Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Chuva repentina
O problema da chuva...
...Não há nenhum!
Processo natural
Vem de forma repentina
Às vezes simples e banal
Outras nem tanto,
Demora horas a se formar
Às vezes eu desgosto...
Pois ao cessar
Fica um ar;
De calmaria assim por dizer
Que faz eu me perder
Diretamente em meus pensamentos
Desde a felicidade ao descontentamento
De coisas que não fiz e outras quais tenho vontade,
Mas porque tudo isso?
O silêncio grita
E isso é maldade!
Pois o que mais aflige
Em meio a solidão
É se perder em seus próprios pensamentos
E trazer a tona o que foi em vão.
Astronauta
sinto-me como um astronauta
fora de mim perco o chão;
flutuando não por vontade
lutando por uma estabilidade
indo em direção a sua gravidade;
mas dai eu acho o que me falta
todo o ar que que precisava em meu pulmão;
entrando em orbita igual a lua
só te olhando e te reparando
cada detalhe de seu astral
vou anotando e decorando;
aquela louca translação
viajo longe; como que pode?
eu vou de marte até plutão;
me sinto leve como um astro
me perco em meio desse seu universo
que sem ele, me sinto como restos;
restos;
de quem já fez alguém sofrer
por não iluminar
tanto quanto o próprio ser;
restos que se juntam em um só
tipo o universo em expansão
que ao olhar daqui só vemos grãos;
mas nem por isso deixam de ser
importantes a vários olhares
vários modos de se ver;
viajando nisso me faz perder
noção total de meu próprio ser
e ao mesmo tempo me reconstituir
me re-fazer;
gravitando ao seu ser
flutuando no querer
até novamente poder ter
os pés no chão.
Às vezes tento pensar em algo e nada vem
me deparo com a frustração
mas não fica por isso,
pois logo vem a inspiração
mesmo que involuntário e sem querer
você vira fonte de meus dizeres
conteúdo de meu escrever
fazendo isso fácil fácil,
pois você mesma é a própria constelação!
constelação? ... sim!!
semelhante a essas que temos a admirar
anos e décadas dizendo e mostrando tudo
todo o caminho a traçar
ligando os pontos da mesma forma que ligo os fatos,
ligando a inspiração em meus atos
atos impulsivos que me levam a escrever
e em forma de poesia venho te descrever
eu não sei, apenas sinto
deixo sair assim espontaneamente,
descarrego todo meu pensar
esvaziando a mente
deixado presente
sentimentos verdadeiros e inocentes.
Ganância?
meu pecado é não ter ganância
deixando de lado as coisas
não dando a devida importância
buscando algo no qual nem almejo,
não preciso de nada, eu nunca desejo
meu defeito é dar importância demais ao desnecessário
e ao necessário transformar num ‘tanto faz’
me contentando com as coisas mais simples,
descontente com oque já tenho
arrependido por tudo que perdi
pois seu valor esta na ausência.
Anestesia
Eu sinto tanto, que as vezes não sinto nada
uma bipolaridade transitória que as vezes vem
sinto nada quando nada tem
sinto tudo quando tem alguém
uma anestesia que ao terminar se auto recicla
fazendo eu a sentir, porém não me importar
pois quando ela vem, é quando não convém
as vezes sinto que não sinto nada
as vezes apenas sinto e logo sei.
O judeu se emancipou de maneira judaica, não apenas porque ele adquiriu poder financeiro, mas também porque, inclusive através dele, o dinheiro se tornou o poder do mundo e o espírto judeu prático se tornou o espírito prático das nações cristãs. Os judeus se emanciparam na mesma medida em que os cristãos se tornaram judeus.
(...)
Na análise final, a emancipação dos judeus é a emancipação da humanidade do judaísmo.
(Ensaio: Sobre a Questão Judaica, 1843)
Não existe leviandade mais pesada do que ser um peso na vida de alguém. Não podemos ser aflição e nem desgosto para essa pessoa. Temos que deixá-la livre. Isso é benção! Isso é amor!
Vagamundo
Carrego cicatrizes
(...e quem não as tem?)
De algumas esqueço,
enquanto outras sangram
porque feitas de punhais-palavras.
A cada (a)talho, vago pelo mundo
para driblar esse mal
chamado coração.
Mulheres! Não percamos nossas almas! A criação é o nosso poder: Escreva, dance, componha, plante, ame, ore, estude, pinte, cozinhe, capine, palestre, espiritualize-se, defenda a Terra, cuide-se, cuide dos animais, crianças, velhos e velhas, acaricie o mundo, beije as cicatrizes do mundo, cultive relações, cultive os amigos, cultive a família, enfim, seja... Esteja presente! Seja luz!
Nada é por acaso, por mais que tenha sido sorte um apostador ganhar, não foi sorte ele apostar, foi o resultado de suas decisões e atitudes que o fizeram ganhar, então quando ver alguém bem sucedido não diga que foi sorte, os fracos e preguiçosos que dizem isso, não somos predestinados a nada, somos criadores de nossos destinos, o mundo é o nosso reflexo, então deixemos de nos preocupar com nossos reflexos diante do espelho de vidro, e comecemos a nos preocupar com nossos reflexos diante do espelho da vida.
Nada é por acaso, por mais que tenha sido sorte um apostador ganhar, não foi sorte ele apostar, foi o resultado de suas decisões e atitudes que o fizeram ganhar.
O Brasil foi “inventado” a partir das dores de suas mulheres e é importante não esquecermos esta história para podermos olhar de frente para nosso passado e aprendermos com ele. O Brasil precisa se reconciliar com sua história; aceitar que foi “construído” sobre um cemitério.
Existem momentos que precisamos
aceitar que o tempo passou;
É difícil, mas não tem como fugir da
grande verdade de que o passado é
um lugar onde já não estamos!
E por que eu não gostava de que me chamassem de índio? Por causa das ideias e imagens que essa palavra trazia. Chamar alguém de índio era classificá-lo como atrasado, selvagem e preguiçoso. E como já contei, eu era uma pessoa trabalhadora e ajudava meus pais e meus irmãos e isso era uma honra para mim. Mas uma honra que ninguém levava em consideração. Para meus colegas, só contava a minha aparência… e não o que eu era e fazia.
Escrevo para incentivar outras mulheres indígenas a contarem suas próprias histórias, chega dos não-indígenas dizerem o que acham de nós, nossa existência precisa ser registrada, lida e contada por nós mesmos. Acredito que nós, mulheres indígenas, temos a necessidade de crescer dentro e fora da aldeia.
Não falo na língua mãe
Pois ninguém vai entender
Falo com minha essência
De um povo que quer viver
Respeitado culturalmente
Ter nossa terra somente
Pra ela não mais sofrer.
Sou essência de um criador
De onde nasce inspiração
Curar com ervas da terra
Ou imposição de mãos
Para ouvir e aceitar
É preciso acreditar
Ser forte é nossa missão.
Não foi fácil guardar
No silêncio as tradições
Mantendo dentro de nós
Principalmente ancioes
Ancestralidade pura
Em prol da nossa cultura
Tabajara são campeões.
Choramos com a natureza
Nossa mãe foi destruída
Nossos irmãos acabados
Nossas águas poluída
Nosso ar ficou impuro
Respirar tanto munturo
Terra viver tão sofrida.
