Nao me Peca pra te Esquecer
Um Estado de Direito não se mede pela quantidade de leis que possui, mas pela quantidade de poder que consegue conter.
Cristão não se desculpa por qualquer coisa: ele corrige suas falhas, pede perdão e age como padrão dos fiéis.
Todo regime autoritário deseja uma Justiça que saiba interpretar a lei, mas não saiba interpretá-lo.
A primeira vítima de um Direito subordinado ao poder não é a liberdade: é a confiança na própria ideia de justiça.
A SABEDORIA DE NÃO DISCUTIR COM O PASSADO
Há batalhas que só terminam quando decidimos não comparecer mais a elas. Talvez uma das mais difíceis seja aquela que travamos contra o passado, esse território imóvel onde nada pode ser acrescentado, retirado ou corrigido. Passamos anos perguntando por que não aconteceu como desejávamos, por que alguém partiu, por que um amor não permaneceu, por que determinada escolha nos levou justamente ao caminho que queríamos evitar. E, enquanto interrogamos aquilo que já não pode responder, esquecemos que a vida continua nos fazendo perguntas sobre o amanhã.
O tempo, porém, possui uma sabedoria silenciosa: ele não apaga necessariamente as dores, mas muda o lugar onde elas habitam dentro de nós. Aquilo que ontem era ferida pode tornar-se memória; aquilo que parecia fracasso pode revelar-se aprendizado; aquilo que julgávamos ser o fim pode ter sido apenas uma curva que ainda não conseguíamos compreender. Por isso, gratidão não significa agradecer por tudo o que nos feriu. Significa reconhecer que, apesar de tudo, atravessamos. Continuamos aqui. E há uma dignidade imensa em continuar. Chega um momento em que precisamos devolver ao passado aquilo que pertence ao passado. Não porque esquecemos, mas porque aprendemos. Não porque deixou de importar, mas porque já cumpriu sua parte em nossa história. Então alguma coisa dentro de nós se torna mais leve. Descobrimos que não precisamos compreender todos os mistérios para continuar caminhando. Algumas respostas talvez nunca cheguem, e ainda assim o sol continuará entrando pela janela, haverá uma manhã esperando por nós e algum sonho ainda desconhecido poderá nascer onde pensávamos que nada mais floresceria. Talvez esperança seja exatamente isso: olhar para tudo aquilo que não aconteceu como queríamos e, mesmo assim, não perder a curiosidade pelo que ainda pode acontecer. Porque o passado escreveu algumas páginas de nossa existência, mas jamais recebeu o direito de escrever sozinho o último capítulo. Enquanto houver amanhã, a vida ainda terá uma palavra a dizer.
São tantos questionamentos... É a minha natureza. Inúmeros conceitos humanos não fazem tanto sentido assim. O mundo é infinitamente mais do que a nossa vida passageira. Gostamos de definir, nomear acontecimentos, forças que já existe. Não estou menosprezando a humanidade, apenas cito o quanto somos frágeis e fugidios. E isso, de certa forma, é como uma poesia.
Acho que não fomos feitos para a compreensão mais vasta das coisas; fomos, ao contrário, moldados para algum fim que desconheço. E para ser sincero, nem teria capacidade de entender. Aí para evitar o desequilíbrio mental, acabo me satisfazendo com bem pouco, mas é o que suporto refletir.
O sistema FÉ, que implica no crê e no não crê, tem vários níveis na mente humana: fé positiva e ativa, fé negativa e passiva e fé neutra. Penso que a Fé em si, mas em nós, jamais é ludibriada. Ela conhece o nível da nossa crença, em qualquer elemento q focamos, tanto no físico qto no metafísico. F. Meirinho
"Dois Mundos...
"Não te esqueça que vivo
No silêncio que me toma
Meu universo é só meu
E você, o sonho que aconteceu
Uma presença amada
Que me abriu horizontes
Que não trás a ansiedades
Dos aventureiros viajantes
Me tirando das mesmices
Que as rotinas de meus dias
Vindos e se apresentando sem modéstia
Vezes em tristezas... ou alegrias
Ser mouco não é nenhum castigo
Não machuca e nem altera realidades
Trás quereres e desejos de viver
Pois é no silêncio que ouço tuas verdades
O Tempo e a Realidade...
O tempo não me foi um bom conselheiro
Sequer companheiro fiel
Não baniu lembranças de dores
Não suprimiu gostos de fel
Não curou férreas feridas
Nem estancou saneamento
Teimosos e incessantes
Que emudeceram minh'alma
O tempo não fez sumir cicatrizes
Restadas das batalhas insanas
Nas noites de razões equivocadas
Fiadas em falas de um frágil amor
O tempo, converteu minutos em dias
Que trouxeram brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Nos segredos de flor desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Segredos de Cais...
O tempo é um bom conselheiro
Cuida de ser um companheiro fiel
Não bane boas lembranças
Suprime, sem temor, gostos de fel
Cura e cicatriza férreas feridas
Nem se manifesta ante o pranto
Que requer rolar, mesmo que incessante
Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem
O tempo não faz sumir cicatrizes
Restadas de batalhas insanas
Nas noites de razões que resgata
Fiando em falas de amores febris
O tempo, converteu minutos em dias
Rasgando brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
"Esquecimento...
Não foi fácil... e nem é a caminhada
É menos sofrida se não estamos Só
Ao contrário, chega a ser divertida
E nessa passada, jamais esquecida
Esquecimento... ah, quanto é comum
Reli minha trajetória, visitei momentos
Cada um deles, me dei conta
Que alegrias demitiam incertezas
Um amigo aqui, outro acolá
Uma música brotava como flor
Uma poesia nascia, quase sempre
De um oceano profundo de dor
Fiei ter amigos... muitos amigos
Ou pelo menos acreditava tê-los
Alguns, presentes numa estrada
Que se nem contava a extensão
Outros, num desequilíbrio imenso
Nunca me ative a tal "detalhe"
Afinal, poucos se interessaram
A saber, em verdade, quem sou
E quem sou?
Um homem que toma decisões
Certas, equivocadas, voláteis
Mas, que favorecem o bem
Muitos deles de bom coração
Outros, desconhecem tal sentimento
Mas, nada disso importa... não mais!
Pois já não vigora reciprocidade e gratidão
Se continuarmos a escolher a maldade como linguagem diária e a traição como costume, não sobrará nada além de ruínas e almas vazias vagando na escuridão que nós mesmos criamos.
O espelho da humanidade já não reflete o amor que nos foi dado, mas sim a frieza de olhares que só sabem desejar o mal e maquinar a ruína do próximo.
Se não houver um retorno urgente à luz e aos caminhos de Deus, continuaremos a definhar na escuridão dessa violência desenfreada que nos consome por inteiro.
