Nao podem ser Explicadas mas Sentidas

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⁠Um sentimento pode ser verdadeiro sem ser vivido

Essa é uma das verdades mais difíceis da vida adulta:
Nem tudo que sentimos precisa virar uma história.
Nem todo desejo precisa virar ação.
Nem toda conexão precisa virar romance.

Algumas paixões vêm para nos lembrar que somos vivos, desejantes, humanos. E depois, precisam ser soltas — porque o preço de realizá-las é alto demais.

Inserida por Dom-Oliviero

Num diálogo poético e filosófico, Lume e Névoa, duas vozes que coabitam o mesmo Ser, empreendem uma travessia íntima pelos territórios internos daquele a quem pertencem. Lume observa com reverência e ternura os movimentos profundos de quem carrega em si um fogo contido, uma centelha divina e indomada. Já Névoa, inquieta e interrogativa, questiona o peso de viver à margem, sem forma definida, oscilando entre luz e sombra.
Ambos revelam, em vozes distintas, a complexidade de um Ser que não se encaixa em molduras, mas vibra nas frestas; um ser feito de contrários que não se anulam, mas se reconhecem. Ao percorrerem memórias de dor, quedas, silêncio e reinvenção, os dois traçam o mapa não fixo de uma identidade em metamorfose constante, que prefere a travessia ao destino e a imperfeição como linha viva de evolução.
Mais pra o final, evocando o verso do cantante, Lume chega à conclusão de que "ano passado ele morreu, esse ano ele não morre mais", e ambos compreendem que, mesmo fraturado, o Ser ainda pulsa, ainda recomeça. E que habitar-se é, sobretudo, sustentar-se inacabado, como poesia moldada no silêncio.
O convite, agora, é para que quem se debruça sobre estas linhas aceite caminhar ao lado de Lume e Névoa. Talvez encontre, nas dobras dessa conversa, algo de si mesmo.

DO LADO DE DENTRO: CONVERSAS DE QUEM HABITA O MESMO SER

 LUME
Vem, Névoa.
Olha comigo mais uma vez esse Ser que também somos.
Às vezes, o olhar dele não se volta para o mundo.
Retorna, sem aviso, ao território quieto que pulsa atrás dos olhos.
Não busca forma nem resposta. Apenas reconhece, sem intermediação, aquilo que, mesmo escondido, continua a pulsar.
Não é espelho, nem testemunha externa.
É ver-se por dentro.
Ver-se por si.
E ali se enxerga.

 NÉVOA
Vejo, Lume.
Mas diga: como é difícil habitar alguém assim, que não cabe no centro, nem se acomoda ao meio?
É como se tudo nele vibrasse nas bordas.
Uma essência que escapa às formas, que se recusa à lógica, que desmonta a moldura.
E tu o chama de inteiro?

 LUME
Chamo de pleno no que pulsa, mesmo que nunca concluso.
Carrega em silêncio o gesto de um deus,
não o Deus que é verbo, mas uma centelha que se ergue por dentro,
soberana, indomada, feita de presença.
Um fogo contido que arde sem se exibir, senhor de si,
que só se aquieta diante do Senhor do Tempo,
esse imensamente maior, que o reconhece e o desarma em reverência.

 NÉVOA
Só a Ele?

 LUME
Não apenas. Inclina-se também à presença de uma Diva sutil,
que não exige poder,
mas influencia o curso do íntimo
com a mesma delicadeza com que a brisa atravessa o que é denso.
E assim, ambos, o Deus e a Diva, habitam extremos distintos,
mas que despertam nele o mesmo gesto silencioso de reverência:
um pelo peso, o outro pelo toque.

 NÉVOA
Então tu vês, Lume,
que mesmo com tamanha reverência interna,
ele permanece partido entre extremos?
Talvez, diriam os que escrevem o indizível,
que nele habite um deus, um louco, um santo,
um bem e um mal.
Como se o corpo fosse templo de contrários,
e o espírito soubesse dançar entre eles sem se despedaçar.
 LUME
Sim! Não há espelho que reflita todas as suas imagens.
Nem todas as versões cabem na superfície refletida.
O que se vê é só a pele do mistério.
O que importa vive entre as camadas.
Há uma delicadeza que atravessa,
mas também uma aspereza que resiste.
Um bem que titubeia,
um mal que às vezes acena como abrigo.
E quando o erro se insinua ou se estabelece,
a consciência se ergue em resposta,
nem sempre como correção,
mas como voo aprendido na queda,
orientado pelas cicatrizes das que vieram antes.

 NÉVOA
Então tu me dizes, Lume,
que ele vive nesse eterno vai e vem entre tropeço e despertar?
Um movimento que não se encerra?
Parece mais fuga que caminho...

