Nao me Peca pra te Esquecer
Amizade
Uma vez, alguém me disse que eu não poderia ser amiga de A ou B porque mal os conhecia, que amizade exigia tempo para construir confiança. Mas, será mesmo que o tempo é o único critério para definir a profundidade de uma conexão? Eu acredito que não.
A verdadeira amizade nasce na afinidade, naquele instante em que duas almas se reconhecem, mesmo sem nunca terem se visto antes. Às vezes, tudo o que precisamos é de uma conversa para sentir que encontramos alguém que nos entende sem precisar de explicações. O tempo pode fortalecer laços, mas não é ele quem determina sua essência. Há relações que duram anos sem nunca se aprofundarem, enquanto outras, em poucos dias, se tornam refúgios seguros.
O que realmente constrói uma amizade é o cuidado espontâneo, o afeto sincero, o respeito que não precisa ser cobrado, o carinho que se sente até no silêncio. Não é sobre estar juntos o tempo todo, mas sobre estar presente de verdade quando se está. É sobre querer a companhia do outro não por conveniência, mas por conexão genuína.
E quando isso acontece, não há máscaras, não há barreiras. A pessoa se senta ao seu lado sem precisar se armar, sem medo de expor suas fragilidades, seus sonhos, seus receios. Ela confia em você como se sempre tivesse feito parte da sua vida. E, por mais incrível que pareça, isso não leva tempo para acontecer. No meu caso, bastou uma semana para perceber que já éramo … muito mais do que conhecidos, muito mais do que meros companheiros de momentos. Éramos almas que, por alguma razão inexplicável, se encontraram e se escolheram. Sem precisar de provas, sem precisar de justificativas, apenas sentindo que ali, na presença um do outro, havia um lugar seguro.
A amizade verdadeira não precisa de décadas para ser real, porque ela não se mede em anos, mas sim na intensidade dos gestos, na verdade das palavras e no conforto do silêncio compartilhado. Há quem passe a vida inteira cercado de pessoas e nunca experimente esse tipo de conexão. Mas, quando ela acontece, não importa se foi em uma semana, em um dia ou em uma hora. O que importa é que aconteceu.
E assim, sem perceber, nos tornamos parte um do outro. Rimos até a barriga doer, choramos sem precisar esconder as lágrimas, dividimos angústias e conquistas, nos apoiamos sem questionar. Em pouco tempo, construímos algo que muitos não constroem em uma vida inteira: uma amizade que não pede explicações, que não exige perfeição, mas que se fortalece na verdade e na entrega.
Então, não, a amizade não é uma questão de tempo. É uma questão de conexão, de entrega, de sentir-se em casa no coração do outro. E isso, quando acontece, é para sempre.
O mundo é miserável para aqueles que não acreditam em Deus ou no sagrado. Pior ainda é quando julgam que o bem para o ser humano é não acreditar em Deus ou na Bíblia. Não há nada melhor para a humanidade do que amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Esse é o resumo e a essência de Deus e da Bíblia. Acreditar nesse mandamento e acreditar que Deus o disse, de fato, tornaria o mundo um lugar de relacionamentos perfeitos entre os homens. Quem se julga sábio e perspicaz, na verdade, é o maior tolo entre os homens.
Amizade
... "A amizade não é uma questão de tempo. É uma questão de conexão, de entrega, de sentir-se em casa no coração do outro. E isso, quando acontece, é para sempre".
Quem lidera a si mesmo, pode ter Deus como líder. Quem não age, coloca a culpa em Deus. Escravo não tem líder, só mentes livres o tem. A liderança de si produz determinação e resiliência!
O problema hoje não está atrelado a geração, mas sim nas atitudes do ser humano em geral, o que antes era óbvio hoje precisa ser discutido, o que era obrigação hoje se tornou diferencial...hoje tudo pode ser qualquer coisa, mas nunca é o que deveria ser.
Se alguém diz que ama a si mesmo,
Mas não consegue amar a outra pessoa,
Isso não é amor, é egoísmo.
