Nao me Peca pra te Esquecer
"Não falo, só sinto"
Não digo o que sinto,
pois não sei dizer.
Mas sei que é preciso,
porém não consigo.
Sou conhecida como alguém
distante e fria.
Mas não sou assim,
só aparento ser.
Às vezes, gostaria
de ser vista como sou,
não como
acham que sou.
Isso é uma grande
loucura.
"Meu desejo"
Queria ser poeta,
mas poeta não sou.
Pois poeta sabe muito,
e eu aprendo com o tempo.
Sou escritora poética,
penso, sinto, digo e não falo.
Todos os poemas escritos
contêm meus sentimentos.
Escrevo muito
para não falar,
pois o silêncio
é a minha resposta.
Alguns querem reconhecimento,
e eu quero conhecimento.
Muitas palavras
e poucos lábios.
Observo atentamente
antes de dizer uma palavra.
Depois interpreto,
até compreender.
E isso me torna
uma pensadora.
" Cada pessoa é um mundo"
Eu vejo,
você vê.
Eu sinto,
você sente.
Mas não somos iguais,
somos diferentes.
Faço uma escolha,
você toma uma decisão.
Reflito sobre mim,
você reflete — ou não.
Você é um mundo,
eu sou mudo.
Faça acontecer
o que aconteceu.
Há uma razão
para cada solução.
Há um exemplo
para cada explicação.
Há pensamentos
para todos os pensadores.
"Ao te ver, me encontrei"
Quando te vi,
algo em mim despertou.
Não sei quem você é,
mas algo em você
me chamou.
Talvez seja por causa
dos seus olhos castanhos
ou do seu sorriso,
radiante e brilhante.
Não conheço seu mundo,
mas queria fazer parte.
Porém, não faço,
e compreendo.
Esse sentimento
me traz paz.
Por isso me sinto
tão leve.
Penso em você,
imagino você,
desejo você,
mas sei da realidade
e do que acontece nela:
não passamos
de dois estranhos.
A seleção natural não é um modelo moral; transformar sobrevivência em justiça seria confundir descrição com prescrição.
O Lírico Amar
"Não me importa agora
Quem acaricia teus cabelos e
Se desfruta do corpo quente,
Vibrante, que também é vida,
Pois o que a mim fora prometido
Já não mora mais em ti,
Mas a mim pertence e
Comigo está.
Nesta resignação, diante do fato,
Simplesmente lustro-lhe
A lembrança que de minha mente,
Trancafiada nos jardins desta,
Em meio às lindas rosas brancas e vermelhas
Vives harmoniosa para sempre."
Jorge B Silva
"O Lírico Amar" é um mergulho poético na sutil arte da
resignação. Diante do fim e da ausência física, o eu
lírico não escolhe o rancor, mas o acolhimento da
memória. O amor que já não habita o outro éresgatado
e eternizado em um jardim particular da mente, onde
o que foi vivido permanece intocado, belo e harmonioso
para sempre. Um relato delicado e potente sobre o desapego
e a imortalidade dos sentimentos - isto é vida, amor e poesia. Jorge B Silva
Somos em nosso íntimo a nossa essência, e isso não é algo inerente ou puramente abstrato, mas sim algo construído e manifestado.
Ser você mesma é uma das formas mais preciosas de liberdade.
Não há necessidade de aprovação quando se aprende a habitar a própria essência.
Há uma elegância que não se veste, uma beleza que não se imita e um perfume que não se esquece.
É a essência de uma mulher que conhece o próprio valor e jamais precisa revelar todos os seus mistérios.
“Amar Não Foi Minha Culpa”
Há amores que terminam deixando saudade. Outros deixam perguntas.
E talvez as perguntas sejam mais difíceis de carregar, porque a saudade aprende a envelhecer conosco, enquanto uma pergunta sem resposta continua batendo à porta da consciência.
Onde estava a minha culpa?
Foi ter amado demais?
Foi ter chegado sem armadura, colocado o coração sobre a mesa e acreditado que sinceridade seria suficiente?
Porque existe uma estranha crueldade em certos encontros: alguém deseja nossa presença, mas recusa nosso afeto. Quer nossa atenção, mas teme nossa profundidade. Aproxima-se para sentir o calor e depois se afasta quando percebe que o fogo também ilumina aquilo que preferia esconder.
E quem amou fica procurando o próprio crime.
Revira palavras.
Reconstrói noites.
Interroga silêncios.
Procura naquela página branca da memória alguma frase que explique por que aquilo que parecia tão inteiro acabou deixando apenas espaços vazios.
Mas amar profundamente não deveria ser uma confissão de culpa.
O erro talvez não esteja na intensidade do sentimento, mas na ilusão de que todo amor oferecido encontrará do outro lado alguém disposto a recebê-lo com a mesma coragem.
Podemos entregar o corpo sem entregar a alma.
Podemos dividir uma cama sem dividir a verdade.
Podemos pronunciar palavras de amor enquanto escondemos de nós mesmos aquilo que realmente sentimos.
É por isso que a intimidade mais difícil não acontece quando dois corpos se aproximam. Acontece quando duas pessoas conseguem permanecer diante uma da outra sem máscaras.
E poucos suportam essa nudez.
Há quem prefira perder um grande amor a ser obrigado a olhar profundamente para si mesmo.
Então chega o dia em que precisamos parar de perguntar apenas por que alguém foi embora e começar a perguntar quem nos tornamos tentando fazê-lo ficar.
Talvez seja aí que a dor comece a se transformar em consciência.
Não quero uma verdade confortável.
Quero a verdade inteira.
Mesmo que doa.
Mesmo que destrua aquilo em que acreditei.
Mesmo que me obrigue a atravessar sozinho lugares que imaginei atravessar acompanhado.
Porque uma mentira pode oferecer abrigo por algum tempo, mas somente a verdade nos devolve a nós mesmos.
Por isso, se um dia você me mostrar onde ela está, eu caminharei em sua direção.
Não porque ainda espere recuperar aquilo que perdemos, mas porque compreendi que há algo maior do que permanecer ao lado de alguém:
permanecer inteiro diante de si mesmo.
E se ainda me perguntarem onde esteve minha culpa, talvez finalmente eu saiba responder.
Minha culpa não foi amar.
Talvez tenha sido acreditar que amar com todo o coração obrigaria outro coração a fazer o mesmo.
E essa é uma das verdades mais difíceis da existência:
o amor pode ser inteiro dentro de nós e, ainda assim, não ser suficiente para fazer duas pessoas permanecerem.
Toda sociedade contemporânea, hoje está muito doente quando não tem paciência, perspicácia, sagacidade e reflexão para entender o comportamento autista de alguns privilegiados escolhidos pela vida. A mesmice, por si só tornou se um padrão mais fácil e a taxação de anomalia comportamental em uma solução errônea e mais rápida.
Os nativos brasileiros devem ser chamados de nações de povos originais, e não indígenas por que na língua portuguesa, este prefixo in é pejorativo como exemplo a palavra indigente.
Este lugar que não foi descoberto em 1500 pelos portugueses e sim ocupado, por que não se descobre um lugar que já era habitado e sim se ocupa, antes de 1500 já tinha sido dividido pelo Tratado de Tordesilhas, e a parte da coroa portuguesa se chamava na língua original Pindorama.
O tempo de cada um nesta dimensão está predeterminado. Sendo assim, não podemos acrescentar dias em nossa breve existência mas podemos sim, por generosidade e gratidão acrescentarmos dias felizes, mais suaves e amorosos, a vida de muitos irmãos de jornada que encontramos orfaos pelos caminhos.