 LUME
Não é fuga, Névoa. É caminho.
Como quem preferiu ser, como disse o cantante,
essa metamorfose ambulante,
não por inconstância,
mas por saber que de falha em falha se esboça o caminho do ser melhor.
A falha, afinal, não chega a ser imperfeição.
É traço vital, linha viva do que ainda pulsa em construção.
Ali, os opostos não se anulam,
mas se reconhecem como costuras do mesmo tecido.
O santo e o louco não duelam.
Entre eles, há uma dança que não se move no corpo,
mas vibra no silêncio do gesto.

 NÉVOA
Mesmo assim... será paz, Lume?
O juízo ali não silencia o instinto,
e a fé caminha ao lado da dúvida, tropeçando de leve.
É um desassossego sereno.
Paradoxo que não deseja paz,
mas profundidade, isso que vejo.

 LUME
É isso. A alma desconhece a gravidade.
Cai com elegância.
Levanta-se com sombra.
Deixa, na ausência, o traço sereno de uma presença que não se desfaz.

 NÉVOA
Mas repara, Lume: quando silencia...
é como se uma parte escutasse a outra.
Quando chega, o que está dentro se move para abrir espaço.
Quando parte, permanece como marca,
raiz deixada por si em si.

 LUME
É! São movimentos internos, quase imperceptíveis ao mundo,
mas que, dentro dele, provocam marés inteiras.
Passou por tempestades que não deixam marcas na pele,
mas tatuaram o espírito com signos secretos.
Conheceu subterrâneos sem nome,
lugares escuros, úmidos, densos.
Caminhou em trevas que evita nomear.
E mesmo assim, fez-se caminho.
Na lama, achou argila,
não o fim, mas o começo do que ainda pode ser moldado.
No breu, acendeu o sopro.
Na dor, encontrou o antídoto escondido na própria ferida.

 NÉVOA
Verdade. É como se carregasse mares que não espelham o céu,
mas que se agitam no subterrâneo dos ossos.
São marés densas de silêncios não ditos,
que só encontram repouso
quando tocam águas mais claras.
Um mar sereno que abriga
sem perguntar de onde vieram as ondas.
Uma escuta líquida, sem pressa.
Um abrigo raso, onde até a dor aprende a boiar.

 LUME
Pois é! Naquele interior onde coabitam o bem e o abismo,
a verdade não chega como raio,
mas como brisa.
Não mente,
mas pinta com delicadeza o que, se nu,
machucaria o que toca.
E mesmo sem se entregar por inteiro,
acende o que basta.

 NÉVOA
Sim, ocorre que nem a poesia, nem a filosofia podem responder tudo, Lume.
Não se sabe ao certo se ser assim
tão cheio de frestas, de marés fundas e silêncios antigos,
é mais graça ou mais peso.
Não se sabe se há esperança para um ser que não cabe no centro,
nem certeza de que, passadas seis décadas,
ainda haja tempo para ser mais do que se tem sido.

 LUME
Eu sei. Houve perdas. Partes desfeitas.
Ao longo dos anos, e no último especialmente,
algo nele silenciou mais fundo.
Houve um cansaço que em algum momento pareceu irreversível.
Uma despedida muda de si para si.
Mas o que ficou em pé, mesmo sem firmeza,
ainda espera espera o instante em que a alma volte a respirar mais fortemente.
E, parafraseando o cantante, o que digo dele é que:
‘ano passado ele morreu,
esse ano ele não morre mais’.

 NÉVOA
Sabe? Habitar-se para ele nunca foi concluir-se.
É sustentar o inacabado com leveza.
E ali, onde tudo se contradiz
ou enfim se reconhece,
algo se acende,
não em luz plena,
mas em fresta viva, discreta,
onde o dentro começa a respirar por entre margens.
É por essa fresta que a claridade atravessa.

 LUME
Sim! E tudo o que foi vivido,
a dor, o delírio, o descompasso,
fez-se matéria de travessia.
E a travessia, moldada no silêncio,
virou poesia.
Poesia que se espalha pelas bordas,
como quem só revela o sagrado
a quem aprendeu a ver no escuro.

 NÉVOA
Sabe o que penso, Lume?
Nele há limites que nem a força mais íntima ultrapassa.
Há mistérios que nem a alma mais desperta ousa dominar.
E há passos, os derradeiros de cada travessia,
que só Deus, o verdadeiro, conhece o momento exato de conduzir.
Até para mim, que duvido, isso basta.

