Nao me Julgue antes de me Conhecer
Faz-me ouvir a tua voz, ó Deus.
Faz-me, ó Deus, sentir a beleza do teu olhar.
Resplandece, ó minha alma, o brilho do olhar do teu Deus, Senhor.
Ó beleza imensa,
a ti anseia minha alma e todo o meu ser.
Busco-te nos campos dos lírios,
nos pastos serenos,
no silêncio onde tu repousas,
onde o amor habita
e a fonte eterna jamais se apaga.
Viver ou existir é paradoxal. Todavia, duas são as persecuções na vida: objetivos e proposito.
Quem vive por seus objetivos, é como quem vai a igreja como pedinte: interpreta Deus. Daí, vai lá pra angariar uma benção oportunista, que satisfará durante um tempo a sua querela ou queixume;
decerto que os objetivos são coisas que queremos para breve ou que almejamos realizar a certo tempo, e sempre ao sufrágio de alguma "benção" da vida, seja pelo esforço ou "graça"; já o propósito, é aquilo que nos define.
E sendo assim, o propósito é como o ato de ir a igreja para exercer a "gratidão" por sublimação do Divino; uma pauta das convicções que regem a existência; e ante a luz reveladora da perseverança, viver o louvor do reconhecimento e consciência das finitudes materiais; a sapiencia de coisas que a morte não vai jamais mitigar. Eis então que o propósito refoge a alma das coisas deste mundo.
Cuida, pois, vijiarmos as persecuções de perto; e espiar atentos, em qual delas mais nos empenhamos.
(Victor Antunes)
Pobre e enganoso é o coração do homem que, mesmo contemplando a glória de Deus, prefere a incredulidade de quem não vê.
Entre padronização e redemocratização, a indústria cultural avança.
Uns veem controle, outros, inclusão.
Diagnósticos sem medida matam a subjetividade.
Na pós-modernidade, traços de personalidade viram enfermidades.
Muitas pessoas têm transferido seus afetos para objetos hiper-realistas, na tentativa de escapar da angústia que o outro impõe à subjetividade.
