Nao me Peca pra te Esquecer
Ah o amor...
Que tanto constrói
Que liberta a alma,
Que não pede perdão,
Mas que tira a calma
E tanto dói!
Milagre ou maldição?
Pura ilusão!
Mas se sente o calor
Quer mesmo saber?
Melhor morrer de amor,
Do quem sem ele viver.
Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Mas não vou ser na vida de nenhum homem, mulher de uma só noite.
Ana Lívia Lava-boca
A roupa, ela não lava;
O lixo, ela não leva;
Ordem, ela não louva;
Granfina, usa luva!
Todo dia, ela quer love!
Ainda morro, Ana Lívia!
Então eu bebo e fico leve!
Outro beijo, mais um suspiro
Não resisto, já deliro
Em tua cama, me atiro
E com os demônios conspiro.
Nem penso, mal respiro,
Eu giro, viro e transpiro,
Mil e um pudores, eu firo
É assim que em teus braços, eu piro
Me sorve, me suga doce vampiro!
(Eu giro)
Asa morena
Vem e me abraça!
A dor é pequena,
Mas constante, não passa!
O passado condena,
A alma estilhaça...
Felicidade, me acena,
Me enche de graça...
Um frame,
Um ditame ...
Não gosta?
Não reclame!
Mas não encosta!
Passe adiante,
Sem resposta!
Mas se gosta,
Deite confiante
Nesse enxame.
Inflame!
Se esparrame
E ame!
(frAME)
Três batidas na madeira
pra isolar mau-olhado,
pra segurar namorado...
Não olhe assim de esguelha,
É uma antiga brincadeira!
- De gente supersticiosa!
De gente medrosa!
Não, é de gente romântica!
- Gente imatura!
Depende da semântica.
Melhor ser feliz ou ser madura?
(doce imaturIDADE)
Marinheiro, marinheiro
Coloca teu barco no mar,
Já é tarde, vai ligeiro
Não deixes a alma encalhar
Leva aquele pote de cinzas
Pra na correnteza, esvaziar
O passado é um fantasma
Que faz o barco afundar
Mas que te sirva de carranca
Para o mau agouro afugentar
Segue o curso, solta a âncora
As ondas saúdam tua partida
Livra a farda da cânfora
Esquece o porto suicida
Ouve o canto da sereia
E te apaixona na lua cheia
(Segue o Mar)
Moça
Que não almoça
Não faças troça
Do meu amor
Ouça
Meu chamado endossa
Venha e destroça
A minha dor
Moça
Que no meu corpo se enrosca
E de minh'alma se apossa
És meu anjo pecador
Verso rico de rima pobre
Amar
É deixar
Partir
Pra não ferir
É querer prender
Mas decidir
A hora de parar
Pra libertar
É saber que prender
Sem ter
Nada pra oferecer
É o mesmo que matar
Amar
É deixar ir
Sem deixar de sonhar
Com o amanhecer
Do dia de reencontrar
Todo dia, quando o sol nasce
É essa agonia, esse impasse!
E não há jeito, nem disfarce,
É na poesia, o nosso enlace,
Uma conversa de almas, face a face...
Pois que nos salve ou nos desgrace!
(Disse a Lua para o Sol)
Perguntaram a um famoso poeta se ele não seria antiético por publicar os poemas dedicados a todas as ex-namoradas num mesmo livro. Ao que ele respondeu: É o mesmo livro, não a mesma cama!
Como o anjo poderia saber
que ela havia vendido a alma ao Diabo,
se não lhe via os olhos?
Mas não deveria sentir,
com sua sensibilidade de anjo
que algo estava errado?
É que até os anjos,
tem os sentidos avariados,
quando estão apaixonados!
Que o anjo aprenda
a não se meter com feiticeira
por mais que seja faceira!
(Anjo encegueirado)
- Escuta fulano...
- Não escuto! Estou noutro meridiano!
- Foi tudo um ledo engano!
- Nada! Era o teu plano! Pensei que fosse o teu dono!
- Um erro! Que pensamento insano!
- Pois teu coração que é desumano!
- A verdade é que não se assenta o cigano! Foste tu o leviano!
- Mas deixa estar, já sei do beltrano!
- Vês tudo do teu jeito, não tens tutano!
- Querida, em amor, sou veterano!
- Oh! O puritano. Escuta fulano... houve o som do meu piano... sou eu que mais amo e amo e amo.
(Urbanpiano)
