Nao Mereco tanto Amor

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Não me refiro ao olhar apaixonado.
Falo de algo além.

Falo do olhar que paralisa no outro
e não se pode desligar.

Que se apavora de adivinhar-se
possivelmente feliz e se descobre em profundidade
e espanto no poço do outro, no fundo do qual
mora uma certeza nunca antes confirmada.

Não importa o que as outras pessoas falem de você, o importante é que você continue sendo a pessoa que sempre foi, e se mudar mude para melhor. Não fique na cama.. a menos que você possa fazer dinheiro deitado.

Não dê as costas a possíveis futuros,antes de ter certeza de que não tem nada a prender com eles

A verdadeira derrota não está em ir ao chão, mas em não esforçar-se para levantar novamente!

[...] Não deixe os supostamente vividos lhe dizer o que é certo ou o que fazer. Certo, você nunca esteve em Paris. Não, você nunca correu com os outros em Pamplona. Claro, você é um moleque que três anos atrás ainda não tinha cabelo debaixo do braço... mas e daí? Se você não começa grande demais para sua calça, como vai caber dentro dela quando crescer? Deixa que ela rasgue, não importa o que os outro digam, esse é meu ponto de vista; sente-se e fume a calça.

"Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice."

E eu não aguento a resignação. Ah, como devoro com fome e prazer a revolta.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica As crianças chatas.

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Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

Martha Medeiros
Revista "Donna" (02-05-2010)

Nota: Trecho da crônica "Feliz por nada"

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Quem tem as flores não precisa de Deus.

Mas gosto, gosto das pessoas. Não sei me comunicar com elas, mas gosto de vê-las, de estar a seu lado, saber suas tristezas, suas esperas, suas vidas. Às vezes também me dá uma bruta raiva delas, de sua tristeza, sua mesquinhez. Depois penso que não tenho o direito de julgar ninguém, que cada um pode — e deve — ser o que é, ninguém tem nada com isso. Em seguida, minha outra parte sussurra em meus ouvidos que aí, justamente aí, está o grande mal das pessoas: o fato de serem como são e ninguém poder fazer nada. Só elas poderiam fazer alguma coisa por si próprias, mas não fazem porque não se vêem, não sabem como são. Ou, se sabem, fecham os olhos e continuam fingindo, a vida inteira fingindo que não sabem.

Tua paz e tua felicidade não devem depender dos outros, mas apenas de você. Costumo dizer que não devemos tentar fazer ninguém feliz, mas fazer felizes a nós mesmos e, desta forma, quem estiver conosco estará feliz também.

A vida não vale nada se você não tem uma boa história para contar.

Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881.

Não é encerrando o teu próximo numa casa de saúde que provarás que tens razão.

Que planeta engraçado! É todo seco, pontudo e salgado. E os homens não têm imaginação. Repetem o que a gente diz...

Certas coisas não precisamos ler. Certas pessoas eram melhor não conhecer. Certos erros precisavam acontecer e certos tombos eram pra ter ensinado a crescer.

A doutrina de Cristo não é uma jurisprudência que, sendo imposta pela violência, pode modificar de imediato a vida dos homens. É um novo conceito de vida mais alto do que o antigo e um novo conceito de vida não pode ser prescrito, precisa ser livremente assimilado. E só pode ser livremente assimilado de duas maneiras: uma interna, espiritual, e outra externa, experimental. Alguns – a minoria – com uma espécie de instinto profético, advinham imediatamente a verdade da doutrina e seguem-na. Outro – a maioria – não chegam à verdade da doutrina e à necessidade de segui-la senão por uma longa senda de erros, experiências e sofrimentos. A maioria da humanidade cristã chegou hoje a esta necessidade de assimilação pela via experimental externa.

Não quero a beleza, quero a identidade.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais.
Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Para amar em paz, a habilidade mais importante não é lembrar, mas esquecer.