Nao me Peca pra te Esquecer
Todo o meu respeito
devoto às mulinhas
do nosso Brasil,
Só não quero que você
seja como o vaqueiro
da Mulinha de Ouro;
Eu sou feita de poesia,
cuide do meu coração
como o teu tesouro,
Se o teu amor não
for impoluto como
o quê eu tenho para te dar,
Continuo a escrever
poemas e ver o cortejo passar.
Saúdo a Cabaceira porque
sem ela não há cabaça
para o Samba de Cumbuca,
Sem Samba de Cumbuca
eu não escuto você cantar,
E ficar sem te ouvir cantar
é a mesma coisa que deixar
de ler poesias por todo o lugar.
Quem se mete
com os protegidos
do Nego D'Água,
do Minhocão do Pari
e do Pé-de-Garrafa
não sabe a ideia
que está arrumando,
Não ignore o quê
estou te avisando,
Depois não diga
que não te avisei.
Não que eu não saiba
ou não queira amar,
Eu quero amar,
e no amor de verdade
não vou deixar de acreditar.
É que o meu coração
foi bastante bagunçado
sem eu ter procurado,
E chegou a hora que
não posso mais me dar
o desfrute de errar.
Aos bacamarteiros peço
de coração a boa mira,
a intervenção com saudação,
a dança, a oração e a canção.
Espero que até São João
o amor eu encontre
ou ele venha me encontrar,
E que os bacamarteiros
me acompanhem
para desta vez o alvo eu acertar.
Você está ouvindo
o quê eu ouvi?
Você ouviu e viu
o quê ouvi e não vi?
É o Comendador
da casa das 365
janelas andando por aí.
Não toque na reputação
alheia de jeito nenhum,
e não mexa naquilo que não é seu.
Você foi dançar
com os seus amigos
o Coco de Praia,
a mulherada não
ficou sossegada,
e de surpresa
juntas resolvemos
para que o coração
de cada um não
se distraia mudar
a nossa direção,
sarandear as saias
e dançar o Coco do Sertão.
Os teus dias não têm sido
mais os mesmos,
Os teus olhos brilham
quando você ouve
o meu nome,
Por mim você está
a cada dia mais derretido
e anda muito mais romântico.
Eu sei que você quer
me convidar para dançar
na roda o Curitibano contigo,
no teu bolso sei que guarda
com amor um versinho,
e quando a minha cintura
você apertar não
vai querer outro abrigo.
Tudo aquilo que rompe o respeito mútuo e o afeto com a nossa Pátria não serve para nós. Pensar em paz, falar em paz, agir em paz e agir com paz.
Existem pessoas que acham
que até nas leis da Natureza
podem mandar,
Que a vida alheia não
devem respeitar
e por onde passam o que veem
na frente vivem para estragar.
Este tipo de gente o Barba Ruiva,
a Cabra Cabriola, o Cabeça de Cuia
e o Papa-Figo podem
nos fazer o favor de carregar:
(Porque gente assim nunca irá fazer falta porque a civilização
para elas nunca será o real lugar).
Eis poesia que abençoa e que
também é capaz de amaldiçoar,
Quem procura acha,
e depois da vida não pode reclamar.
A verdade foi feita para falar
e cada um se coloque no seu lugar.
As lendas existem também para educar os adultos que estão a teimar.
Você não precisa me afrontar
com a sua microbiografia,
e até querer impôr a quantidade
de versos para me ensinar
que os teus poemas são
mais poemas do que os meus.
Escrevo sem compromisso,
sem data, sem hora marcada
e sem querer chegar a algum lugar,
se escrevo poema ou poesia
só saberei quando a travessia acabar.
Escrevo porque escrevo
se sou poeta ou não,
o problema é somente meu,
e não é o seu assédio poético
que vai me determinar ou obrigar
a ler o quê não me interesso.
A minha Língua é muito
bem usada porque a uso
para cuidar da minha própria vida,
defender a herança Pátria
e ser solidária com quem precisa.
Resolvi escutar
a Lia de Itamaracá,
Enquanto olhava
as estrelas a cirandar
e comigo você não está,
Como estratégia
de forma que nem
mesmo você perceba;
Optei ser sorrateira
e te coloquei entre
os meus poemas
até o dia que decida
comigo encontrar,
juntos estrelar
e o amor aceitar.
A estação é a estação
poética de Tupã,
Se há alguém que se
sinta Jurupari na vida,
Não vou permitir
que nos atinja,
Fiz a nossa bebida
com os frutos
dos olhos de Cauê,
Agora só falta você
na minha vida,
e eu na sua
para a viver a delícia
que por dentro
pede que seja partilha.
É óbvio que te quero
deliciado, e como quero!
Dá para perceber
que entre nós não tem
nenhum mistério;
Se você está certo
de ser meu, que venha!
Desde que você venha
e me leve com o respeito
de um Samba de Gafieira,
Sejamos um para o outro
como um amoroso poema,
E quando estivermos juntos
desliguemos os telefones
para que do mundo a gente
se esqueça e a paixão nos aqueça.
As lágrimas de Iaçã
pela dor que não
tem reparação foram
notadas por Tupã,
Ele a levou para perto
d'Ele e para a tribo
trouxe a solução.
Tupã e Iaçã olham
e protegem a todos
o tempo todo,
Chorar não seja mais
permitido aos filhos
desta nossa Nação.
(Quando faltar doçura,
não pode faltar
a recordação que uma
tigela de Açaí sempre
faz bem ao coração).
A minha presença
coloca o seu peito
para batucar bonito,
Ainda não é nem
noite de Lua Cheia,
Você me inspira
como um poema;
Vou colocar na tua
mesa um Tacacá
que com certeza
fará que de mim
não se esqueça,
e morarei na sua cabeça.
Meu Uirapuru bonito
que com seu canto tem
feito o meu coração
todos os dias rendido,
Não há ninguém que
se compare contigo,
Por premonição
vejo você comigo.
Ovelha da Poesia
Com Rita eu sorria,
sem a nossa Rita
não há mais alegria;
Santa Rita rogai por
esta ovelha da poesia.
In Memoriam a genial Rita Lee.
Não vamos entrar na pilha de nervos dos outros. Fortalecemos todos os dias a nossa estabilidade e a nossa paz interior.
Ainda não é época
do Pastoril,
Nos teus olhos vejo
todo o folguedo
reunido de uma vez,
Te levo em segredo
por preservação,
O meu desejo mesmo
era ser a brincante
entre as suas mãos.
