Nao Mereco tanto Amor
Colar de Prata
Colar de prata
cai sobre o pescoço
de princípio é um pouco gelado
Mas a pele viva
com seu calor aquece o colar
Ele cai sobre a pele
balança de um lado para o outro
e as vezes quando esta exposto a luz, ele brilha
e quando esta escondido por entre a roupa
ele fica guardado em secreto
De alguma forma se torna algo tão
parte da pele e do corpo
que na sua ausência,
o corpo sente falta do colar
Pois se tornou algo tão cotidiano
que mesmo durante o banho
ele fica pendurado no pescoço
Faça chuva ou faça sol
e não importa qual é a estação
o colar estara sempre pendurado ao pescoço
em movimento sobre o coração
fazendo tic-tac
O som leve do trovão, o céu nublado, talvez a chuva venha. Se assim for, você ficará comigo?
O som leve do trovão. Mesmo que a chuva não venha, ficarei aqui, junto de você.
"A simplicidade, sinceridade e humildade são os ápices da elegância e sofisticação da verdadeira expressão da beleza, encantamento e do viver com dignidade, alegria e gratidão."
Depois de um dia exausto, cheguei em casa, tomei um banho de água quente; quando me despi - junto com as roupas - tirei todos os aprioris, os preconceitos, os estigmas, ali estava eu, genuinamente. Aos poucos, a água quente foi bailando em meu corpo, escorrendo, com ela, iam as impurezas, um pouco de mim, senti-me energizado. Por um momento pude sentir a pureza de está ali sendo eu em uma das mais lindas demonstrações de autenticidade: a nudez, do corpo, da alma. A pureza invadiu um espaço em mim. Nesse encontro de energias, de uma alma fria com uma água quente, houve a fusão de duas forças. Houve um equilíbrio. Chega o momento tênue de fazer as pazes comigo mesmo depois de um dia longo que me roubara. Dessa pureza que agora me encontro, consigo destilar o que ainda não sei nomear. Mas sei que quero sentir. Só sentir.
Quando eu entro em contato com as minhas emoções, afetos e sentimentos, fica mais fácil para eu compreender o outro, para tocar o mundo do outro com delicadeza. É como se, aos poucos, a seara fosse inundando intempestivamente o meu peito cheio de sentimentos soterrados, e que sempre estiveram ali. Quando me permito, deixo transbordar o melhor que há em mim, eu posso ser o que genuinamente sou: um ser humano. Sou feito de afetos e emoções, por vezes, emudeço e silencio-os, mas não por muito tempo. Eles gritam! e, vêm sorrateiramente bradando em meu peito o desejo de voar. De criar conexões. De abrir janelas. De pular muros. De viver intensamente cada emoção. O frio gélido que muito se demonstra, vai se transformando numa labareda cada vez mais quente e presente, diria que afetuosa. Quando entro em contato comigo, me permito viver, me permito sentir, me permito tocar-me para além da imaginação. É coisa de louco! E é dessa loucura que precisamos para nos tornarmos mais humanos: ser congruente com as nossas emoções!
Se você entregar-se assim tão frágil, e fácil, estará ofendendo, grandemente, quem lhe tinha como maior exemplo de força (...).
Não torne-se uma decepção.
Um plano pra salvar, um pacto pra selar
Silêncio no céu
Resgate e salvação encheu seu coração
Ele nem hesitou
No palco do amor, o autor anunciou
A vida e salvação
Tudo que Ele fez foi obedecer
O plano que Deus escreveu
Aprendi que amores vêm, amores vão...
Mas o importante é a gente escolher o que guardar no "potinho" do nosso coração. E que sejam só as coisas boas, os momentos únicos e os sentimentos mais profundos. Porque se for pra transbordar o potinho, que seja só de felicidade.
