bela flor com os mais afiados espinhos, amores são águas para me afogar sem ao menos ter aprendido a mergulhar.
Falo do que faço. Deus á a minha testemunha.
Não posso falar do que não faço nem orientar o que não sigo.
E assim se resume o meu dia, sentada sozinha com lagrimas e soluços por que não posso mostrar o quanto to destruída por dentro.
Independente do que você diga eu não irei mudar de ideia. Mas quem disse que não posso pensar em mudar?
Dei um passo para frente.
Não posso agora, dar dois para trás.
O que era minha mente.
Hoje, já não é mais.
Ah, se você soubesse meu bem.
Não há algum outro assim... Não posso segurar.
De tão comprido seja esse meu amor.
Ou leve, bem de leve esse meu carinho.
Pois não seria céptico o suficiente pra me renegares.
Quem quer poesia?!
“Vendemos, compramos, só não posso é te dar”
A essência de uma alma masoquista
A fórmula de quem chora palavras
Eu desisto de vender o que não se compra
Quem é louco suficiente para querer?
Versos escritos por um lápis sem ponta
Pregados em um papel que se rasga sem querer
Eu que sonhava em ser vendedor
Não posso entregar o que sai de mim
Pela boca, pelos olhos, qualquer que seja o buraco
Desta forma não poderei subsistir
Foi aí que a calculadora da consciência
Me mostrou que não havia riqueza
Que pagasse a propriedade que tinha
Poesia escrita, fruto de minha tristeza.
Foram tantos passos juntos, que em tão breve momento, não posso descrever as vivências de todos estes anos em que preenchemos a vida um do outro e tudo que nos tornou unidade no amor para esta vida... Vamos brindar nossa resistência!!!
Não posso dizer que não te amo, se assim eu fizesse estaria tentando enganar a mim mesmo, mas posso dizer que não te quero mais, com profunda tristeza, porem, com muita sinceridade. Desculpa!
