Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
DIVAGAR
Também sei sonhar...
Às vezes vejo que em cada ser
Existe um outro que o faz
Sentir, mover-ser, amar, sofrer.
A rosa tem por fora uma cor
Um cheiro, uma forma .
E por dentro, como sinto ser
Também há algo que lhe sustenta
E lhe dar esses movimentos, de tempo
A cor, o brilho, o amor que inquieta.
Dentro do homem reside calada
Mas dona dos seus movimentos
Seus sentimentos, e até sua aparência
Uma alma, invisível, mas que se vê
Por esses rompantes, essas quedas
Que acometem o corpo.
Deus, que existe, dentro de nós
E fora do alcance do nosso olhar
Por habitar o longe céu
E o nosso coração tão perto.
Por isso sonho, ou tenho a certidão
De que Deus, eterniza-se
Pois o que lhe acontece nunca podemos ver.
E dizemos Dele infindável
Como o sonho, de outra forma
Que todos sentem
E que se passa de um para outro
Às vezes iguais
E sempre tão diferentes.
Você consegue mexer no mais profundo da minha alma
Faz me sentir as mais estranhas sensações
Viajo ao paraíso somente com o brilho do seu olhar
Você me toca e perco o equilíbrio da razão
Quando fala ao meu ouvido a sua voz me faz viajar pelo tempo e pelo espaço
Compartilhar meus momentos com você é muito mais que atração e desejo...
Quando estou nos seus braços me sinto um menino...
Nossos olhares quando se cruzam, instante mágico que viajamos ao infinito
Quando toco sua boca... Sinto o mel!
Aquilo que você faz com vontade, você enfrenta as dificuldades sem murmurar. Aquilo que faz sem vontade, você não enfrenta, não consegue.
Gostaria de saber o que você faz agora...
Queria saber se fui mais uma em sua vida...
Se eu sou mais uma em seu passado.
Dias de tempestades estão passando por minha vida.
Sinto-me só como, nunca havia me sentido.
Meus olhos olham e não enxergam nada, só consigo,
ver essa dor que você me deixou.
Não consigo esquecer, Seguir em frente, o caminho parece longo.
Começar de novo... do zero, parece impossível .
Respirar faz parte do viver, errar faz parte do aprender, sofrer faz parte de amar.
Junte tudo isso e sua felicidade vá buscar.
FAZ TEMPO
Tanto tempo faz,
Tempo já demais
E este tempo jaz
No meu coração.
Tempo que eu nem conto,
E este contraponto,
Dado em minha vida,
Sem mostrar saídas,
Tempo que me assusto
Dava tanto assunto,
E eu nem sei ligar,
Uma coisa a outra.
Se a vida é autora,
Desse meu penar,
Se a vida tem
A ver com esse desfecho,
O preço é muito mais,
Do que avalio e penso,
O tempo não se ausenta,
E eu larguei de contar.
Contar as desventuras,
Minhas amarguras,
Vou te suportar.
Sem Você
Harmoniosa melodia
me faz lembrar você,
dos momentos eternos
agora eternas lembranças.
A voz doce da canção
imprime sua imagem
na imaginação
de um tempo que se foi,
da vontade que restou
e ficou só.
Para sempre...
sem você.
A quem de tudo faz um problema
E prefere acreditar
Que amar é um dilema
Feito só para maguoar
Mas pro mundo faço poema
E mostro que não a mal em amar.
FAZ DE CONTA
Quando a gente é criança, vive no mundo do faz de conta.
Quando adulto, muita gente faz de conta
Que não enxergou o que viu,
Que não escutou o que ouviu,
Que é feliz,
Que é importante para várias pessoas,
Que é inesquecível.
E se perde em tantas contas com tanto faz de conta.
Mas esse faz de conta não tem magia alguma.
Quando criança, ainda resta a esperança.
Quando adulto, ou esquece o faz de conta
Ou faz de conta que realmente viveu.
CURTO
O que me faz contar em versos
Ser este prospecto que ninguém ler todo,
É uma pressa que conta a minha alma, em desassossego
É medo de perder-me enquanto me alongo,
Fazendo um simples ponto curvar-se em circunferência.
É um temor cruel de que ninguém me entenda,
Mesmo que não estenda ao que quero dizer,
E disso mais, sendo uma sinopse
Escrita, me utilizando do que de bom aflora.
Agora mesmo não saberia contar,
Que estes versos são escorridos dos dedos,
Que a maravilha perdeu-se com ele,
Pro fundo foi, na areia se escondeu.
Eu escrevo coisas curtas, mas que não são breves,
E elas se alteram conforme anda o mundo,
Nesta marcha lenta, que a todos engana,
E mais faz motivos, e mais guarda lembranças.
Quando escrevo torno na margem da direita,
Não é temendo um louco desgovernado, vesgo
Que do outro lado rasga-se e buzina
É que ser preciso nos dois sentidos impossibilita,
As palavras cruzarem o tempo e a vida.