Nunca ache que você tem o domínio de alguém utilizando o sentimento como arma, pois sentimento é algo inexplicável e chega a ser incompreendido. Ele chega de forma estrondosa e parte como se nunca estivesse existido, e o carinho e afeto que possa ter acontecido em algum determinado momento acaba, se tornando em rancor, em odiosidade.
Às vezes, a vida pega pesado comigo e num ataque de ausência eu me esqueço de quem sou, me perco nos caminhos obscuros de viver, me escondo de mim mesma, numa tentativa quase louca de tentar me encontrar, mas aí chega você e me empresta o teu olhar e é nele que mais uma vez me reconheço, é na luz desses teus olhos tão repletos de doçura que me vejo refletida como pedra preciosa. Você, então, me estende as mãos e me devolve para mim mesma sem saber que eu te pertenço por escolha e devoção.
Monotonia do Tempo
O tempo cura tudo menos a saudade teimosa
Que habita em mim de manhã.
Ele promete esquecer, desaprender,
Mas a ansiedade permanece até o amanhã.
Se o tempo pudesse ocultar
Cada promessa feita e não dita,
O amor seria o fim de uma vida infinita.
Vida essa que era minha e agora é tua,
A tua alma vestida a passear numa cidade nua.
As estrelas sorriem ao ver-te à deriva na rua.
E eu perdida no tempo,
Comtemplo-te, ao admirar cada verso da tua poesia.
Eu imploro-te e prometo,
Que vou amar-te em segredo, nesta pacata noite fria.
Memórias
As memórias aquecem e arrefecem o coração,
São símbolos da tristeza e da paixão.
Há quem as chame de feridas por sarar,
Às vezes doem tanto que até custa respirar.
Afetam as almas puras e sinceras,
Alegram as almas pequenas e severas.
São companheiras da saudade,
Cortam-nos os sonhos e a realidade.
Rasgam os tecidos carnais,
São como cicatrizes fatais.
Fazem alguém chorar e rir,
Prendem-nas no tempo,
Quando alguém as sente, tentam fugir.
Já eu espero que o vento
As leve e nunca as deixe cair.
Madrugada
É na suave escuridão da madrugada,
Que os amores secretos dão tudo ou nada.
São observados pela lua, que guarda para si.
Cada carinho e gesto de amor criado ali.
Escondidos do mundo, se ele souber será um erro.
Pois amar é bom, mas é melhor em segredo.
Noite trás noite tenho sempre o mesmo sonho.
Vejo uma donzela caminhando em minha direção.
Com o semblante sereno e de olhar fixo no horizonte.
Só penso o quão bela ela é, tão bela desde a última vez que a vi.
Nossos caminhos se cruzam mas só há silêncio entre nós.
Mais vez te vejo partir e nem um oi consigo te dar.
Bela e magnifica, aquela que faz meu coração palpitar, a única que me faz sorrir mesmo sabendo que te perdi.
Mesmo sendo um sonho... Não penso no tempo que me resta para despertar.
Menina Mulher...
Mulher, mulher que encanta ao simples respirar
O existir a torna uma estrela a brilhar
Seu leve carinho a faz acariciar
A pele lisa de um coadjuvante a sonhar
Um sonho intenso, um arrepio por dentro
Um afago único um calor ardendo
Ardor de sentimentos explosão de paixão
O amor jamais sentido que enlouquece o coração
Pulsando tons de alegria da vida
Que abre cortinas do espetáculo daquela menina
Menina mulher que do jeito que quer
Hipnotiza, entrelaça da cabeça aos pés
E um leve palpitar, um disparate de controle no ar
A boca seca inicia o eclipse lunar
Os corpos se atraem num espaço a ocupar
Onde dois são um e uma imensidão de amor a pairar.
Pelos caminhos, as trilhas encontram o lobo e lhe mostram o horizone que mandou lhe chamar para uma prosa ter com ele antes do teu uivar na noite que cai também a lhe chamar. Um encontro entre a luz que se apaga e a luz que se acende para desenhar as sombras do lobo como pintura no quadro da natureza por onde nas matas ele passar.
