Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Ao escrever, as coisas deixam de ser apenas sensação e passam a ser pensadas. Isso não elimina a dor, mas impede que ela fique amorfa.
Debbie Villela
Se você anda pelo mundo e não se sente parte do que vê,
Se você mesmo estando em um grande show ou praia lotada e se sente só,
Ou, se você enxerga um mundo diferente das outras pessoas a sua volta com todas as suas ideologias e verdades fictícias,
Então, não se preocupe, pois você não esta sozinho.
"Rompemos o ciclo do egoísmo quando compreendemos que o meu crescimento não precisa — e nem deve — significar a estagnação do outro."
Onde a razão possui competência para investigar, o pensamento não deveria declarar encerrado o processo antes da produção das provas.
Uma verdade filosófica não se torna menos digna de investigação porque suas consequências são desconfortáveis.
A natureza deve ser julgada por suas próprias evidências, não pelas sentenças previamente proferidas pela tradição.
“Lembre-se de apreciar o voo.
Porque, no fim, não são apenas os destinos que transformam uma vida.
São as jornadas que nos ensinaram a chegar até eles.”
— Casella Filho, 2026 (In: O Menino que Soltava Pipa)
Um Estado não se sustenta apenas pela força, mas pela capacidade de organizar pessoas, recursos e instituições.
A Urna e a Cachaça.
Ceará não pode,
São Paulo pode,
proibir a cachaça
é pura trapaça,
decisão monocrática,
a cachaça é democrática.
Benê Morais
COMO DECIDIR EM QUEM CONFIAR SEM TERCEIRIZAR O PRÓPRIO PENSAMENTO?
Não confiar em ninguém não produz autonomia. Produz isolamento.
Confiar em todos também não produz conhecimento. Produz vulnerabilidade.
Entre a desconfiança absoluta e a submissão intelectual existe um problema muito mais sofisticado: como decidir quanto peso dar ao conhecimento de outra pessoa?
Vivemos cercados por autoridades. Médicos, professores, pesquisadores, jornalistas, líderes, especialistas, influenciadores e, cada vez mais, sistemas de inteligência artificial oferecem respostas sobre assuntos que não dominamos.
Não existe tempo suficiente para verificar pessoalmente tudo aquilo de que dependemos.
Confiar, portanto, é inevitável.
O problema começa quando confundimos confiança com transferência de autoria.
Uma pessoa pode reconhecer que alguém sabe mais sobre determinado assunto sem transformar essa pessoa em proprietária de suas conclusões. Pode aceitar uma orientação especializada e continuar perguntando quais evidências a sustentam, quais são seus limites e em que condições ela deixaria de ser válida.
A pergunta madura não é apenas: “Em quem devo confiar?”
É também: “Por que estou confiando, em quê estou confiando e até onde essa confiança deve alcançar?”
Credenciais importam. Evidências importam. Histórico importa. Consenso especializado importa. Mas nenhum desses elementos possui exatamente a mesma função em todas as situações.
Discernir significa aprender a ponderá-los.
É por isso que tenho trabalhado com a ideia de autoridade epistêmica associada à calibração discernitiva. Não se trata de rejeitar autoridades, mas de impedir que reconhecimento de competência se transforme automaticamente em renúncia ao próprio julgamento.
A autonomia intelectual não exige que saibamos tudo.
Exige que saibamos o que fazer quando não sabemos.
Talvez a forma mais perigosa de terceirização do pensamento não seja pedir ajuda para pensar.
É esquecer que, depois da ajuda, a responsabilidade por aquilo que autorizamos continuar acreditando ainda é nossa.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
POR QUE UMA EMOÇÃO MUITO FORTE PARECE ESTAR SEMPRE CERTA?
Há momentos em que não apenas sentimos alguma coisa. Sentimos que aquilo que sentimos prova alguma coisa.
O medo parece provar que existe perigo. A raiva parece provar que houve injustiça. A culpa parece provar que somos culpados. A ansiedade parece anunciar que algo dará errado. A paixão parece confirmar que determinada escolha é correta.
Mas uma emoção pode ser absolutamente verdadeira como experiência e insuficiente como evidência.
Esse talvez seja um dos erros mais discretos do julgamento humano: confundir intensidade psicológica com autoridade para decidir.
Quanto mais intenso é um estado emocional, maior pode ser sua capacidade de ocupar nossa atenção. E aquilo que ocupa intensamente a atenção pode adquirir uma importância desproporcional no julgamento.
O problema não está em sentir.
Está em transformar automaticamente aquilo que sentimos em autorização para agir.
Entre emoção e ação existe um espaço que frequentemente atravessamos depressa demais. Nesse espaço deveria ocorrer uma pergunta: o que esta emoção está me informando e o que estou acrescentando à informação que ela realmente oferece?
O medo pode pedir investigação sem justificar fuga. A raiva pode sinalizar uma percepção de violação sem demonstrar que nossa interpretação está correta. A tristeza pode revelar perda sem definir o futuro. A ansiedade pode indicar incerteza sem possuir qualquer capacidade de prever acontecimentos.
Isso significa que regular uma emoção não é necessariamente diminuí-la. Podemos sentir intensamente e ainda assim recusar que sua intensidade determine, sozinha, a decisão seguinte.
Essa distinção está no centro daquilo que venho denominando autorização funcional e calibração discernitiva: reconhecer um conteúdo interno sem conceder automaticamente a ele o poder correspondente à força com que aparece.
Não precisamos negar o que sentimos para pensar.
Precisamos aprender a perguntar quanto do que sentimos merece decidir.
Porque sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Sobre a Ciência da Revelação e da Operação
A revelação, não necessariamente depende ou precisa de sua explicação. Geralmente até, a Espiritualidade NUNCA explica a fenomenologia de um acontecimento Preternatural. Ela simplesmente opera sem explicar a natureza do fenômeno. Todavia, certamente há sempre uma Ciência Oculta, por detrás de cada fenômeno da operação do sobrenatural. Parece-me que não é quase nunca do interesse da Espiritualidade explicar, nem o que revela, nem o que opera. Em suma: a Espiritualidade geralmente revela e opera, sem explicar o que está revelando e o processamento de cada operação Sua.
Se Ela quiser explicar, aí entraremos no campo da Ciência Espiritual.
E a Ciência Espiritual, existe. Obviamente, tanto quanto à existência da própria Espiritualidade
Às 11:11 in 03.10.2026
Por: Fábio Silva
