Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado

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Eu choro lágrimas invisíveis, para não mostrar aos outros o meu sofrer e como um palhaço sigo minha lida, sorrindo por fora e chorando por dentro.

O amor encontra alegria na felicidade do outro, porque não é feito de posse, de matéria, mas de abnegação e doação.

Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose coletiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.

José Saramago

Nota: (publicado em Zero Hora, 1997) José Saramago, sobre a nossa neurose.

Nossos inimigos (pessoas que não nos querem bem), possuem o ódio, a inveja, a maldade estampados no olhar...Sendo facilmento notados por nós! Isso nos possibilita viver distante deles ou sempre armados em direção à eles...

Se dou felicidade, recebo felicidade.
Se dou tristeza, recebo tristeza.
Não é possível esconder-se ou escapar das consequências das ações.
As leis físicas naturais que governam esse universo expõem o ato mais secreto, punem cada crime, recompensam cada virtude, corrigem cada erro. Tudo isso acontece de uma forma totalmente incógnita, mas com absoluta segurança e precisão.

Os psicólogos interessam-se sobretudo por saber em que ocasiões há, ou não, tomada de consciência, mas negligenciam demasiadamente a outra questão, que lhe é complementar e consiste em estabelecer ‘como’ ela se processa.

Liberdade não é poder escolher entre preto e branco mas sim abominar este tipo de propostas de escolha.

Não é que eu seja sádico
Não é que ela seja submissa...
Ela se fez minha pela força do amor
e eu exerci sobre ela o poder
de querê-la minha menina
pela eternidade.
E creio que a eternidade é muito breve
para embalar a paixão que nos invade.
É simples cumplicidade.
É simples assim.
É amor.

Não somos mais, não somos menos. Somos Palmeiras, basta!

Você costumava não agir do seu jeito
Para impressionar esses "Sr. Errados"
Mas comigo, você pode ser você mesma
Eu te aceitarei do jeito que você é

Você sempre disse que acreditar no amor
É algo que não pode ser real
Mas nunca escreveu um conto de fadas
Eu vou te mostrar como é isso

Adão me deu dez saudades
Eu lhe disse: muito bem!
Dê nove, fique com uma
Que todas não lhe convêm.
Mas eu caí na besteira,
Não reparti com ninguém.

Eu vou prá longe
Onde não exista gravidade
Prá me livrar do peso
Da responsabilidade
De viver nesse planeta
Doente
E ter que achar
A cura da cabeça
E do coração da gente
Chega de loucura
Chega de tortura.

Gabriel O Pensador

Nota: Trecho da letra da música "Astronauta", Gabriel O Pensador e Lulu Santos

As vezes o meu rosto chora, mais meu corpo acostumou ,
Só não dá pra entender que a mente não se conformou!

"(...) deuses não existem sem os zeladores de suas memórias."

É intrigante, como é que essas pessoas, que são tratadas como gado em está sociedade, não tentam destruí-la?

''Não posso obrigar ninguém a me amar até que a morte nos separe. Mas exijo que me tratem com decência e respeito. Porque eu me respeito, então quero que você siga meu exemplo."

(Para todos os Amores Errados)

Sei que não sou
importante pra ninguém,
mas todo dia me lembro
de alguém que foi importante
pra mim.

Abelhas na Barriga

Meu estômago não tem borboletas,
são apenas flores.
Cheias cheias de abelhas.
Agulhas que me causam dores.

Ansiedade?
Talvez medo dessa ferocidade!
Essa idade suficiente para perder beleza
crescer e competir com a velha natureza.

Quando o sol raia, prefiro por dia morrer;
os casulos crescem.
Mas a noite, ah a noite! na lua quero renascer
As borboletas florescem.

É impossível que ocorram grandes transformações positivas no destino da humanidade se não houver uma mudança de peso na estrutura básica de seu modo de pensar.

Nunca o povo esteve tão longe de nós, não quer saber. E se souber ainda fica com raiva, o povo tem medo, ah! como o povo tem medo. A burguesia aí toda esplendorosa. Nunca os ricos foram tão ricos [...]. Resta a massa dos delinquentes urbanos. Dos neuróticos urbanos. E a meia-dúzia de intelectuais [...] Não sei explicar mas tenho mais nojo de intelectual do que de tira.

Lygia Fagundes Telles
As meninas. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.