O Saber Não Grita
Não fales alto,
se o que tens no peito
é só o eco do vazio.
O que gritas
são móveis partidos
de um sótão esquecido,
falsas certezas
com cheiro a mofo.
Prefiro o silêncio
do que leu e guardou,
não para vencer a discussão,
mas para entender o mundo.
Há em cada estante
um tempo escolhido
para não responder,
para ser livre
da necessidade de ter razão.
Não te imponhas:
quem precisa de gritar
já perdeu.
Ser é deixar estar.
Pensar é não temer
o que não se diz.
Amargo é o gosto que se sente
Quando quando a gente
Não sabe amar.
Amarga é a pessoa
Que um dia veio a me amargurar.
Oração de um pai que não crê
Eu não acredito em Deus.
Não consigo. Não vejo necessidade, nem presença.
O mundo, pra mim, se explica por outros caminhos — razão, ciência, acaso talvez.
Mas mesmo sem fé, todas as noites, me ajoelho ao lado da cama dos meus filhos e oro.
Não oro por mim.
Não peço nada pra mim.
Minha oração é por eles.
É por amor — só amor.
Porque quando estou com eles, abraçado, sentindo o calor pequeno e infinito desses corpos que nasceram de mim e que hoje são meu mundo, eu percebo uma coisa estranha:
Não acredito em Deus, mas desejo que Ele exista…
Nem que seja só pra cuidar deles.
É contraditório? Talvez.
Mas o amor de um pai não precisa ser lógico.
Ele é visceral, instintivo, manso e feroz ao mesmo tempo.
E então eu falo com Deus.
Falo mesmo não crendo.
Peço: cuida deles.
Peço: livra-os do mal.
Peço: que eles cresçam fortes, felizes, bons.
Agradeço também — por cada risada, por cada abraço, por esse instante sagrado que é vê-los dormindo em paz.
Não faço isso escondido.
Não é um ritual meu.
Faço com eles, por eles.
Eles acreditam, a mãe deles também.
E eu não quero roubar deles esse mundo invisível que tantas vezes conforta.
Não oro por fé.
Oro por amor.
E talvez, só talvez, esse amor que sinto seja a coisa mais próxima de Deus que eu jamais vou tocar.
Uma comunidade digital não se forma por intenção ou desejo raso —
ela é expressão da força de uma visão de mundo que, percebida e aceita, tende a tornar-se crença.
Assim, não se diz ao descrente: vai e salta.
Pois sem vislumbre do chão, o salto não é fé, mas loucura.
E a fé não nasce do escuro absoluto, mas do contraste simbólico de um chão possível,
que, mesmo invisível aos olhos, já pulsa, silenciosamente, na alma.
Volta, tempo
Volta, tempo, você não me esperou,
E eu fiquei para trás.
O tempo se foi,
E eu ainda estou aqui.
Mas tempo, volta aqui… ou não…
Então, ao menos, tenha a decência
De me devolver
O que, com o tempo, eu perdi.
Tempo… você levou
O que havia de mais importante em mim.
Levou ela,
E eu fiquei sozinha aqui.
Entre o passado e o presente,
Eu tento encontrar,
Mas o que mais me assola
É o futuro…
Porque sei que lá, ela não está.
De quem é a culpa?
Dela?
Ou do tempo,
Que se perdeu de mim
E sumiu com ela?
Agora, no vago do meu ser,
Em meio ao meu tempo,
Eu busco o pouco que há em mim dela.
Dela, só resta o passado.
Nem o presente eu tenho mais.
E a culpa…
A culpa é do tempo,
Que me levou
E deixou ela para trás.
Ela…
A razão do meu espaço-tempo.
Quem é ela?
A melodia e a canção
Que tocava na minha pequena
E antiga passarela.
Traz de volta ela, tempo…
Porque sem ela,
O passado vira lembrança,
O presente vira luto,
E o futuro…
Não se encontra.
