Nao me Peca pra te Esquecer
Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz.
Esquecer-te?
Esquecer-te? Se sonhar à noite e contemplar-te durante o dia;
Se toda a louca e profunda devoção que o coração do poeta dedicaria;
Se as preces ditas em teu favor ao poder que o Céu tem de proteger;
Se pensamentos alados a mil por hora que a ti vão ver;
Se devaneios te misturam ao que está por vir na minha vida...
Se isto chamas de esquecimento, tu, de fato, serás esquecida!
Esquecer-te? Que os pássaros da floresta esqueçam sua doce melodia;
Esquecer-te? Que o mar, sob a lua, esqueça das ondas a sincronia;
Que as flores sedentas se esqueçam de beber o orvalho refrescante;
Tu mesmo te esqueças de tua terra adorada, e seus montes deslumbrantes.
Esqueces cada rosto, velho conhecido, cada ocasião tão querida...
Quando estas coisas forem por ti abandonadas, tu serás esquecidas!
Guardas, se quiseres, tua paz virgem, sempre calma e despreocupada,
Não permita Deus que tua alma feliz por minha causa se veja desolada;
No entanto, enquanto essa alma é livre, ah! que a minha não saia a vagar.
E, sim, que alimente a fé humilde e a capacidade tolerante de amar;
Se estas, por anos resguardadas, no fim não me tiverem valia...
Então me esqueças; mas não acrediteis jamais que tu podes ser esquecida!
Permita-se esquecer de pentear o cabelo, de passar batom e até de calçar os sapatos, mas nunca esqueça-se de sorrir. E não faça deste, só mais um simples movimentar dos lábios, desvencilhe-se dos sorrisos vazios.
Sorria com a alma, com os olhos e com o coração!
A vida nos apresenta pessoas que nunca vimos mais que aprendemos a gostar pra nunca mais esquecer, Você é uma dessas pessoas que a vida me apresentou e que jamais esquecerei...
O caminho da verdade exige um esquecimento: é preciso esquecer-se do aprendido, a fim de se poder lembrar daquilo
que o conhecimento enterrou.
Quem dera eu aprendesse a viver cada dia como se fosse o último. O último pra esquecer tolices. O último para ignorar o que, no fim das contas, não tem a menor importância. O último para rir até o coração dançar. O último para chorar toda dor que não transbordou e virou nódoa no tecido da vida. O último para deixar o coração aprontar todas as artes que quiser. O último para ser útil em toda circunstância que me for possível. O último para não deixar o tempo escoar inutilmente entre os dedos das horas.
Você persegue toda a liberdade que o mundo já sonhou oferecer. Tentar sorris quando quer esquecer. Repete seus sentimentos sem ter o que agradecer.
Permita-se transbordar o copo da afeição. Permita-se esquecer o que te atrasa. Permita-se confiar. Permita-se começar sem pensar no trágico fim. Permita-se demonstrar carinho e laços de afeto. Permita-se ser livre. Livre de qualquer coisa que não lhe deixe enfim, permitir.
Era apenas uma vontade de ir embora, esquecer do tempo, das pessoas, correr o mundo por dentro, inundar-se de silêncio e descansar aquelas raízes vermelhas que insistem em pulsar dentro da mente.
Procuro evitar comparações
Entre flores e declarações
Eu tento te esquecer
A minha vida continua
Mas é certo que eu seria sempre sua
Quem pode me entender
Depois de você, os outros são os outros e só
Deixa-me deitar no teu colo, deixa-me esquecer o mundo. Sê comigo para sempre um só, nem que para sempre seja um segundo.
Se a memória simula esquecer os mortos, o amor, albergado no coração e sempre à espreita, a qualquer sinal açoita quem sobrevive às lembranças.
