Nao me Peca pra te Esquecer
Os que se vestem com o Manto da Consciência não se descuidam, nem ousam negociar a Sagrada Liberdade de Pensar por conta própria.
Há uma só verdade: enquanto muitos não compram a Bravura que os Arrogantes e Covardes tentam vender, muitos ainda se recusam a pensar com a própria cabeça.
Não há sussurro mais bonito e charmoso que o da Sabedoria entre os berros dos Cheios de Certezas tentando silenciar os Cheios de Dúvidas.
Talvez não haja forma mais nojenta — e covarde — de se lançar numa guerra do que se calar a pretexto de pacificação.
Quem não se curva aos Caprichos dos Apaixonados — não precisa Mendigar Respeito de quem confunde Arrogância com Bravura, Autoritarismo com Autoridade e Bajulação com Admiração.
Não há um livre sequer, pois ninguém é tão livre ao ponto de não querer estar preso àquele que o libertou.
Se não tivéssemos esperado a instrumentalização das redes sociais e da igreja para nos interessarmos por política — talvez não tivéssemos tropeçado tão feio no golpe medonho da polarização.
Se não tivéssemos tropeçado na desgraça da espera pela instrumentalização das redes sociais e das igrejas, para nos interessarmos por política — talvez os influencers não a tivessem transformado nesse medonho reality show.
Dia dos Pais!
Perguntas?
Muito mais que respostas!?!
E definitivamente, não dá para fugir das responsabilidades cobradas pela paternidade.
Embora, infeliz e descaradamente, muitos o fazem!
Sem modéstia e sem medo, me atrevo a dizer que a criança que eu era — e que, graças a Deus, ainda vive em mim — gostaria de ter o pai que sempre tentei ser.
Mas tem uma pergunta que deve ser para os que oportunizam a Graça da paternidade — os Filhos.
O Pai de vocês tem ajudado ou dificultado às pessoas que vocês estão se tornando?
Celebro o teu beijo
em cada rincão
do meu corpo
eis o meu segredo.
Não sei se és
minha realidade,
no fundo sinto
que já sou
a tal chama
que em ti arde.
Sou a confiança
de uma criança
que pede por ti
para não temer
a noite escura.
Orgulho solene
de me sentir
erótica, quente
e rica como
uma divindade
por ter feito
você satisfeito
adormecer entre
os meus braços.
Como não havia
encontrado
a palavra certa
para explicar
muito além
da liberdade,
Fui versando
sobre as nuvens
eletrizantes
da tempestade.
Chegou a hora
de contar o porquê
de tanta poesia:
a vida é capaz
com o pincel
da ironia pintar
as paralelas,
essa é a realidade
da História do Brasil
e da Venezuela,
não há como ser
indiferente e se calar.
Como uma praga
que devasta
uma lavoura,
O assunto é
mais grave
do que se imagina,
não sei o quê
será do destino
do continente,
ninguém tem
compaixão
do destino
da nossa gente,
que a verdade
seja dita:
não nos ensinaram
a nos amar,
e a nos fazermos admirar,
pedir pela libertação
da tropa já virou rotina.
Não é preciso
inventar história
para ter o quê para
o mundo escrever,
basta ter um
bom ouvido e falar.
A poesia da noite
também pertence
aos observadores
da cena que veem
a democracia desmaiada,
as lideranças retraídas
e a prisão a cada dia
com muros mais altos,
portas e janelas fechadas.
Não é possível que
não haja uma saída,
a justiça é um poder,
mas não uma ilha,
não me permito
acreditar na desdita.
Aguardo por
você onde
a consequência
não se esgota,
e a paciência
também não,
Se quiser te dou
o meu sobrenome,
Não vais morrer
nunca de frio
e nem de fome.
Porque já tens
endereço fixo
no meu coração,
mesmo sem
os olhos terem
te visto,
O amor é
a explicação.
Aguardo por
você porque
de ti eu sei
que eu sou
o quê te faz
contente,
e de ti não vou;
pois a gente
se merece
e se pertence.
Agradeço
a vida
ter me jogado
no chão para
que eu não
nunca
mais tenha
forças
para correr
atrás de quem
não me merece,
não merecia,
não mereceu
e jamais há
de merecerá.
A ironia da vida,
e giro do mundo,
acabam unindo
o inimaginável
e o impossível:
o encaixe perfeito,
creio que na vida
tudo tem jeito,
e a nossa hora
vai chegar;
e o destino sempre
acaba brindando
quem no amor crê,
e recusa jamais
deixar de buscar.
Aos que jogam
com o amor
e com ele
se portam
mentirosos,
levianos,
ambiciosos
e injustos,
não preciso lançar
nenhuma maldição:
o destino é preciso
em devolver
a cada um
a compensação.