 LUME
E bastando, é paz.
Voltemos ao nosso silêncio.
Ele ainda tem muito a nos dizer
⁠

Inserida por WMAGNOR

Às vezes precisamos entender que nossos sentimentos
fazem parte do nosso ser, entendê-los e aceitá-los, podemos
transformar nosso sentimento em aprendizado.

Inserida por jose_silva_sev

⁠⁠É exatamente para isso que serve o senso comum; para ser misturado com o senso incomum. Um dos maiores serviços que a matemática prestou à raça humana, no século passado, foi o de colocar o "senso comum" no seu devido lugar: na prateleira mais alta, ao lado da caixa empoeirada rotulada "nonsense fora de uso".

Inserida por marcelo_zilli

A dança é aquilo que me inspira e o que me faz ser quem eu sou.⁠

Inserida por ana_vitoria_27

⁠Dê ao ser humano alguma dignidade e assista-o, na grande maioria dos casos, tornar-se indigno.

Inserida por DamVob

⁠O sabor do hype pode ser só um bom brigadeiro branco, envolvendo uma fruta com caramelo tão antigo quanto doce: eis o morango do amor.

Inserida por ninhozargolin

⁠A intenção de fracasso do ser humano é praticamente negável sua atitude racional .

Inserida por claudia_heloisa

⁠Existir é um momento único de contemplação existencial, mais tudo na vida pode ser feito porém existem as consequências de cada ação praticada aqui no universo e isso é surreal e mágico existir é algo fundamental e perigoso mais tudo levará a harmonia dos átomos sendo criados através dos seres vivos aqui no universo

Inserida por Wectorseculo21

⁠Nem tudo precisa ser dito.
Nem todo gesto precisa defesa.
Nem toda ação pede explicação.

Às vezes, basta fazer — e deixar que o tempo cuide do entendimento.

Inserida por I004145959

⁠
É fácil ter fé quando tudo dói.
Difícil é ser fiel quando tudo vai bem.
Tem crente que ora na dor e peca na calmaria.
Que busca a cruz no vale, e a abandona no monte.
Quer livramento, mas não quer conserto.
Quer promessa, mas sem arrependimento.

⁠"Nos Detalhes, Eu Me Revelo"

Quero ser olhada nos detalhes,
na curva suave do meu silêncio,
no gesto que grita sem palavras
o desejo de ser… percebida.

Ah, os detalhes…
o essencial é invisível,
mas em mim, é tudo que clama:
ser cuidada sem pedir,
ser amada com presença,
receber carinho no intervalo da rotina.

Queria que quem amo enxergasse,
que se apaixonasse
pelo jeito que meu coração dobra as esquinas,
pela forma como minhas lágrimas
carregam poesia escondida.

Quero ser ouvida no que não digo,
elogiada no que sou sem esforço,
desejada não só pelo corpo,
mas pelo universo que guardo no olhar.

Sou feita de entrega mansa,
mas também de tempestades quietas.
Guardo dentro de mim
um mundo inteiro esperando
por alguém que repare...
nos detalhes.

Inserida por Lindalvamachado

⁠As vitórias nem sempre eram previsíveis, mas, como a vovó sempre dizia, às vezes é melhor ser sortudo do que bom.

Inserida por pensador

Se você quer ser um líder de verdade, saiba que sua maior tarefa é ser o primeiro a mudar a si mesmo.⁠

Inserida por AfonsoSouza

⁠Em termos de amor me sinto no destino. E hoje o meu caminhar é um passeio no mundo do "ser feliz". Não busco mais, o sinto intenso onde vivo.

Inserida por JGKAZAOKA

⁠Quando a noite desceu lentamente veio a saudade de falar de você. Entendi que a ausência de um ser amado acende dentro da alma a maravilha dos sonhos. A lua hoje parece estar mais distante, a noite está escura com um silêncio estranho me deito pra relaxar. O silencio me fez lembrar o que havia esquecido. Lembrei do seu rosto lindo lembrei da sua marra de dondoca lembrei até do cala a boca e beija, os sonhos muitas vezes nos faz sorrir em versos, mesmo tendo uma vida vazia, se minhas tristezas gritassem na noite ninguém dormiria. E para você que não vê futuro neste singular quadro de valor. Tenha fé no que lhe juro: Sim, este é um caso de amor. Boa noite.

Inserida por Gilbertofdeoliveira0

⁠Será como no cinema! A gente finge ser outra pessoa.

Inserida por pensador

⁠Poesia pode ser ensinada, mas deve ser sentida. Deve ser testada, deve ser experimentada.

Inserida por pensador

⁠Estou tentando ser abduzido... por alienígenas.

Inserida por pensador

⁠Sei o que o ser humano é capaz de fazer quando abandona a dignidade.

Inserida por pensador