Nao me Peca pra te Esquecer

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Rubens Alves dizia que nao haveria borboletas se a vida
nao passasse por grandes metaformoses. Assim somos nos,
euqaunto nao passarmos por grandes mudanças e nao estivermos abertos para essas mudanças, a nossa vida sera sempre a mesma coisa - monotona e sem sentido. Temos que abandonar
o medo, o velho e romper com o mundo da escuridao, ousando e nos proporcionando essa longa metaformose. (Priscilla Rodighiero)

Aceitação sim, como o remédio, mas não submissão e sim resolução de seguir em frente com fé e esperança deixando para trás a condição infeliz.

Simplesmente não posso ir sem saber para onde.

Eu sou a luz que veio ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

Se quiser fazer algo por mim
Faça um verso sereno
E que ele me leve
Não somente até o céu, mas perto das estrelas.

Rosa de Saron
Velhos outonos

Me diga uma coisa nesse mundo que não seja negociável.

Eu não quero que gostem de mim, até porque eu não me suporto. Só acho que respeito não mata. O que mata mesmo é que enquanto você tenta me humilhar, você mal percebe que ao seu lado é que estão as verdadeiras cobras, esperando por seu momento de fraqueza...

Nós, latino-americanos

Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai. Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.

Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo braço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome. Somos todos irmãos
não porque seja o mesmo sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.

Abelhas na Barriga

Meu estômago não tem borboletas,
são apenas flores.
Cheias cheias de abelhas.
Agulhas que me causam dores.

Ansiedade?
Talvez medo dessa ferocidade!
Essa idade suficiente para perder beleza
crescer e competir com a velha natureza.

Quando o sol raia, prefiro por dia morrer;
os casulos crescem.
Mas a noite, ah a noite! na lua quero renascer
As borboletas florescem.

Você não vê o quão necessário é um mundo de dores e dificuldades para ensinar uma inteligência e torná-la uma alma?

O homem não sabe mais que os outros animais; sabe menos. Eles sabem o que precisam saber. Nós não.

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

Você se diz sozinha e triste, mas eu estou com você mesmo você não estando comigo, e mesmo assim ainda consigo sorrir!

Deixe que o Espírito Santo guie seus passos e não se surpreenda com as maravilhas que acontecerão em sua vida. Através do amor que brotará em você, você conseguirá discernir todas as coisas por meio de sua experiência individual com Deus.

Não há amor sem conquista. Os amantes precisam ao menos se deixar conquistar. As artimanhas da sedução tê um encanto próprio de quem tenta tocar no ponto frágil e depois fortalecer juntos.

⁠Por que arrastas para ti mesmo essas coisas pelas quais não é responsável? Isso é causar problemas para si próprio!

A vida é como um jardim. Momentos perfeitos podem ser alcançados, mas não preservados, exceto na memória.

Não me importa se eu olhar na contramão: quero ter a coragem de sustentar a minha crença de que o amor, a paz, a luz, hão de prevalecer na Terra, e, enquanto isso não acontecer, quero dirigir também a minha energia ao propósito de que prevaleçam em mim

⁠Eu não confio em alguém que é legal comigo, mas é rude com o garçom, porque eles iriam me tratar da mesma forma se eu estivesse naquela posição.

Acaso

No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.

A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.

Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.

Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.

Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!

Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos...
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?

Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser... A rapariga loira?
É a mesma afinal...
Tudo é o mesmo afinal ...

Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal.

Não pode reclamar do escuro, aquele que não se levanta para acender a luz.